Por que orar?

Por que precisamos orar, se Deus sabe todas as coisas? A Bíblia diz que antes que as palavras cheguem a nossa boca, Deus já as conhece todas.

Deus, por princípios estabelecidos por Ele mesmo, só age na Terra através  dos homens. A Bíblia diz que os céus são os céus do Senhor, mas a terra Ele deu aos filhos do homens. Sl 115.16.  Ao criar o homem, Deus disse que Ele dominaria a Terra, mas  com a queda, o homem deu legalidade a satanás a agir em sua casa, ou seja, o poder de governo que Deus outorgou a ele, o  homem dividiu  com o príncipe das trevas. Mt 4.8-9. Deus é justo, Ele não viola as leis que Ele mesmo estabeleceu. O homem deve se responsabilizar pelas consequências de sua escolha e  autorizar  Deus a agir. Através da oração, o homem tira da mão de satanás o poder de ação e transfere para Deus. Para um melhor entendimento, suponhamos que alguém colocou uma causa na mão de um advogado, dando-lhe uma procuração. Nenhum outro advogado, por melhor que seja, poderá fazer qualquer coisa por essa pessoa. Ele somente que poderá transferir o poder de atuação, anulando a legalidade de um e transferindo para o outro. Nessas condições, podemos considerar que todo e qualquer tipo de oração é uma guerra. O detentor  e usurpador dos direitos do homem, não fica satisfeito quando o homem deixa-o para trás e  faz a opção de andar sob o domínio do Senhor Jesus,  confiando a Ele as demandas da sua vida.

Além desse entendimento,  precisamos orar porque é uma ordem divina. Orar é dizer a Deus que dependemos dEle e sem Ele não podemos fazer nada.  Jesus tinha uma vida de oração.  Ele é o maior exemplo de vida de oração, e aparentemente não tinha necessidades, Ele era o Filho de Deus.  Oração não é  apenas uma série de petições ou uma lista de desejos que trazemos diante de Deus e marcamos os que vãos sendo atendidos. È verdade que Jesus prometeu responder as nossas petições pessoais  e de intercessão pelos outros, e somos respaldados com a sua Palavra em sermos persistentes. Mt 7.7.  Mas oração é muito mais do que isso, é mais do que possamos imaginar.

Oração é relacionamento com Deus, é lugar de comunhão com Ele. Isso inclui momentos de contemplação, de louvor e adoração ao seu nome. Podemos ter intimidade com Deus, não somente quando tiramos um tempo específico para estarmos em oração, mas continuamente.

Oração é um estilo de vida. Podemos desfrutar da sua presença em qualquer lugar ou a qualquer momento, Ele quer ter participação ativa  em nossas vidas e em nossos pensamentos e isso depende de cada um, mantê-lo permanentemente em si mesmo. Ele prometeu que moraria em nós se amássemos a sua Palavra, se o amamos não podemos ignorar a sua presença e participação em tudo que fizermos. Assim,  oração é um meio pelo qual mantemos o nosso coração em chamas por Jesus.

Oração é direção de Deus para as nossas decisões, por menores que sejam. Se Ele é um amigo que está sempre em nossa companhia, Ele é participativo, não anda conosco em silêncio, mas, através de um testemunho ou voz interior no nosso espírito, Ele dirige os nossos passos.

Oração é confiança em Deus. Não existe diálogo, muito menos petição a alguém, se duvidamos da sua existência e não confiamos nela. Confiamos quando conhecemos. Há um convite por parte do profeta Oseias: Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor… Os 6.3.  Através da sua Palavra, podemos conhecê-lo em profundidade, e nossas orações deverão  estar alinhadas com a sua vontade. Por isso, são tantas orações não atendidas, tantos desejos que não se materializam.

Oração envolve fé, não é um salto no escuro, envolve ver o sobrenatural de Deus. Ele é Espírito, e importa que todo aquele que se aproxima dele, creia que Ele existe. Sem fé é impossível agradar a Deus, sem fé não há resposta de oração.

Oração é a melhor forma de amar.  Se tivermos dificuldade em amar uma pessoa, experimentemos orar por ela, ou seja, falar com o nosso amigo Jesus sobre ela. Um amor vai fluir naturalmente, e todo sentimento amargo certamente desaparecerá.

Oração é um meio pelo qual mantemos o coração em paz e livre de ansiedades.7 Fp 4.6- Qualquer problema que nos aflija podemos colocar nas mãos do Criador de todas as coisas, do Deus Soberano, que tem todo o poder e para Ele não há impossíveis, então, podemos descansar se confiarmos a Ele todas as nossas encrencas.

Enfim, oração é o oxigênio que nos mantém saudáveis e íntimos do nosso Pai. Sim, precisamos orar sempre e nunca desfalecer. Precisamos e podemos sempre sair vencedores nessa guerra!

Porque Ele veio Feliz Natal!

Deus criou o homem para o louvor da sua glória. O homem não aterrizou no planeta Terra por obra do acaso, mas ele foi colocado neste mundo com um propósito. Cada vida é preciosa aos olhos de Deus e tem um lugar em sua criação.

Com Jesus não foi diferente, Deus o enviou ao mundo para cumprir o maior dos seus planos. A Terra, Deus deu aos filhos dos homens, e um homem para entrar neste planeta só é possível através de meios naturais, através do  ventre de uma mulher. Satanás entrou na Terra ilegalmente por força e usurpação, mas Jesus, mesmo sendo Deus, teve que passar nove meses em em um ventre materno e nascer como qualquer outro homem. Ele foi gerado por obra e graça do Espírito Santo, excepcionalmente, não precisou da semente de um homem, mas o próprio Deus o gerou. Teria que ser dessa forma, porque não existia semente humana que não estivesse contaminada com o pecado herdado de Adão.
Jesus veio, foi gerado por Deus no ventre de Maria,  assim, apto a ser sacrificado como um Cordeiro sem mácula e sem defeito algum pelos pecados da humanidade. Esse foi o propósito por que Ele veio. Nasceu para ser sacrificado em uma cruz! Não há como separar o Natal da realidade do Calvário. Nunca devemos fazer essa separação. Afinal, o valor de um homem não é medido porque nasceu um dia, mas como viveu e  morreu.

Jesus é a única resposta para a deplorável situação do homem, não  somente porque Ele   nasceu, mas porque Ele morreu e ressuscitou. Na sua morte e ressurreição está a nossa vitória. Jesus é a maior prova do amor de Deus pelo homem, ao enviar Jesus para resgatar o homem dos seus  pecados e voltar a ter comunhão com Ele . Ele deu o maior de todos os presentes que poderia dar, Deus  deu o seu melhor, não poderia haver maior dádiva para Ele oferecer. Há muita injustiça quando se diz que Deus não se importa com o ser humano, quando citam vítimas de tragédias naturais, de fome, criancinhas morrendo à míngua,  doenças e inúmeras outras misérias espalhadas pelo mundo. Não reconhecem o verdadeiro autor de todas as mazelas, foi assim desde o princípio, e, com o seu engano, continua a contaminar os homens e distorcer a imagem do Criador. Além de satanás, o próprio homem com suas más escolhas é responsável pela maioria das desgraças que o assolam.

Nesta semana, o mundo cristão festeja o Natal de Jesus. As pessoas, umas às  outras, desejam Feliz Natal, trocam presentes, reúnem-se em família, ceiam juntos na festa de aniversário que, na maioria das vezes, o aniversariante é proibido de entrar. Tão poucos têm entendimento da razão de Jesus ter nascido e quem realmente Ele é. E, mesmo festejando o Natal, os corações estão distantes do seu verdadeiro sentido porque não creem nele.

A história da humanidade seria bem diferente, se os homens conhecessem o Jesus do Natal e a razão por que Ele veio.

Porque Ele veio somos perdoados
Porque Ele veio temos salvação
Porque Ele veio somos filhos de Deus por adoção
Porque Ele veio somos livres da condenação eterna
Porque Ele veio temos confiança
Porque Ele veio temos paz
Porque Ele veio temos alegria
Porque Ele veio temos segurança
Porque Ele veio podemos amar e perdoar
Porque Ele veio somos mais que vencedores
Porque Ele veio podemos crer no amanhã
Porque Ele veio temos fé
Porque Ele veio fomos sarados
Porque Ele veio podemos vencer o mal
Porque Ele veio temos esperança
Porque Ele veio temos a Palavra de  Deus
Porque Ele veio temos comunhão com Deus
Porque Ele veio podemos permanecer nele
Porque Ele veio não tememos a fúria do inimigo
Porque Ele veio podemos orar e adorar
Porque Ele veio temos a vida eterna.

Jesus é tudo que precisamos, e somos infinitamente  gratos a Deus porque Ele veio. Feliz Natal!

Ele venceu a morte!

A morte é o maior inimigo do homem. Quando ela chega, causa um grande temor e não faz acepção de pessoas. A morte escolhe suas vítimas independentemente da etnia, da camada social, da religião, do sexo ou faixa etária. A morte bate à porta de todos trazendo sempre o seu terror e desespero. Por que a morte é tão aterrorizante e temida, apesar de todos saberem que o encontro com ela é inevitável?

O homem foi criado para viver eternamente. A morte entrou no mundo através da desobediência do homem ao seu Criador. Deus deu a terra para que o homem a dominasse e usufruísse de todos os seus bens. Como um bom administrador, deveria  cultivá-la, comer do seu fruto e com a  sua criatividade  usar todos os recursos disponíveis na natureza para grandes invenções. Além de ter acesso diário a Deus, que vinha conversar com ele na viração do dia. Mas,o homem abriu a porta para que a destruição entrasse. Preferiu dar ouvidos à mentira de satanás do que confiar na Palavra do seu Amigo e Criador.  O pecado mesclou o intelecto humano, a sua potencialidade foi afetada e bem pouco de sua totalidade é usada. A corrupção atingiu toda  estrutura humana em todas as suas dimensões, no espírito, na alma e no corpo. O relacionamento com Deus foi quebrado.  A  morte espiritual o atingiu, separando-o de de Deus, além da morte  física, que se tornou o seu maior inimigo na carne.

A boa notícia é que Deus manteve  o seu propósito quanto à criação do homem. Ele o criou para o louvor da sua glória e a queda do homem não frustrou o plano de Deus,  que  para resgatá-lo ainda tivesse  que pagar um alto preço. No dia em que Adão foi expulso do Éden, não como  um   castigo divino, mas em uma atitude de amor, para que não comesse da árvore da vida e tivesse que viver eternamente carregando as mazelas do pecado, Deus falou para Adão e para Eva sobre como seriam suas vidas com a consequência do pecado e, também, disse para a serpente (satanás) que da semente da mulher viria um que lhe feriria a cabeça e ele seria ferido no calcanhar. Ele não imaginou que isso se cumpriria na morte de Jesus na cruz.

Depois de aproximadamente quatro mil anos, a  promessa de Deus   começa a se cumprir: Jesus nasceu! O nascimento de Jesus é o início da derrota da própria morte. Jesus, depois de viver fazendo o bem e pregando as boas novas do reino de Deus, Ele foi traído pelos seus e conduzido à morte de cruz, a pior de todas as mortes. O próprio Filho de Deus humildemente a si mesmo se entregou. Para o inferno, parecia a maior das derrotas do reino da luz, mas ele estava enganado. A morte de Jesus foi a  maior vitória dos homens, porque Jesus não ficou detido na sepultura, apesar do seu espírito ter descido ao hades, de lá, Ele emergiu, trazendo consigo as chaves da morte e do inferno. O véu do templo se rasgou de alto a baixo, um novo caminho foi inaugurado e todos que quiserem poderão ter livre acesso a Deus, através do sangue de Jesus. O pecado não terá mais domínio sobre a vida daqueles que creem e querem ter uma vida de comunhão plena com o seu Deus e Pai. Jesus foi vitorioso, Jesus venceu a morte. A maior derrota do inferno foi a morte e ressurreição de Jesus. Não há mais necessidade de temer a morte, porque Jesus  a venceu, e se alguém está nEle, é vencedor com Ele! “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitoria”? Jesus venceu a morte!

Espírito e Vida

No segundo domingo de Dezembro, comemora-se o Dia da Bíblia. A Bíblia Sagrada não é um livro qualquer e não pode se igualar a nenhum outro, ela vai mais além de tinta e papel. …As palavras que vos digo são espírito e vida. Jo 6.63

Quando contemplamos a obra da criação, ficamos a imaginar como tudo foi criado e se mantém até hoje, com sua beleza e singularidade peculiar que o melhor de todos os arquitetos, que já passou por este mundo, não seria capaz de criar um grão de areia.
O que mais impressiona é que tudo isso foi criado com a Palavra proferida pela boca de Deus, apenas o homem, Ele fez com as suas mãos e com o seu sopro lhe deu vida.
No livro de Salmos, 33.6,9, lemos: Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca. Porque falou e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu.
Se estivéssemos diante de alguém que falasse, e as coisas fossem sendo criadas, segundo a ordem de suas palavras, certamente acharíamos fantástico e sobrenatural, e muitos se encurvariam diante de tal pessoa. Obviamente, ficaríamos maravilhados, mas também muito assustados e sem explicação.

A Palavra de Deus tem poder vivificante e criativo. As palavras não são visíveis, mas têm significado e podemos sentir o seu efeito quando proferidas. As palavras que saem da boca do homem têm poder de morte ou vida. “A morte e a vida estão no poder da língua…”,  imagine as palavras que saem da boca de Deus! Naturalmente, as palavras não se perdem no espaço, nem no tempo, o que se diz, foi dito e não tem como se desfazer, a não ser com novas palavras  que às vezes são usadas para corrigir ou explicar o que foi mal dito, mas as velhas continuam lá. Por isso, é de suma importância usar a nossa fala com cautela.

Deus proferiu a sua palavra para expressar a sua vontade e revelar o seu caráter aos homens.  Ele é fiel naquilo que diz e promete. Deus não criou o homem e o jogou na Terra sem rumo ou direção, mas, desde o início, para Adão, Ele revelou a sua vontade quando o colocou no Éden. Com a transgressão de Adão à Palavra de Deus, ele sofreu duras e irreparáveis consequências, às quais passaram a toda descendência humana. Contudo, Deus fez uma promessa a Adão para resgatar o homem dos seus pecados e trazê-lo de volta para si, afinal, o homem foi criado com o sublime propósito de andar em comunhão com Deus e para o louvor da sua Glória. O propósito e o plano de Deus para o homem está delineado em sua Palavra revelada a homens que escolheram andar com Deus na caminhada da vida.  A Bíblia Sagrada, um compêndio de Livros escritos por 40 autores de diferentes épocas, traz a revelação genuína da vontade de Deus para o homem e ela se constitui em revelação e instruções, e,  dependendo do posicionamento do homem em relação a essa Palavra, ele colherá bênçãos ou maldições, vida ou morte.

Se a Palavra de Deus expressa a sua vontade, o homem tem obrigação de observá-la para não se desviar da vontade do seu Criador. A Bíblia Sagrada é a própria Palavra de Deus. A vontade de Deus em relação ao homem, direitos e deveres, não está oculta, mas revelada. Cabe a cada um observar e propor no seu coração obedecer, porque a sua Palavra não pode ser transgredida sem que se sofra as devidas consequências. Se o poder criador da Palavra de Deus é tão evidente nas obras da criação, as demais coisas, como o dever de cumprir  o que foi dito para a vida ou morte,  são irrevogáveis.

A Palavra de Deus, como já foi dito, é espírito e vida, ela se constitui no verdadeiro e suficiente alimento para o espírito do homem, gerando-lhe vida. A Bíblia diz que Jesus é o Verbo de Deus, Ele é a própria Palavra de Deus e através dele somente o homem tem acesso a Deus. Se alguém disser que ama a Jesus, mas não ama a sua Palavra, essa pessoa está investida de incoerência e engano.  Que haja uma corrida para se buscar diariamente, em todo o tempo, o alimento que traz vida, a Palavra  viva de Deus!

Livre para ser um servo

Quando falamos em Servo,  temos ideia de alguém que vive sob o domínio de um senhor ou sob escravidão. Naturalmente, os servos não são livres para fazer o que querem. Levando em conta esse pensamento, como falar sobre a liberdade de um servo?

Entendemos pela Palavra de Deus que existem apenas dois reinos que dominam este mundo: O reino das trevas e o reino da luz. Ou um indivíduo pertence a um ou a outro. Não há como se ter ou servir a dois senhores.  Na tentação de Jesus, satanás deixou bem claro que ele é o príncipe deste mundo. Assim, um dos reinos pertence a ele. Jesus também é Senhor e Ele mesmo disse que o seu reino não é deste mundo, o seu reino tem valores mais altos e Ele tem a Soberania,  o domínio e o poder sobre todas as coisas. Ele veio para libertar os homens do domínio das trevas e resgatá-los para o reino da luz.

Há diferenças consideráveis entre os dois reinos. O reino das trevas é firmado no engano, o da luz na verdade, o reino das trevas é morte, o da luz é vida, o reino das trevas é condenação, o da luz é salvação. O reino das trevas é tristeza, o da luz é alegria no Espírito Santo. O reino das trevas tem como senhor satanás, o reino da luz tem o Senhor e o Criador do universo, o Rei da Glória.

Através de Adão, o pecado entrou no mundo e consequentemente o domínio das trevas. Deus, com o seu grande amor, proveu um resgatador, Jesus, o Cordeiro De Deus que tira o pecado do mundo, fazendo de todo homem que crê apto para o seu reino. Assim, através da fé em Jesus Cristo, aquele que o receber em seu coração,  não é apenas um servo, mas Filho de Deus e é transportado imediatamente do reino das trevas para o reino da luz.

As correntes do reino das trevas são o pecado que mantêm os seus súditos nas cadeias escuras com toda sorte de mazelas, trazendo-os aprisionados e sem direito ao oxigênio saudável e necessário para a vida. O seu senhor tem o costume de usar os seus servidores e depois jogá-los fora. Jesus, o Senhor do reino da luz, não lança fora aquele que vai a ele. Sempre está pronto para libertar as vidas que se encontram na sarjeta do pecado e por elas já pagou um alto preço com a sua graça incomparável. Os transportados para o seu reino são livres para servi-lo porque eles responderam ao seu chamado. São livres para não mais pecar.  “Porque o pecado não terá domínio sobre vós , pois não estás debaixo da lei, mas debaixo da graça”.”Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. As cadeias do filhos da luz são cordas de amor: “Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor; e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei mantimento”.

Deus, ao criar o homem, deu-lhe o livre arbítrio, o poder de escolha. O homem tem o direito de escolher ao qual senhor servir. A provisão já foi dada, o convite foi lançado, o presente foi entregue.  “Tenho te proposto a vida e a morte,a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”. Dt 30.19. A escolha do homem é o que fará dele um servo subjugado pela crueldade do senhor das trevas ou um servo livre para servir por amor ao Senhor da Glória!  “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais;…  porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Js 24.15

A Palavra de Deus é permeada por convites e oferta da graça de Deus. Desde os tempos do Velho Testamente, através dos seus profetas, o Senhor Deus adverte aos homens sobre suas escolhas, e se coloca à disposição daqueles que desejam trilhar o caminho da verdade e servi-lo com inteireza de coração e por amor. E a sabedoria está em temer a Deus e em fazer a sua vontade, em servi-lo encontra-se  a verdadeira liberdade. Ele não é um Senhor qualquer, Ele é o criador do universo e tudo o que nele há. Ele é o Grande Rei Soberano que tem o domínio e o poder sobre todas as coisas. Tudo que uma alma deseja e precisa para se sentir plena e satisfeita, somente nele pode encontrar. Ele é o verdadeiro e único sentido da vida. Sem Ele não há liberdade. Por isso, encontramos nEle um Senhor que adota seus servos, fazendo-os filhos e livres.  E Ele continua com os braços abertos, desejando ardentemente fazer de você, um servo livre e livre para ser um servo!

Louvor como arma de guerra!

Foi dito ao rei Josafá que os moabitas e amonitas estavam vindo contra Judá em grande multidão para lhe fazer guerra. Naturalmente, Josafá teve medo e pôs-se a buscar ao Senhor com humildade. Ele recebeu da parte de Deus a estratégia certa para ser vencedor nessa batalha.

Desde que saiu do Egito, Israel sempre viveu em guerra, raros foram os momentos de paz. Davi reinou em Israel por quarenta anos, mas, depois da sua morte, seus filhos que o sucederam se meteram com a idolatria levando Israel ao pecado. Como consequência, as doze tribos de Israel foram divididas em reino do norte e reino do sul. O reino do norte, com dez tribos, continuou com o nome de Israel e o reino do sul, Judá, com duas tribos e meia  ficou com a casa de Davi. Josafá foi o quinto rei depois de Davi e era temente a Deus. Mas, um pouco antes da invasão dos moabitas e amonitas, Josafá foi repreendido pelo profeta Jeú, por ter se aliançado com Acabe, rei de Israel, e ido à guerra  com ele contra Ramote-Gileade, batalha na qual o próprio Acabe foi morto, e Josafá foi salvo por grande livramento do Senhor. Há sempre um grande perigo em  fazer alianças ou andar com aqueles que não temem a Deus, o mal que os persegue pode atingi-lo. Jeú trouxe a Josafá uma Palavra do Senhor: Devias tu ajudar o ímpio e amar aqueles que ao Senhor aborrecem? Por isso, virá sobre ti grande ira da parte do Senhor. 2 Cr 19.2

A investida dos moabitas e amonitas contra Judá foi decorrente da atitude errada de Josafá em se aliançar com Acabe, foi usada por Deus para afligir Josafá. Contudo, Josafá teve uma atitude correta diante de Deus,   em relação ao juízo profetizado que estava por vir contra ele. Ao chegar contra ele a guerra, não murmurou, não se desesperou e não buscou alianças com outros reis, mas se humilhou. Ele convocou todo o Judá para jejuar e clamaram ao Senhor. Josafá diante de todo o povo declarou a Soberania de Deus, trouxe à memória os feitos do Senhor, reconheceu a fraqueza do seu povo diante do exército inimigo e oraram por livramento. O Senhor sempre atende  a um coração quebrantado, que reconhece seus erros e depende totalmente dele.

A estratégia – Deus, através do profeta Jaaziel, deu uma palavra de ânimo para o povo e o seu rei  dizendo que eles não teriam que pelejar, porque o Senhor pelejaria por eles. Josafá creu nessa Palavra e incentivou o povo a crer também, porque, assim, prosperariam e juntamente com o povo adorou.  Josafá, dirigido pelo Espírito Santo de Deus, decidiu que à frente do exército deveriam colocar cantores que louvassem ao Senhor. E a canção era a seguinte: Louvai ao Senhor, porque a sua benignidade é para sempre. Assim foi feito! E, à medida que começaram a louvar, o Senhor pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, que vieram contra Judá, e foram desbaratados. 2 Cr 20.22

O Louvor é uma potente arma de guerra! O louvor a Deus constitui-se em fazer menção dos seus feitos poderosos, reconhecer a sua soberania e poder e, acima de tudo, trazer diante dEle um coração grato por tudo que Ele tem  dispensado com a sua graça e bondade, independente das circunstâncias. Louvar a Deus em meio a crises é um ato de fé, e Deus se agrada disso. Diante das batalhas da vida, o inimigo quer nos abater, nos enfraquecer e nos fazer mergulhar em uma onda de desânimo.  O louvor genuíno ao Senhor Deus o afugenta, ele pode ver que seu jogo não funciona quando os filhos de Deus escolhem louvá-lo.  Quando o Senhor se levanta como General de Guerra, a vitória é certa! Cumpre-se a Palavra: Mil cairão ao teu lado e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido! Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios  Sl 91.7-8  Em Judá, Deus veio guerrear pelo seu povo enquanto louvavam. E, hoje, isso continua a se repetir. Em meio às batalhas da vida, levantemo-nos com ousadia com cânticos de louvores ao nosso Deus, e a vitória é garantida.

Adoração a Deus

Adoração – Palavra que está na boca de muitos que se consideram Adoradores de Deus, mas poucos sabem ou vivem o seu real significado. Comumente, adoração é  um termo que indica amor intenso, imenso ou apaixonado,  podendo também ser interpretado como respeito, reverência, forte admiração ou devoção em relação a determinada pessoa, lugar ou coisa. Mas, em relação a Deus, Adoração significa muito mais.

Adoração não é apenas cantar canções com letras que exaltam o nome de Deus, dançar ou pular nas ministrações de louvores.  Adoração também não é apenas louvar. Louvar é fazer menção dos feitos de Deus, é reconhecer que Ele é o Deus Criador de todas as coisas.  Adorar a Deus é reconhecer, também, que Ele é o Criador e Soberano sobre todas as coisas, mas a adoração exige uma atitude muito mais profunda diante de Deus, é a linguagem da alma que nasce em um espírito quebrantado e totalmente rendido a Deus.

Não se pode adorar a Deus de qualquer forma. A adoração requer uma atitude espiritual.  Na verdadeira adoração, o corpo e a alma devem  expressar apenas o que vem do espírito, porque não há sentido de se falar em adoração se não for em ação conjunta com um espírito nascido de novo e em plena comunhão com Deus. Isso  é que pode trazer uma adoração aceitável diante de Deus, uma adoração que rompe os céus e chega diante do seu Trono.  “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”.

Há alguns requisitos para a verdadeira adoração. A fé é o primeiro ponto necessário a um adorador. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Sem fé, não há relacionamento com Deus, sem fé não há espírito renascido, sem fé não pode haver adoração.  A fé leva uma pessoa a crer que a Palavra de Deus é a verdade e à obediência a essa Palavra. Sem obediência irrestrita a sua Palavra, a nossa adoração não passa de lindas   canções que não chegam ao seu destino.  A verdadeira adoração exige total reverência e um espírito consciente. Não se pode chegar diante de Deus em adoração de forma irreverente  ou sem o entendimento pleno de um adorador. O adorador espera entrar na sala do trono e contemplar a glória do Senhor. E quem pode entrar em sua presença, quem pode desfrutar da íntima presença de Deus, quem pode habitar no seu tabernáculo? O rei Davi, o grande adorador, responde: Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, aquele que honra os que temem ao Senhor. Sl 15. Os limpos de coração, são eles que verão a Deus. Mt 5.8. Pecado e adoração não combinam. Por isso, antes de entrarmos diante do Senhor em adoração, devemos sondar o nosso coração se, porventura, há alguma coisa a ser consertada, que seja confessada e perdoada através do sangue de Jesus.

Toda a  criação é chamada a louvar a Deus, mas os homens são chamados  a algo mais além do louvor, à adoração, assim como os anjos.

Em Apocalipse 4, na visão que João teve do trono de Deus, temos exemplo da verdadeira adoração. Os quatro animais dia e noite não paravam de dizer: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo Poderoso, que era, que é e que  há de vir. Eles davam glórias diante do Trono ao que vive para todo o sempre. Enquanto isso, vinte e quatro anciãos se prostravam e  lançavam suas coroas diante do trono dizendo: Digno és, Senhor, de receber glória e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. Observamos que em primeiro lugar, a santidade de Deus é proclamada incessantemente. A santidade de Deus deve ser a consciência primordial de um adorador. Sl 96.9; Sl 29.2 .Se temos essa consciência, não podemos chegar diante dele sem uma vida separada de tudo que é abominável aos seus olhos. Essa consciência deve vir acompanhada também do reconhecimento de que somente Ele é digno! E porque somente Ele é digno, não podemos adorar mais nada além dele. Não podemos adorar um determinado grupo de louvor, um cantor em especial, nem mesmo algumas canções de louvor. Porque a honra, a glória, o louvor e a adoração pertencem a Ele somente.

“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis ão os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente, Amém”!

O juiz irado!

Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Salmos 7.11

A justiça dos homens foi estabelecida para trazer um justo juízo nas questões de sua alçada. Mas todos sabem que nem sempre as causas judiciais são julgadas com retidão e equidade. Os homens, devido a sua pecaminosidade, julgam injustamente trazendo sempre insatisfações. Há um grande clamor por justiça, isso é natural ao ser humano, apesar de ser genuinamente pecador. Quanto mais reta é uma pessoa, maior o seu senso de justiça. E Deus, como será a sua tolerância com a injustiça?

Muitos falam do amor de Deus como uma fator que o pode levar a não tomar medidas drásticas contra as injustiças cometidas por cada homem. Quantos nunca ouviram ou pensaram assim: Deus é bom, tão bom que jamais colocaria alguém no inferno. Segundo a sua Palavra, que é Soberana sobre todas as demandas dos homens, todos são culpados diante dEle. E como um justo juiz, é vingador de todas as transgressões dos homens. “Não há um homem justo, nem um só. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Porque o salário do pecado é a morte”. Indiscutivelmente, sobre cada homem, por melhor que seja, pesa a condenação divina, a ira de Deus. A sua santidade não pode contemplar ou tolerar o mal.

Como homens maus,  nos indignamos com as injustiças cometidas pelos homens que cometem toda sorte de perversidade. Qualquer pessoa, em sua normalidade, ao sofrer qualquer injustiça deseja vingança e espera que o juiz apto para julgar a sua causa seja reto o suficiente para aplicar uma sentença justa ao infrator. É comum se ouvir: Que a justiça seja feita! Sabemos que nem sempre ela é executada, principalmente nos dias atuais em que a injustiça e a corrupção têm se alastrado pelo mundo e corrompido os corações até daqueles que deveriam aplicar o juízo corretamente.

O problema do homem com a justiça divina é um só: Deus é bom! E como Ele é bom, é também um bom juiz que julgará  com justiça os pecados do homem. Ele  não pode ignorar os deslizes humanos, por menores que sejam.

Como resolver o problema do homem pecador, diante de um justo juiz irado contra as injustiças cometidas?

Inexplicavelmente, Deus, por sua misericórdia e graça, providenciou um meio para resolver o problema do homem, criado a sua imagem e semelhança e para o louvor da sua glória. Ele enviou Jesus ao mundo que, como um Cordeiro, se entregou à morte de cruz no lugar do homem pecador com o propósito de cumprir a justiça de Deus. Como podemos ver, Deus não poupou o seu próprio Filho, antes o entregou por um povo, não merecedor de qualquer benefício. Não foram os judeus ou os romanos que levaram Jesus à cruz, foi o próprio Deus para nos redimir dos nossos pecados.

Até aqui, dá para ver a seriedade da condição humana: um ser sujeito à condenação, diante de um juiz irado. Por essa razão, nenhuma religião ou qualquer outro ser é capaz de aplacar a ira divina. Só o sangue do seu Filho, vertido na cruz do Calvário, é suficiente para retirar a sua ira do pecador e justificá-lo. Jesus disse: Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim.

Não nos enganemos com subterfúgios que tentam anular a ira divina. Se o homem não crer em Jesus como o  plano de Deus para a salvação,  com um arrependimento profundo dos pecados cometidos  e  uma conversão genuína,  permanece sob condenação divina ou morte eterna, sob a sentença de um juiz irado. Corramos e nos apeguemos ao único Salvador: “Porque há um só Deus e mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. E em nenhum outro há salvação, porque nenhum outro nome é dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. Rejeitar essa oferta da graça de Deus é permanecer sob condenação eterna, é  ter que encarar o juiz irado no juízo final!

Glorificando na terra!

O evangelho de João traz uma das mais belas passagens da Bíblia, a oração sacerdotal de Jesus. Em um momento de comunhão com os seus discípulos, na véspera da sua crucificação, Jesus se dirige ao Pai em oração e revela o que está em seu espírito. Com menos de vinte quatro horas para deixar o seu corpo físico, Jesus encontra-se no clímax da sua existência neste mundo e deixa transparecer o que está no seu coração, em relação ao propósito para o qual veio ao mundo. Nem todos cumprem a sua missão de vida, mas Jesus é exemplo de um homem que cumpriu plenamente aquilo para o qual esteve nesta terra, por isso, deve ser o nosso modelo inconfundível.

“Glorifiquei-te na terra”. Com isso, Jesus estava dizendo: Pai, você me enviou ao mundo com uma missão, e cumpri a obra para a qual Tu me enviaste, completei a carreira, tudo está consumado.  Não há nada melhor do que se viver o plano de Deus, do  que saber que se está vivendo a vida que agrada a Deus. Jesus veio com o propósito de salvar os homens de seus pecados e, assim, glorificar a Deus ao fazer a sua vontade. Por amor suportou a cruz, como um Cordeiro mudo apresentou o maior de todos os sacrifícios para resgatar a muitos.

Muitos vacilam sobre qual a  vontade de Deus para a sua vida em particular. Mas a vontade de Deus, de uma forma geral, está bem clara em sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Em nossas limitações humanas, temos um objetivo em tudo que fabricamos, e isso não poderia ser diferente com o Criador do universo. Ele não poderia criar o homem, ou qualquer outra coisa, de forma aleatória e sem propósito. Não caímos neste mundo acidentalmente, mas Deus nos colocou aqui com o propósito nobre que é glorificar o seu nome. “…e os que criei para minha glória. Esse povo que formei para mim, para que me desse louvor”. Is  43.7,21.  ” Quando fugimos desse propósito não vivemos plenamente, um sentimento de insatisfação sempre nos acompanha, ainda que tenhamos todos os bens que a alma possa desejar. O espírito do homem veio de Deus e não há nada que possa preenchê-lo, a não ser o próprio Deus. Sem a presença perene do Espírito Santo na vida do homem, haverá sempre a falta da verdadeira alegria, e marcas de dores sempre estarão presentes. Fora da vontade de Deus, o homem sempre caminha cambaleante sem direção, semelhante a um navio  à deriva no oceano. Uma vida que não se submete e ignora o maior de todos os  propósitos para a sua vida, pode até saber de onde veio, mas não sabe por que está aqui nem para onde vai.

Jesus soube glorificar a Deus com a sua vida. Humildemente, Ele se sujeitou à vontade do Pai e se submeteu a pior de todas as mortes por obediência e amor, para que, por meio do seu trabalho doloroso, pudesse resgatar o mundo dos seus pecados. Se cremos, podemos ter vida hoje mesmo, viver a vida de Deus desde já, a vida eterna, comprada pelo sacrifício de uma vida que entendeu a sua missão.

Quantos neste mundo, em sua teimosia, vagueiam sem rumo  porque rejeitam a verdade e pensam que podem viver segundo os seus próprios desejos pecaminosos e, ainda assim, terminar bem. Se até o final se arrependerem,  enquanto em vida, e reconhecerem a verdade, a misericórdia de Deus é tão ilimitada que os recebe como filhos e lhes dá direito à herança eterna. Isso não é religião, é o padrão para entrar no reino de Deus: crer e se arrepender dos seus pecados porque todos os homens pecaram e o salário do pecado é a morte. Rm 3.23; 6.23.

A escolha mais acertada é descobrir e decidir viver o plano de Deus para a própria vida hoje: observar as Escrituras e procurar viver a ética do Reino, agradando a Deus e se submetendo a sua vontade em todas as coisas. E, no final da caminhada, poder dizer como Jesus: Glorifiquei o teu nome na terra, escolhendo fazer a tua vontade.

O Sangue e o Cordeiro

Feliz Páscoa! É o que mais ouvimos nesta semana. Todos os anos, faz-se referência e comemora-se a Páscoa, ainda que a maioria desconheça a sua origem e significado.  A Páscoa é uma festa de origem  genuinamente judaica e não tem nada a ver com coelhinhos e ovos. A Páscoa deve ser considerada a Festa de maior importância do Cristianismo por sua grande significação.  De uma forma geral, as pessoas estão mais preocupadas em viajar ou descansar,  fazer refeições sem carne vermelha e trocar ovos de chocolates, sem se dar conta do seu grande significado e importância.

Qual o verdadeiro significado da Páscoa? Tudo começou quando Deus escolheu Abraão e lhe fez a promessa de fazer de sua descendência uma grande nação. Deus disse que seus descendentes seriam peregrinos em uma terra que não seria sua e na qual seriam  afligidos por quatrocentos anos, mas sairiam com muitos bens. A profecia foi cumprida, e a descendência de Abraão entrou no Egito, quando José, seu bisneto, era o governador. O povo hebreu foi bem recebido por Faraó, mas, depois, levantou-se outro rei que não conhecera a José e usou de astúcia contra o povo de Israel e fez da opressão uma regra contra o povo de Deus. Deus levantou Moisés para tirar o seu povo do Egito. Ele foi a Faraó, mas o rei do Egito o resistiu e não deixou o povo sair. Deus enviou nove pragas, mas Faraó continuava irredutível. A décima e última praga foi a morte dos primogênitos egípcios, e, assim, o povo saiu do Egito como Deus prometera a Abraão. Setenta pessoas entraram no Egito, Jacó e seus filhos, depois de quatrocentos e trinta anos, seiscentos mil homens deixaram a terra de Faraó, sem computar as mulheres e as crianças.

Deus trouxe a décima praga sobre  os egípcios para quebrar a resistência do rei e libertar o seu povo da servidão. Com essa praga,  todos os primogênitos deveriam ser mortos.  Mas como o povo de Israel seria livre, se estava entre os egípcios? Deus ordenou a seu povo que cada família tomasse um cordeiro, macho e sem defeito, que fosse imolado e seu sangue deveria ser aspergido nas ombreiras e verga da porta de cada casa. À meia noite, o anjo da morte passaria,  ao ver o sangue, não entraria naquela casa e o primogênito que estivesse nela seria poupado da morte. As famílias israelitas creram e obedeceram e, dessa forma, foram poupados de grande dor. Os egípcios não tinham a marca do sangue e a vida dos seus primogênitos foi ceifada. Em cada casa havia um clamor, da casa de Faraó à casa do servo. Com essa tragédia, Faraó liberou a saída do povo de Deus que saiu apressadamente, porque os egípcios exigiram a sua saída imediata. O povo encontrou graça diante deles e saiu com muitas riquezas, já que os egípcios davam tudo  que o povo pedia.

Qual a relação da Páscoa dos judeus com a Páscoa dos cristãos? As festas judaicas foram instituídas por Deus e apontavam para o que viria futuramente. Eram como prenúncio das coisas que estavam determinadas para um tempo mais adiante. Todo o Velho Testamento aponta para Cristo, para o plano de Deus de resgatar a humanidade. A Páscoa tinha um cordeiro que deveria ser imolado, seu sangue aspergido nos umbrais da porta da moradia, deveria ser assado e comido às pressas, com ervas amargas e pães asmos. As ervas amargas significavam todo o terror que viveram como escravos no Egito, os pães asmos,  na pressa em prepará-los, não foram fermentados, também podendo significar a separação do pecado.  Na Bíblia, fermento normalmente simboliza pecado e corrupção.

A Páscoa apontava para a redenção que Deus preparou para resgatar o homem da fúria do inimigo. Páscoa, do hebraico pesah, significa “passar por cima”, “pular além da marca”, “poupar”. Foi isso que literalmente aconteceu, o anjo da morte apenas passava ou pulava as casas marcadas com o sangue. Todo o Velho  Testamento indicava que em tempo propício, preparado por Deus, viria o Messias que haveria de libertar o seu povo. Deus, além das alianças firmadas com Abraão, com o seu povo, através de Moisés e Davi,  firmou outra aliança com o povo de Israel, a Nova aliança. Jr 31.31-33. Na Nova aliança, foi anunciado um novo caminho,  um novo tempo para Israel no qual a lei do Senhor seria impressa nos seus corações e teriam prazer em conhecer e obedecer ao Senhor. Essa promessa era mais uma ratificação da promessa de um Redentor e isso só seria possível com a vinda de Jesus para reconciliar o homem com Deus, com a evidência de um novo coração e uma  nova natureza que recebem todos que creem em Cristo para o amarem e o obedecerem voluntariamente.

Jesus, o Filho de Deus, nascido de Maria, por obra e graça do Espírito Santo, veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Verdade historicamente confirmada, ninguém pode refutá-la. Os religiosos judeus, principalmente, por inveja e apego às tradições, perseguiram Jesus ferrenhamente, culminando com seu sacrifício na cruz.

Interessante são os fatos que giram em torno da sua morte. Em primeiro lugar, Jesus foi morto exatamente no dia que os judeus comemoravam a Páscoa. Depois da primeira Páscoa celebrada no Egito, os judeus continuavam celebrando a Páscoa todos os anos, no mês de Nissan, o primeiro mês do ano judaico. Jesus, todos os anos, ia à Jerusalém celebrar a Páscoa. Na última que Jesus participou, Ele mesmo foi o  Cordeiro, o próprio Filho de Deus. A Bíblia diz que Deus o entregou por amor ao mundo, mas também diz que Ele mesmo se entregou e foi obediente até à morte e morte de cruz, fazendo-se maldito por nós.  O cordeiro teria que ser macho e sem defeito, Jesus recebeu a natureza humana, como identificação com o próprio homem, mas nunca pecou, tornando-se apto para a exigência de Deus, um Cordeiro sem mácula. Seu sangue foi derramado através desse sacrifício para que pudesse nos livrar do anjo da morte eterna. Antigamente, para se entrar na presença de Deus precisava de um sacerdote que intermediasse, através de sangue de animais que era derramado no lugar do pecador. Ainda assim, o sumo sacerdote só poderia entrar na presença de Deus, no Santo dos Santos, uma vez no ano, mas, com a morte de Jesus, um novo caminho foi inaugurado, o véu do Templo que separava o Santo dos Santos se rasgou, de alto a baixo,  uma  Nova Aliança começou a vigorar, temos livre acesso ao Pai, judeus e gentios, por meio do sangue de Jesus.

Apesar de Jesus ter morrido cruelmente na cruz, não podemos nos deter aos pés da cruz lamentando a sua morte. Jesus não está mais na cruz, ela está vazia. A morte de Jesus não foi uma derrota para nós, mas uma vitória sobre as hostes infernais que tentam aprisionar o homem. Jesus também não ficou detido na sepultura, mas ao terceiro dia ressuscitou, e isso é a garantia da nossa vitória! Agora, podemos viver em novidade de vida. “Se morremos com Ele, com Ele também viveremos por um novo e vivo caminho”. Se morremos com Ele, renunciando a nossa vida velha, fazemos parte também da sua ressurreição, nEle temos vida eterna.

Páscoa! Tempo de gratidão, de reflexão, de renovar a aliança com Deus, através de Jesus que entregou a Deus o sacrifício perfeito, e, através dele, temos paz, alegria e a certeza do perdão dos pecados, além do prazer de obedecer a sua Palavra, não por medo ou obrigação, mas por amor. Amor àquele que nos amou primeiro e não teve a sua vida por preciosa e a entregou por todos que, através do Espírito Santo, o tem reconhecido como o Cordeiro de Deus que com o seu sangue comprou povos, nações e línguas para viverem com Ele por toda a eternidade.

Você gostaria de fazer parte do Povo mais feliz da terra, do povo resgatado pelo Cordeiro, do povo que sobre si não pesa mais nenhuma condenação? Se você crer verdadeiramente no seu coração que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que morreu em seu lugar,  confessar essa verdade com a sua boca e decidir a caminhar com Ele, você será salvo. Você fará parte também da sua ressurreição e terá uma nova vida!