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Jesus e a goiabeira

Nos últimos dias, está em alta no cenário brasileiro uma grande polêmica sobre o testemunho de uma mulher cristã que comentou corajosamente sobre seu encontro com Deus, em um pé de goiaba,  ainda criança que, devido a intoleráveis abusos sexuais dentro de sua própria casa, tentou o suicídio e milagrosamente foi salva das garras daquele que veio apenas para roubar, matar e destruir.  O diabo não escolhe suas vítimas, ele quer todos, qualquer um pode ser alvo de suas investidas, rico ou pobre, religioso ou não religioso, branco ou preto, crianças ou adultos e de qualquer povo, nação, tribo ou língua. Diante desse fato, o que mais intriga é que tem prevalecido as  chacotas, o desdém, o desrespeito e a falta de temor com a pessoa de Jesus, e é necessário que reflitamos sobre  esse comportamento tão distorcido e deplorável de um bom grupo  da sociedade brasileira. 

Talvez, se vivêssemos em uma nação pagã, como muitas que desconhece a pessoa de Jesus, pudéssemos explicar essa falta de vergonha que blasfema contra Deus e desrespeita o próximo.  Mas vivemos em uma nação noventa por cento denominada cristã, evangélica e católica, e é inadmissível e intolerável esse comportamento. É bem provável que alguém diga que é liberdade de expressão e humor. Não, o humor sadio não afronta Deus, nem o próximo, não o expõe, não zomba dos seus traumas. Ninguém, em sã consciência,  quer  ser humilhado, zombado, desprezado. Deus não compactua com essa atitude, e isso não pode partir de corações que conheçam a Deus verdadeiramente. A lei de Deus prevalece em todo o mundo e o juízo dEle é com equidade, Ele não tem dois pesos ou duas medidas. E o juízo de Deus será sem misericórdia para todos que agiram sem misericórdia. Ele também não inocenta quem toma o seu Nome em vão. Não adiantam justificativas politicamente corretas. Se  alguém não pertence a minha ideologia política, tenho o direito de afrontar a sua moral, de pisoteá-la? Não, não tenho. A lei universal de Deus resume-se em dois princípios, amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. A regra é simples: Se você não ama a Deus está perdido e não ama nem a si mesmo, como poderá amar o próximo? Mas se você diz que ama a Deus, o teste é como você se comporta com o próximo. Se você não o poupa do mal ou não se sensibiliza com o seu sofrimento, não há congruência na sua atitude com o que você diz, você não conhece Deus. Mas se você verdadeiramente ama a Deus, você não faz nada contra o próximo porque você é suficientemente sensível para ficar no lugar dele e reprovar qualquer comportamento que não condiz com um filho de Deus.   

Deus entristece-se com comportamentos desvirtuados, que não são harmônicos com o seu caráter. Ele é um Deus amoroso e sempre espera que os suas criaturas ou filhos arrependam-se dos seus pecados e voltem a desfrutar da sua amizade e comunhão. Ele fez o homem para isso. Deus habita nos seus filhos através do Espírito Santo e deseja que cada um seja templo dEle. Por isso, Jesus morreu para restabelecer a comunhão de Deus com o homem, perdida no Éden. Ele se empenha em resgatar uma criatura onde quer que esteja, até em  uma goiabeira. 

 Se você diz que conhece Deus, e fez chacota com a Ministra da Família e dos Direitos humanos, você não o conhece e é um miserável porque perdeu da essência de Deus, se a teve em algum momento, está fazendo o jogo do príncipe das trevas.Você desconhece que Deus é criativo e que cria situações, as mais inusitadas possíveis, para alcançar a alma ferida do ser humano. Você desconhece que Ele é um ser pessoal, capaz de se compadecer do moribundo que precisa de socorro. Você desconhece que Ele é onisciente, onipresente e onipotente e vai a qualquer lugar, nos ares, na terra e nas profundezas do mar para salvar uma pessoa que clama por Ele. Você desconhece que Ele é Soberano e não se limita a padrões criados por você, Ele fala, age e faz como quer em qualquer lugar, até tirar uma menina sem esperança de uma goiabeira. Ele é Deus, Ele é o grande Eu Sou, Ele faz como quer, que os homens sem fé, servos das trevas,   gostem ou não.

   

Adoração e missões

“Missão existe porque não existe adoração”. John Piper

Esta afirmação é de difícil entendimento, quando  a lemos ou a ouvimos pela primeira vez, mas quando a compreendemos, ela é bem verdadeira, e os dois temas estão  relacionados dentro do propósito de Deus para o homem.

O plano primordial de Deus para o homem é que ele o adore com a totalidade do seu ser  e por todo a eternidade; ele foi criado por isso e para isso. Deus, o Único Deus Verdadeiro, criou o homem para o louvor da sua glória. Toda a criação, todos os povos, línguas e nações têm origem no próprio Deus, e não há outro além dEle digno de adoração. Mas, desde o início, satanás,  o acusador dos homens e pai da mentira, tem procurado enganar os homens e levá-los a enveredar por  caminhos distantes de Deus. O inimigo de Deus tem tido sucesso, e, muitos, principalmente por ignorância, têm adorado a deuses estranhos e deixado de adorar e honrar   o Deus Soberano que os criou.

“Missões existem porque não existe adoração”, sim. Missões existem para alcançar  homens e mulheres de todos os lugares que não fizeram  ainda um altar de adoração ao Deus Verdadeiro. Se todos os povos, tribos, nações e línguas  adorassem o Deus vivo, não precisaria de missionários para anunciar que existe um só Deus que deve ser adorado. Missões existem para dizer a todos os homens que eles foram criados para adorar somente a Deus, o Criador de todas as coisas. Missões existem para  que os homens tornem-se  verdadeiros adoradores rendidos totalmente a Deus.

Missões existem para fazer o nome de Jesus conhecido, e através dEle   os homens possam ter comunhão com Deus porque adoração é, antes de tudo, relacionamento com Deus. Como uma pessoa  pode relacionar-se com alguém que não conhece?  Deus não está procurando adoração, mas Ele busca  verdadeiros adoradores, busca relacionamento, amizade com o homem, pessoas que o amem sobre todas as coisas. Ele enviou Jesus ao mundo, não o poupou da morte, para trazer todos os homens de volta para si, para restaurar o que foi perdido no Éden. Esse amor  insondável deve ser retribuído. Cada homem deve-lhe adoração pelo que Ele fez, pelo que Ele é, por gratidão, porque somente Ele é digno, porque Ele é o Criador de cada um.

Adorar outros deuses é uma afronta ao Deus Soberano. O primeiro mandamento é: Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás. Ex 20.3-5. Por natureza, o  homem é um adorador. Ele foi feito para adorar. Se ele não adora ao Deus Santo e Verdadeiro, adora outros  deuses, deuses criados por eles mesmos, deuses incapazes de fazer qualquer coisa porque não falam, não veem, não andam, não ouvem e seus adoradores tornam-se semelhantes a eles. Salmos 115.4-8.   Não há satisfação na alma humana, se  o objeto da sua adoração não for o Deus verdadeiro. Há um vazio no coração do homem que nada nem ninguém pode preenchê-lo, a não ser o próprio Deus.  Missões existem para restaurar a adoração na vida de cada homem que ainda não conhece Jesus de qualquer lugar do mundo.  A visão de Deus é ampla e alcança  toda humanidade. Ele quer que todos venham a ter conhecimento da verdade, por isso, o coração de Deus pulsa por missões, e busca  por verdadeiros adoradores.

 

Adoração e adoradores

O homem foi criado para glorificar ou adorar a Deus com a sua vida, com todo o seu ser e por toda a eternidade. Então, tudo que foge deste propósito, por melhor que seja, não traz satisfação à alma humana.

Deus criou o primeiro  casal e o colocou em um ambiente livre de qualquer opressão que pudesse trazer angústia na alma e o fizesse desviar do propósito estabelecido por Deus . O primeiro homem e a primeira mulher foram criados perfeitos, sua casa era  em um jardim perfeito, com todas as condições favoráveis para  que tivessem  vida plena e de adoração a Deus. Mas, nesse ambiente de perfeição, o homem e a mulher  foram tentados por um ser escabroso que sempre quis usurpar de Deus o que pertencia apenas a Ele, a adoração! O casal cedeu, duvidou do caráter de Deus, e a partir desse momento  muitos deuses foram surgindo através das gerações. Os homens, eles mesmos, criam seus deuses e não há limite para isso. Na Índia, por exemplo, estimam-se que há cerca de 330 milhões de deuses.  Isso mesmo, são deuses para todos os gostos, segundo o coração rebelde de cada  um. São deuses que não falam, não ouvem, não andam. Segundo Salmos 115.8, os fazedores e adoradores de ídolos tornam-se semelhantes a eles. As nações cristãs ocidentais, talvez se surpreendam com tantos deuses nas nações orientais. Mas a nossa realidade não é tão diferente, temos também muitos deuses  religiosos, além destes, temos outros  como o prazer, o poder, o dinheiro, os jogos, a tecnologia, o trabalho, as pessoas, os bens materiais,  as redes sociais, os vícios, os artistas famosos, a aparência, a estética, os cargos eclesiásticos   e tantos outros. Tudo que faz o homem desviar do foco, daquele que somente deve ser adorado,  é pecaminoso  ou leva à  pecaminosidade, fazendo do adorador refém da sua própria adoração.

O primeiro dos dez mandamentos é não ter nem adorar outros deuses, além do Único Deus verdadeiro, o Deus Soberano que criou o universo e todas as coisas, por isso, só Ele é digno de adoração.  Paulo  escreveu para os gentios romanos que os homens são indesculpáveis se não reconhecem o Deus verdadeiro porque todas a coisas criadas revelam este Deus, a natureza é um livro aberto que testifica que um Deus Criador está por trás das obras da  sua criação, e, por suas obras magníficas,  o seu poder é revelado, e todos o homens têm o dever de adorá-lo.

Adoração – o que é? De uma forma bem particular, adoração é relacionamento com Deus e tem como base a comunhão e intimidade com Ele,  é  reconhecer o que Deus é, a sua natureza e o seu caráter, é ter uma atitude de rendição total a Ele.  A atitude de um adorador não é apenas em ajuntamentos ou ocasiões especiais, mas  em todo o tempo. O espírito e a alma do adorador devem viver em uma fusão constante com o Espírito Santo de Deus.  O verdadeiro adorador deve viver a vida do próprio Deus, e nada que ele faça pode ser desvinculado do Deus que ele adora. “Quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus”. Paulo não apenas escreveu isso, mas viveu e morreu por isso, na vida e na morte glorificou a Deus. Ele entendeu o verdadeiro sentido da adoração e sua vida foi totalmente ofertada no altar da adoração. Tem-se uma vida de adorador quando nada mais importa, a não ser viver totalmente para a glória de Deus. Não somente quando se está fazendo a obra de Deus ou cantando canções de louvor na Igreja, mas no trabalho, na escola, na faculdade, fazendo compras,  em  encontro com os amigos, em momentos de lazer ou em qualquer outra situação ou lugar. Não se deve perder a sua essência, não sair do lugar de adoração, não perder o verdadeiro sentido da vida porque nada vale a pena ser vivido, se não for para glorificar a Deus. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”.  Dt 6.5.  Então, a adoração envolve um contínuo sacrifício de louvor a Deus, com a inteireza de todo o ser, do espírito, alma e corpo.  Isso é que faz de um homem ou uma mulher um verdadeiro adorador!

Ouvindo Deus

Você sabia que Deus fala? A Palavra de Deus está repleta de pessoas que ouviam a voz de Deus e eram guiadas por ela. A Bíblia é a própria voz de Deus, é a sua Palavra. Ler, estudar e meditar na Palavra de Deus já é um bom começo para receber direção para a vida.

A Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, de Adão a João, está repleta de homens que conversavam com Deus. Alguns eram obedientes a sua voz e eram bem sucedidos, outros preferiam ignorar a sua direção e se davam mal. Abraão é um grande exemplo de um personagem bíblico que recebeu direção de Deus, creu, andou na sua presença e foi considerado seu amigo. Muitos se comprazem em ser amigos de grandes nomes da sociedade, reis, governantes e poderosos, mas, muito mais do que uma amizade com algum famoso, devemos nos alegrar em sermos amigos de Deus, esse sim faz toda a diferença, o Todo-Poderoso, o Criador de todas as coisas, o Dono do Universo e tudo o que nele há. Abraão tinha tanta intimidade com Deus que Deus não escondeu dele o que pretendia fazer com Sodoma, por sua iniquidade, “Esconderei de Abraão o que estou para fazer”? Assim,  Abraão ousou interceder pela cidade na qual habitava seu sobrinho Ló. Abraão perguntou a Deus se naquela cidade tivesse cinquenta justos, Ele destruiria a cidade, Deus respondeu que se tivesse cinquenta, não a destruiria. Abraão continuou a interceder até chegar a dez,  e Deus disse que se encontrasse em Sodoma dez justos não destruiria a cidade. Abraão parou com os dez e o anjo do Senhor deu prosseguimento à destruição de Sodoma, mas antes retirou a família de Ló daquele lugar de perversidade. Ser amigo de Deus e aprender a ouvir a sua voz é um grande privilégio. Deus cumpriu até agora todas as promessas feitas a Abraão, seu amigo, fazendo de sua descendência uma grande nação, dando-lhe um nome, uma terra e a promessa de um reino eterno, através de Davi e  de Jesus que reinará por mil anos  e eternamente.  É de grande valor andar com Deus, ser seu amigo e ouvir a sua voz e direção. Moisés, Josué, Samuel, Davi, Isaías, Daniel e muitos outros que aprenderam a ouvir a voz de Deus e andar com Ele, esses desfrutaram do verdadeiro sentido da vida.

E hoje, é possível ouvir a voz de Deus, andar com Ele e receber a sua direção? Sim! Jesus, no evangelho de João 10.27,  disse para os seus discípulos: As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Deus nos criou para um relacionamento de amizade e comunhão com Ele. Não há relacionamento sem comunicação, muito mais em uma relação paterna. Fomos feitos filhos de Deus, quando cremos em Jesus.  Ele é o nosso Pai. Ele fala conosco de inúmeras formas: Por sua Palavra, a Bíblia Sagrada, através das coisas criadas, por sonhos e visões, em impressões em nosso espírito, por meio de outras pessoas e outros meios. Há também outras vozes que ecoam pelo mundo afora e querem confundir a voz de Deus. São as vozes do mundo, do diabo e até a nossa própria voz. O importante é saber discernir a voz de Deus dentre tantas vozes. A voz de Deus traz paz interior, uma certeza sem medo ou dúvida.

Não há regras para se ouvir a voz de Deus. O melhor caminho é buscar conhecê-lo a cada dia, estreitar a amizade com Ele através do conhecimento da sua Palavra, da oração, da submissão a Deus. Há também muitas coisas que dificultam ouvirmos a voz de Deus e a tornam imperceptível, mas a maior delas é o pecado, Deus não pode conviver com o pecado, Ele é Santo. Pecado é errar o alvo, é desobediência, é rebelião aos princípios divinos. Se pecamos, precisamos nos arrepender imediatamente, confessar o pecado, aborrecê-lo e deixá-lo. Permanecer em Cristo, deve ser o nosso desafio diário, manter-se ligado à videira é ter a certeza que recebemos de sua seiva continuamente. Todos os dias, em todos os momentos, temos que fazer escolhas, o melhor é escolher depender da direção de Deus para todas as decisões. Ouvir Deus é trilhar o caminho da sabedoria e do sucesso em todas as áreas da vida.

O pão nosso de cada dia

Jesus, dentre outras coisas, nos ensinou a orar sobre a provisão diária – o pão nosso de cada dia nos dá hoje – mostrando que Deus se importa com o que precisamos para cada dia, não apenas com o alimento, mas seja o que for para que as nossas necessidades básicas sejam supridas.

O povo de Israel saiu do Egito sob a mão forte de Deus e sob o comando de Moisés com destino à terra de Canaã; mas antes da Terra Prometida havia o deserto que teriam que atravessar. No deserto não existiam supermercados ou  barraquinhas que pudessem comprar cereais, frutas, verduras; o solo do deserto não era propício a qualquer vegetação ou árvores comestíveis. Depois de um mês e meio que o povo tinha saído do Egito, teve fome, a provisão de alimentos que levava tinha acabado. Alguns do povo começaram a murmurar: “Era melhor ter permanecido no Egito e o Senhor  tivesse nos matado lá, diante das panelas de carne e de muito pão do que perecer de fome neste deserto”. Outros, certamente, oravam a Deus baixinho clamando por alimento, esses se firmavam no caráter de Deus.

O Deus de Abraão, Isaque e Jacó que fizera tantos milagres no Egito, que até  abriu o mar para dar livramento ao seu povo, não os deixaria morrer de fome no deserto. Eles não serviam a um Deus sádico que se compraz no sofrimento de suas criaturas.   Jesus também foi levado ao deserto; depois de jejuar quarenta dias,  teve fome, ficou cara a cara com o tentador e usurpador, mas em nenhum momento duvidou do seu Pai; através da confiança em sua Palavra, saiu vencedor para um ministério de sabedoria e poder.

Deus ouviu a murmuração  do povo de israel e o clamor dos que confiavam nEle. Ele permanece fiel, ainda que sejamos infiéis. Ele é um Deus de provisão, Ele traz sobre as suas criaturas, bons e maus, o sol e a chuva.  Deus supriu o seu povo de forma fantástica, alimentou-o no deserto por quarenta anos, quando faltou alimento,  Deus fez chover alimento do céu, todos os dias, exceto no sábado, eles teriam que sair de suas tendas e colher o alimento da provisão de Deus que, como orvalho, caía sobre a terra.  Sim, Deus enviou o maná do céu para alimentar  quase um milhão de pessoas, os descendentes  do seu amigo Abraão, com o qual tinha uma aliança eterna e fez a promessa que ele seria pai de multidões, e sua descendência seria bem numerosa como as estrelas do céu e a areia do mar.  Jesus também repetiu essa história de provisão impossível aos homens, quando com cinco pães e dois peixinhos alimentou mais de cinco mil pessoas e ainda sobrou doze cestos de pedaços dos cinco pães.

Esse é o Deus Verdadeiro, o Criador de todas as coisas. Para Ele não há impossíveis.  Jesus disse que não precisaríamos nos preocupar com o alimento ou vestuário ou com o dia de amanhã, porque Deus que cuida das aves dos céus e veste com muita beleza os lírios do campo, como não cuidaria também de cada um, o Deus de provisão, o Jeová Jireh?  Creia e confie em Jesus, Ele é o pão que desceu do céu para saciar a fome da humanidade faminta. Você pode descansar e confiar nEle, colocar toda a sua vida e necessidades em suas mãos!

 

 

Amizade com Deus

No mundo contemporâneo, no qual os recursos tecnológicos estão em alta, alguns valores estão em crise e nisso se inclui a amizade. Parece um paradoxo, as redes sociais dão a possibilidade de aumentar o número de “amigos”, ao mesmo tempo que fazem com que os amigos mantenham-se distantes, pela falta de tempo e contato direto, tão necessários para que as amizades cresçam e sejam fortalecidas.

As amizades, não aquelas somente presentes na rede social, que muitas vezes só as conhecemos pelas imagens e alguns pensamentos publicados, mas as que estão perto, que fazem parte de nossas vidas, do nosso cotidiano, de fora e de dentro de casa. São amizades preciosas, mas será que elas conseguem sentir o que a gente sente, penetrar no nosso íntimo e descobrir os nossos mais profundos pensamentos e anseios? Por mais que uma amizade seja confiável, será que podemos abrir totalmente o nosso coração e revelar tudo que está nele? Não, não existe ninguém, por mais chegado que seja, com o qual podemos compartilhar a totalidade da nossa vida. Por melhor que o nosso amigo seja, e tenhamos com ele um vínculo tão forte, não entenderia nossas fraquezas, nossos dilemas e, ainda que entendesse, não teria condições de nos curar nem de dar solução para alguns  dilemas interiores. Mas existe uma pessoa que quer e  pode ser o melhor e suficiente amigo, aquele que é como o nosso coração deseja e precisa.

O homem não caiu neste mundo por obra do acaso, Ele tem um Criador e foi criado com um propósito. Aquele  Deus que criou também o mundo, tudo que nossos olhos contemplam, em toda a sua beleza, sejam os seres animados e inanimados – a natureza. Ele não é apenas o Criador de todas as coisas, mas também é o Ser Soberano que rege a obra de sua criação. Ele é o Único Deus, simplesmente por ser  quem Ele É! Ainda que existam tantos “deuses”, fabricados pelos homens, eles são reduzidos a pó e insignificantes diante do Único Deus Verdadeiro.  Deus criou o homem para o louvor da sua glória e pra ter com Ele um relacionamento de amizade e comunhão. Por causa da transgressão do homem, houve uma quebra no relacionamento com Ele, mas, através de Jesus, a própria revelação de Deus, temos acesso a Ele e diante dEle somos o que realmente somos. Não precisamos chegar diante de Deus com subterfúgios ou máscaras porque nada há encoberto aos seus olhos; Ele nos vira pelo avesso e tudo que está em nós vem à tona em sua presença. O presente e o passado, sejam traumas, abuso, rejeições, incertezas, pecados, transgressões, temperamento difícil, tudo está nu e patente diante dos seus olhos, só Ele tem condições de curar as feridas que a vida se responsabilizou de nos marcar ao longo do caminho, sem acusações, sem questionamentos, só com o seu amor paternal e seu doce Espírito.

Sim, nenhum deus, de nenhuma religião, na história da humanidade, ofereceu ao homem um relacionamento de amizade íntima e racional com o ser humano, são deuses muito distantes ou muito “divinos”, ou irreais, que o  máximo que se pode obter deles é uma crença cega que navega no mar das incertezas e desilusões. Mas o Deus Todo-Poderoso, o Deus dos cristãos, o Único e Verdadeiro é um Deus´presente, racional, que deseja ardentemente ter com cada ser humano um relacionamento de aliança, comunhão, intimidade, firmado na certeza, na confiança e no amor. O amor provado, revelado na pessoa de Jesus Cristo que se fez homem, que habitou entre os homens, que a si mesmo se entregou, morrendo na cruz e vitoriosamente ressuscitou para atrair  muitos filhos para Deus e selar a vitória que só há no seu Nome.

Você pode, agora mesmo, abrir o seu coração para Jesus, dizer que quer conhecê-lo e ser amigo dEle, andar em intimidade com Ele e na Sua presença.  Assim, deleite-se e se sinta seguro nos braços do Pai Celestial!

O temor do Senhor

Muitos traduzem temor como medo, pavor ou susto por alguma coisa. Temer a Deus não tem nada a ver com esse significado, mas em ter uma atitude de profundo respeito, devoção e reverência; temer a Deus é ter prazer em agradá-lo e não fazer nada de forma deliberada para magoá-lo.

Hoje, para termos uma percepção do mundo não precisamos fazer  viagens ou frequentar determinados lugares, basta apenas estar diante da tela de um computador ou com um Smartphone nas mãos. Podemos pesquisar o que queremos através dos sites de busca, e as redes sociais se responsabilizam em  pintar um quadro generalizado do comportamento moral dos seus usuários,  que representam por amostragem  o sistema deste mundo no qual estão inseridos. O perfil traçado denuncia o quão  degradante e perversa é a geração atual. Onde está o temor ao Senhor Deus Soberano na vida de homens e mulheres? Não é religião, mas o temor  a Deus  que faz a diferença na vida de uma pessoa, não um conhecimento distante e superficial, mas  um relacionamento de intimidade com  Deus Pai.

A Bíblia, apesar de ter sido escrita há muitos anos, é um livro atual porque o seu verdadeiro autor transcende ao tempo e às eras. O apóstolo Paulo, com muita propriedade,  retrata bem os dias atuais. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”  2 Tm 3.1-4. A blasfêmia  e a calúnia são comportamentos  que mais assustam atualmente,  porque denunciam a total falta de temor a Deus. Deus não tem por inocente aquele que toma o seu nome em vão diretamente ou através das coisas sagradas, e as línguas malditas que não temem em caluniar os profetas de Deus que têm a missão de denunciar o pecado sofrerão o juízo de Deus  que em tempo oportuno certamente virá.

Nestes dias, há uma maldade sem precedentes que têm se proliferado em todas as esferas da sociedade. A igreja do Senhor Jesus também tem falhado em cumprir o seu papel de sal e luz . As pessoas têm misturado os conceitos de bem e mal a ponto de  ao mal chamam bem e ao bem mal e fazem das trevas luz, e da luz trevas. Is 5.20 O temor do Senhor sempre será  o princípio da sabedoria, os sábios temem o seu nome e desviam-se do mal. A insensatez terá sua paga. Podemos escolher o que plantar, mas nunca colheremos frutos diferentes da semente que semeamos.  Se escolhermos o bem, colheremos frutos da bondade do Senhor, se escolhermos o mal a recompensa será uma vida separada de Deus por toda a eternidade. No mundo dos mortais, Deus tem mostrado a sua bondade, Ele envia sol e chuva para todos,alimenta a todos, mas quando o irreverente deixar este mundo, adentrará em um reino com um deus perverso que o odiará e o açoitará para sempre.

O sábio não se conforma com o padrão deste mundo. O sábio busca o temor do Senhor!

Os sonhos de Deus

Nem todos os sonhos são bons. Existem sonhos bons e sonhos maus, sonhos que levam à vida e sonhos que levam à morte. Os sonhos de Deus sempre são bons. Ele deseja o melhor para os seus filhos e já deu o suprimento para que sonhemos os seus sonhos e sejamos livres de pesadelos ou culpas que atormentam a existência humana.

José do Egito é exemplo de um homem que sonhou os sonhos de Deus e os perseguiu. A trajetória que ele teve de percorrer até que os sonhos de Deus se realizassem em sua vida não foi nada fácil, foi traído,  lançado em uma cova, escravizado e, por fim,  lançado em uma prisão. Apesar de tudo que passou, nunca duvidou dos seus sonhos e foi fiel até ver as promessas de Deus cumpridas em sua vida. Quando ele estava no cárcere, interpretou os sonhos de dois de seus companheiros de prisão, eles tiveram  cada um o seu sonho. Um teve um sonho que o levou à vida, outro à morte. O copeiro-mor e o padeiro-mor de Faraó, um foi restituído ao palácio, o outro foi sentenciado à forca. Eles tiveram sonhos reais, mas,também, nos sonhos que sonhamos acordados podem levar à vida ou à morte.   Muitos sonhos parecem  bons, mas tornam-se maus por causa da motivação errada. Há um grande peso na motivação do coração, principalmente, quando se conhece a Deus. Nem tudo que se confessa com a boca está alinhado com a realidade do coração. É natural  ter sonhos grandiosos, se pensar alto, ter sonhos que vão muito além da realidade atual, mas por qual  propósito  estou sendo movido? O importante não é o que eu quero ou qual ponto desejo alcançar, mas para que eu quero isso ou por que desejo chegar a determinado lugar?

A Bíblia diz que todos os que são guiados pelo Espírito Santo de Deus são filhos de Deus.  Rm 8.14. Se alguém é filho de Deus, ele tem o Espírito Santo e deve ser guiado por esse mesmo Espírito. Ser guiado pelo Espírito de Deus não é apenas ouvir Deus e tomar algumas decisões acertadas, mas ter o coração com a motivação correta que o leva a desejar, sobre tudo, agradar a Deus e fazer a sua vontade. Isso não é uma carga na vida daqueles que amam a Deus, mas algo que  deve fluir natural e prazerosamente, tal um rio que corre em seu leito, seguindo a correnteza das águas, nunca o contrário. Na vida cristã, não há vida material independente de vida espiritual. Somos um ser trino e único, quando vamos ao trabalho – com o nosso corpo – ou a qualquer outro lugar, não deixamos em casa o nosso espírito ou as nossas emoções. O apóstolo Paulo escreveu em sua primeira carta aos Coríntios: Quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.

Para a glória de Deus deve ser o objetivo dos nossos sonhos. Por que ser bem sucedido em uma determinada área profissional, se não for para glorificar a Deus? Se não for assim, o resultado do sonho, diante de Deus, será como palhas que serão queimadas e não deixarão vestígios. Por que ser um milionário, se for apenas para o bel prazer  e  não se importar em suprir a necessidade da seara de Deus e de seus obreiros  ou ignorar a necessidade do próximo quando bate à porta?   Por que almejar ser um grande ministro da Palavra de Deus, se não for para edificar vidas e sofrer por elas? Se for para ser bem visto e aplaudido pelos homens, não terá recompensa divina e sua obra, por certo, queimar-se -á. Grandes e bons sonhos com a motivação errada, fora dos sonhos de Deus, não produzirão vida, certamente, levarão à morte.

Sonhemos os sonhos de Deus!

 

Salvador e Senhor

Hoje, no meio cristão,  há uma tendência a uma pregação com o foco apenas na graça de Deus, sem necessidade de mudança de vida.  Na salvação não há nenhum mérito humano, somos salvos pela graça, através da fé, mas essa graça não dá permissividade ao pecado ou a uma vida cristã sem compromisso com os valores do reino de Deus. A graça de Deus, segundo o evangelho de Jesus, requer arrependimento de pecados e rompimento com a velha forma de viver, a graça leva o homem a uma transformação de vida, a uma mudança de rumo e de atitudes. Muitos cristãos não têm sido referencial neste mundo, têm se conformado com o sistema mundano. Por que tornar-se cristão?  Só para fugir da condenação do inferno? Não,  o que move o verdadeiro cristão é o amor. Ele é uma servo que tem prazer em servir ao seu Senhor, semelhantemente ao servo de orelha furada.

Jesus disse que aquele que desejasse segui-lo, teria  que renunciar a todas as coisas, até a sua própria vida. Ele pregou o Evangelho da porta estreita e do caminho apertado, da negação do eu. Jesus é o Salvador de todos os que creem no seu nome, mas a salvação só é efetivada quando o homem resolve se submeter ao senhorio de Cristo. Jesus comprou  escravos condenados do reino das trevas, é inadmissível que depois disso, esses homens queiram permanecer sob o senhorio do seu velho senhor, o diabo. Uma vez livre, ninguém quer voltar ao velho jugo, seria total incongruência. Tudo que foge ao propósito de Deus para o homem é pecado e o verdadeiro cristão, aquele que teve um encontro pessoal com Deus, deve saber o que  agrada a Deus ou o aborrece.  Um cristão não pode desejar as bênçãos do reino da luz e não querer se submeter às leis desse reino. Não há como ter  Jesus como Salvador, mas não como Senhor.

A cada dia,  líderes de igrejas cristãs, principalmente do Ocidente, estão tolerando mais o pecado, sob a bandeira do “amor”. Não há mais confronto do pecado. Esquecem que o exercício do verdadeiro  amor leva ao confronto, que o atributo de justiça de Deus é tão forte quanto o seu atributo de amor. A santidade de Deus não pode coabitar com o pecado, não há comunhão entre as trevas e a luz.

Somos livres do pecado e da condenação eterna, mas para sempre escravos daquele que nos amou.  As cadeias que nos prendem ao nosso Senhor são cadeias de amor, de intimidade com Deus. O seu jugo é suave, o seu fardo é leve. Jesus só pode ser seu Salvador se for também o seu Senhor. O livre arbítrio  dá o direito de escolher caminhar com Ele ou não. Mas a recompensa dependerá da escolha que fizermos, não há como ser diferente. Só o caminho do Senhor leva à vida eterna.  Escolhamos à vida, escolhamos viver sob o Senhorio de Cristo.

 

 

 

Viver pelo que vale a pena

A mensagem de Jesus sempre traz contraditórios, que a grande maioria não entende, como morrer para viver, perder para ganhar, diminuir para crescer, dar para receber, humilhar-se para ser exaltado. Mas, por quais razões deve-se viver? O que realmente vale a pena, nesta vida, para que no final  tenha-se uma boa colheita?

A vida é construída de escolhas – cabe a cada um escolher o caminho que quer seguir – e toda escolha exige renúncias.  É comum se escolher o caminho mais atrativo, mais confortável, prazeroso ou lucrativo.  É natural, todos gostam de coisas ou circunstâncias agradáveis, contudo, no balanço final, para haver um resultado positivo, precisa-se fazer escolhas inteligentes, em prol do que  realmente valha a pena, e desprezar as coisas que serão empecilho para se alcançar o alvo. As escolhas e renúncias para a vida verdadeira, deverão ser tais quais a de um estudante para um concurso ou de um atleta. Se o estudante quiser ser bem sucedido, terá que abrir mão de muitas coisas prazerosas para mergulhar nos estudos. O atleta também terá que gastar todo o seu tempo livre, não com embaraços fúteis, para treinar com afinco, se desejar ser um finalista.

As escolhas são necessárias porque não se pode seguir dois caminhos diferentes ao mesmo tempo, da mesma forma, impossível servir a dois senhores, ou estar na luz e nas trevas. Que parceria há entre as trevas e a luz? São naturalmente antagônicas. Tem que se decidir. Todos têm esse esse direito, o poder da escolha que é individual – a colheita também é individual – a diferença é  que a colheita já foi predeterminada na escolha, não terá como reprogramá-la. Ela não poderá sofrer modificações.

Ninguém é tão ignorante, ao ponto de desconhecer o fruto de suas ações. Ninguém planta sementes de limões esperando que brote uma mangueira e venha a colher saborosas mangas. O homem desejou ser igual a Deus, conhecedor do bem e do mal, e, assim, ele foi feito. Ele comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele é potencialmente responsável por suas escolhas.  O homem não pode se furtar de suas ações. Ele sempre será responsável por cada escolha ou ato que vier a praticar e responderá por cada um – por quais ações vale a pena viver?

Pois bem, a sabedoria escolhe o temor do Senhor, ainda que a grande maioria considere essa escolha retrógrada e sem propósito, é a única  que leva à vitória final, a uma vida eterna com Deus. E a minha velha semeadura? Todos os homens estão debaixo de condenação, mas, em Jesus, podemos ser justificados diante de Deus e andar em novidade de vida   – viver pelo que vale a pena!