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Gratidão

Gratidão é reconhecimento por algum benefício recebido. É honrar alguém por seus favores. Há inúmeros motivos de gratidão a Deus. Todos os homens deveriam ser gratos ao Soberano Deus, Criador do Universo. Ele é bom com os justos e injustos. O seu sol nasce para todos e a sua chuva desce sobre todos os filhos dos homens. Deus é Deus e todos os seres que respiram devem a Ele adoração.

Apesar da incomparável bondade de Deus, a ingratidão permeia os corações humanos. A murmuração e as afrontas contra Ele, com palavras ou atitudes, têm marcado esta geração. Vivemos os dias maus, sobre os quais o apóstolo Paulo profetizou. Dias de homens e mulheres ingratos que ignoram Deus e não veem motivos para render-lhe graças. A ingratidão revela o que está no interior do homem. Um coração ingrato indica um caráter desalinhado com o que é justo e bom.

Será que existem situações que podem justificar a ingratidão a Deus? Não, não existem. Ele é digno de toda ação de graças em toda e qualquer circunstância. “Em tudo dai graças” é o que a epístola paulina aos Tessalonicenses instrui. Aprender a dar graças a Deus em toda e qualquer situação é agradável diante do Senhor e traz o coração livre de amargura contra Deus ou qualquer pessoa. Um coração grato vê o mundo e as pessoas com os olhos de Deus e encontra espaço para exercitar o amor, a gratidão, o perdão, a misericórdia e não há lugar para o azedume. A gratidão a Deus extrai das pessoas o bem. Um coração grato saltita de alegria por onde quer que vá porque o que importa é Deus e o seu favor. A fé que está firmada no conhecimento e bondade de Deus é capaz de transformar as agruras da vida em tijolos que contribuirão para galgar novas possibilidades e, essa confiança, inabalável, levar a uma atitude contínua de gratidão.

A adoração é a expressão de um coração grato a Deus. Deus é o Criador de todas as coisas e Ele criou o homem com o propósito de ter comunhão e receber adoração desse homem, uma adoração racional, em espírito e em verdade. O espírito transcende às coisas visíveis, está na dimensão sobrenatural, e é nesse nível que se dá a comunicação entre Deus e o homem. Deus é Espírito, seus adoradores devem adorá-lo em espírito e em verdade. A verdade é a própria Palavra de Deus, é Jesus. Ap 19.13; Jo 14.6. A adoração precisa estar firmada na verdade. Jesus é a revelação do próprio Deus. A verdade leva ao conhecimento de Deus, do que Ele é e do seu caráter. O homem é espírito, alma e corpo, mas o relacionamento com Deus se dá através do espírito. Por isso, há necessidade de um novo nascimento, de um espírito vivificado do homem, através da fé em Jesus.

Cultivemos um coração grato e, assim, ofereçamos a Deus uma perfeita adoração consciente dos seus feitos poderosos e do que Ele É.

Por que, ó alma!

O espírito está pronto, fraca a carne é. E tu, alma, por que teimas em se distanciar do teu Deus e preferes andar por lugares baixos? O espírito está pronto e tu, alma? Por que preferes o caminho da desolação e da morte? Fala sobre teus amigos. Responde-me, alma, com quem andas e te digo como estás. Andas com o medo? O orgulho é a tua companhia, ó alma?

Como estás desolada, ó alma minha! Sinto a tua dor gritar no peito. As tuas forças se esvaíram. Abatida estás!

Ó minha alma, levanta-te! Lança de sobre ti todo o jugo. Olha para cima! Há uma janela de luz que podes contemplar. É a glória do teu Deus! Prostra-te. Adora. Deixa que a luz de Deus dissipe as trevas. Voa nas asas da adoração até a sua presença.

O teu lugar, ó alma, é nas alturas. Diante do Trono de Deus!

O Deus que vê

Este foi o nome que Hagar deu ao Senhor que lhe havia falado: Tu és o Deus que me vê, pois dissera: Teria eu visto Aquele que me vê? Gn 16.13

Independente dos erros humanos, Deus atenta e se move em favor do necessitado. Foi assim com Hagar. Nunca foi propósito de Deus, Abraão coabitar com Hagar e ter um filho com ela. Hagar era serva de Sara e sua senhora a entregou ao seu marido para que gerasse um filho, já que a promessa de Deus tardava em se cumprir. Os leitores da Bíblia conhecem as consequências desse erro. Até hoje, os descendentes de Ismael e Isaque vivem em constantes conflitos.

Hagar foi alvo da misericórdia de Deus. Ela foi introduzida, não por sua vontade, no conflito entre Sara e Abraão. Hagar estava orgulhosa pelo fato de não ser estéril e poder gerar. E Sara, apesar de ter sugerido a gravidez de Hagar, sentia-se desolada por sua incapacidade de gerar filhos. Injustamente, Sara perseguiu Hagar que fugiu por não suportar as humilhações de sua senhora. Sozinha no deserto, junto a uma fonte de água, Hagar foi encontrada pelo anjo do Senhor, que lhe fez promessas sobre o menino que estava no seu ventre, animou-a e lhe disse para se humilhar e voltar para a sua senhora. Hagar saiu revigorada e grata a Deus por ter visto a sua aflição e tê-la socorrido em sua aflição. A onisciência de Deus faz com que Ele veja todas as coisas, por isso, Ele pode julgar com equidade todas as demandas dos homens. Nada ficará sem o juízo de Deus e ninguém ficará impune aos seus próprios erros ou sem recompensa dos seus atos de fé.

A promessa de Deus para Abraão e Sara era Isaque. E no tempo determinado por Ele, Abraão com cem anos e a estéril Sara, aos 90 anos, deu a luz a Isaque. Apesar do erro do casal, Deus permaneceu fiel a sua incondicional promessa. Se formos infiéis, Ele permanece fiel porque não pode negar a si mesmo. 2 Tm 2.13

Os homens, comumente, são levados aos desertos ao decorrer da vida. Deus é aquele que tudo vê. Ele vê a aflição e escuta a cada um, basta crer com um coração sincero e humilde, reconhecendo que para Deus não há impossíveis. O homem não está só em suas necessidades, qualquer um pode recorrer, como Hagar, ao Deus que tudo vê!

O Cântico de Maria

“Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, pois atentou na humildade da sua serva. De agora em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez grandes coisas em meu favor, Santo é o seu nome. A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração”. Lc 1.46-50

O coração de Maria era permeado pela gratidão. Apenas um coração grato é capaz de entoar um cântico dessa natureza ao seu Criador e Senhor. Um coração grato sempre vê motivos para agradecer a Deus por sua bondade que se perpetua pelas gerações. Um coração grato não pode ser aprisionado por cordas estranhas, mas apenas pelas cordas do amor. Seu relacionamento com Deus flui livremente. A gratidão traz leveza ao coração e sensibilidade à presença do Espírito Santo.

A alma e o espírito de Maria confundiam-se. Eles formavam a sua identidade, identidade que refletia a glória de Deus porque seu espírito era dominado pelo Espírito Santo de Deus.

Podemos imaginar o desafio que Maria teve que enfrentar, após receber a instrução dada pelo anjo sobre o Filho de Deus que ela geraria em seu ventre. Grande foi sua expectativa! De repente, grávida, sem ter se relacionado sexualmente com qualquer homem. Talvez, o problema maior de todos foi encarar o homem com o qual estava aliançada, além de ser alvo de fofocas, acusações de religiosos e preconceitos da sua comunidade. Lembrando que Maria era apenas uma adolescente. Maria estava desposada de José. Ela já tinha um contrato de casamento, e aguardava apenas o dia da união com o seu esposo, no qual era efetivado. Na cultura judaica, para todos os efeitos, Maria já era uma mulher casada. Se Maria ou José decidisse desistir do casamento, teria que ser por vias legais, semelhantes a um divórcio. Então, Jesus foi gerado em uma família, Maria não era mãe solteira nem Jesus nasceu sem um pai terreno, ainda que adotivo. Por amor e confiança em Deus, Maria não se importou com as barreiras que enfrentaria, a não ser cumprir o propósito do seu Senhor.

Maria tinha uma vida de total contrição e intimidade com Deus. O cântico de Maria traduz essa verdade, de uma clareza inconfundível . O seu relacionamento com Deus era coeso, não se limitava ao nível das emoções ou circunstâncias. Outra qualquer virgem em Israel, não semelhante à Maria, não teria encarado tão grande desafio. Deus não se engana, Ele conhece cada coração, e Maria foi preparada para esse objetivo, ser canal para que o Filho de Deus tivesse acesso a este mundo, para que o filho do seu ventre fosse ponte entre Deus e os homens. Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. I Tm 2.5

Deus continua buscando adoradores, buscando corações que entoem a Ele a mais bela e pura canção, livre de qualquer ruído. Corações semelhantes ao de Maria, cheios de gratidão, que confiem nele sem restrições, corações que nada mais importa, a não ser agradar ao seu Deus, Salvador e Senhor!

A inveja matou Abel

Todo homem é um adorador em potencial. Naturalmente, ele tem uma necessidade intrínseca de adorar. O que muda na vida de cada um é o objeto de sua adoração.

Caim e Abel levaram ofertas ao Senhor, sacrifícios de adoração. Abel entregou a Deus o melhor do seu rebanho, e Caim do fruto da terra. Deus se agradou da oferta de Abel – a oferta de Abel era uma oferta de sangue e fé. Deus não aprovou Caim nem se agradou da sua oferta. Deus conhece as verdadeiras motivações do coração, Ele conhecia quais as intenções de Abel e as de Caim. Por não ter sua oferta aprovada, Caim entristeceu-se sobremaneira, seu semblante decaiu e uma raiz de amargura brotou em seu coração. Deus rejeitou a oferta não o ofertante. Ele esperava de Caim uma mudança de atitude. “Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer. saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo” Gn 4.7.

O pecado sempre é uma grande ameaça. Ele nunca desiste, sempre está à espreita, mas cabe cada um resisti-lo e dominá-lo. Caim preferiu ceder. Ele não resistiu o assédio da autocomiseração e deixou o coração entristecer-se com o sucesso do seu irmão. O peso da inveja é insuportável, é adentrar em um abismo intransponível que sempre leva a patamares de maior destruição. Foi assim com Caim, a inveja o levou ao ponto mais trágico, matar seu irmão. Apesar da advertência divina, Caim preferiu abrigar a inveja no coração, alimentá-la e, assim, consumir o pecado.

Abel, o justo, inocentemente foi conduzido por Caim ao campo. O campo que deveria ser palco de comunhão, de companhia, de alegria com o seu irmão, pela maldade, tornou-se um lugar de tristeza e morte, alimentado pela erva daninha. A inveja levou Caim ao ódio, e o ódio ao assassinato. A Bíblia diz que por inveja os judeus entregaram Jesus. Paulo e outros apóstolos sofreram perseguições por causa da inveja.

O apóstolo João diz, em sua primeira carta, que aquele que odeia seu irmão é assassino. Às vezes não se mata literalmente, mas se mata com armas invisíveis, mata-se com o coração. O ódio é falta de amor, o ódio torna as pessoas assassinas.

A maior consequência do pecado é o afastamento de Deus. Não há harmonia entre o pecado e Deus. “Então, Caim afastou-se da presença de Deus…” Gn 4.16 O pior castigo na vida do homem não é o inferno, mas uma vida distante de Deus.

Abel viveu pela fé e adorou a Deus pela fé. Apesar de ter sido assassinado por seu irmão, alcançou bom testemunho e seu nome está entre os pioneiros da fé: “Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé, ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé, ainda fala”. Hb 11.4. Devemos sempre atentar para o nosso coração. O certo é alegrar-se com os que se alegram. Se há motivo de alegria, e o nosso coração se entristece, é um alerta, o pecado ou a inveja está começando a brotar e a erva daninha tem que ser arrancada imediatamente.

Como podemos blindar o nosso coração contra a inveja? O amor de Deus é o maior antídoto para todos os males. Um coração cheio de amor só é possível em parceria com o Espírito Santo. Buscar a comunhão com o Espírito Santo de forma contínua e sincera é o maior desafio para aqueles que desejam uma vida de total submissão à vontade de Deus.

Mulher e Mãe

Somente uma mulher pode ser mãe ou chamada de mãe. Há muita profundidade neste pequeno nome de três letras e um grande privilégio em ser mulher e mãe, mas toda essa dádiva vem acompanhada de uma grande responsabilidade e missão. Todas as mulheres normais têm a capacidade de gerar filhos, todas podem ser mães, mas nem todas as mães são “mães”. Sim, porque o simples fato de gerar e trazer um filho ao mundo não habilita a mulher a ser “verdadeiramente uma mãe”, a não ser que ela decida cumprir esse papel. Além de gerar e dar a luz a um filho, precisa-se da vontade e do compromisso com Deus de exercer a maternidade, não por um tempo, mas enquanto viver. Um filho adulto e casado nunca deixará de ser filho e deve ser acompanhado continuamente pelas orações da mãe. Deste modo, ser mãe é de fato uma grande e singular missão.

Em primeiro lugar, o filho não pertence à mãe, mas a Deus que o deu. Se o filho é de Deus, deve ser amado, cuidado, ensinado e, sobretudo, conduzido a Deus. Amado porque todo ser humano precisa ser amado, muito mais um filho. Jesus reduziu a lei ou os mandamentos a dois. O primeiro, amar a Deus sobre todas as coisas e, o segundo, o próximo como a si mesmo. E o amor dispensado ao filho não deve ser apenas após o nascimento, mas desde o ventre, descartando assim toda aprovação à possibilidade de aborto. O amor não deve deixar o filho entregue totalmente a sua própria vontade, amar envolve limites. Dar tudo ao filho e deixá-lo fazer o que deseja indiscriminadamente não é prova de amor, mas falta de sabedoria. A criança precisa ser corrigida e saber porque está sendo corrigida. Assim, ela se sentirá amada e segura. Se uma mãe não consegue amar o seu filho, ela não está cumprindo o mandamento divino.

Um filho deve ser cuidado, e isso envolve alimentação, higiene, proteção, provisão, dentre outros. Este ponto é consequência do primeiro. Se uma mãe ama o seu filho dispensará naturalmente todo o cuidado requerido.

O ensino é de suma importância na vida de uma criança. A mãe tem obrigação de ensinar seu filho boas maneiras e desenvolver nele um caráter exemplar. Ensinar o filho, enquanto pequeno, a salvará de tristezas e dores futuras. “Ensina a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele”. O maior ensino é o da Palavra de Deus. Muitos pais introduzem o filho na religião, não no conhecimento de Deus. É bom lembrar que religião sem um encontro genuíno com Deus é uma tábua frágil, e o que se apoia nela está suscetível a naufragar a qualquer momento. Se uma criança é educada na Palavra de Deus, ela crescerá conhecendo e amando a Deus, além de ser forjada em seu caráter, esse é o propósito supremo. A Palavra de Deus não é apenas para ser ensinada pelos pais, mas vivida. O filho aprende muito mais com o exemplo do que com palavras sem vida.

Conduzir a criança a Deus é educá-la nos princípios da Palavra de Deus. A maioria das mães e pais preocupa-se apenas com o sucesso profissional dos filhos. Isso é importante, mas não o suficiente. Existem muitos filhos “bem-sucedidos” na vida, mas fracassados emocional e espiritualmente. Prosperidade ou sucesso, isolados, não traz felicidade ou satisfação. A verdadeira felicidade é gerada no interior, não em fatores externos. A ordem dos valores, segundo Deus, é Ele em primeiro lugar, depois, todas as outras coisas. “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas as outras coisas vos serão acrescentadas”.

Joquebede, mãe de Moisés, é um grande exemplo bíblico de uma mãe que cumpriu muito bem a sua missão. Sob ameaça do rei do Egito, escondeu seu filho por um tempo e, não tendo mais como escondê-lo, lançou-o sobre às águas em um cesto betumado confiando no livramento de Deus; ela cria que Deus poderia salvá-lo das águas. Teve seu filho de volta, mas não mais oficialmente como seu filho, mas como filho da filha de faraó, ainda assim, não perdeu tempo, levou-o a Deus, ensinando-o sobre o Deus de Israel. Ela sabia que a semente que a ela cabia plantar, um dia germinaria e daria seus frutos no tempo certo. Moisés foi tão bem ensinado por sua mãe que, apesar de ser transportado para um mundo de ostentação e costumes pagãos, permaneceu fiel ao Deus que conheceu em sua infância e a própria Bíblia dá testemunho dele como aquele que “Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado…” Moisés escolheu sabiamente a melhor parte, e Deus o tornou o maior profeta de todos os tempos. Que preciosidade e exemplo de mulher-mãe, a mãe de Moisés!

Pv 22.6; Mt 22.34-39; Mt 6.33; Hb 11.24-25

Cruz, sangue e paz

Pois foi do agrado de Deus que em Jesus habitasse toda a plenitude… estabelecendo a PAZ pelo seu SANGUE derramado na CRUZ. Colossenses 1.19-20

Jesus, o Cordeiro de Deus, foi crucificado exatamente no dia em que os judeus comemoravam a Páscoa. A Páscoa foi estabelecida quando Israel saiu do Egito, por mão forte de Deus, ao enviar a décima praga sobre os egípcios para quebrar a resistência de Faraó e deixar o Seu povo partir em liberdade, depois de 430 anos sob severa escravidão. A décima praga consistiu na morte do primogênito de cada família egípcia, até dos animais.

Para que houvesse distinção entre os hebreus e o povo da terra do Egito, pois à meia-noite Deus passaria para ferir o filho mais velho, Ele ordenou que um cordeiro fosse sacrificado e seu sangue aspergido nos umbrais e vergas das portas, e o Senhor, ao ver o sangue, passaria e não entraria naquela casa. Então, páscoa, do hebraico pêssach, significa literalmente passagem. Naquele dia, o Senhor Deus passou pelas moradas do seu povo e não o feriu de morte.

Jesus é o Cordeiro de Deus para o mundo que está sob condenação por seus pecados e dureza de coração, tal qual Faraó. Quando há erro, a justiça tem que ser estabelecida, para os justos, liberdade, para os transgressores, condenação. O cordeiro pascal aponta para o Cordeiro imaculado, aquele que se fez carne e foi levado à CRUZ, derramando todo o seu SANGUE para remissão dos pecados dos homens e reconciliação com Deus, para que fossem livres da condenação eterna que pesava sobre eles, e a verdadeira PAZ fosse estabelecida em seus corações.

Sim, a paz é o bem mais precioso, vale muito mais que qualquer tesouro material. Todo homem anseia por paz, a paz que leva a uma satisfação interior e a uma comunhão com Deus. Ela não pode ser encontrada na religião, coisa ou lugar, mas pode habitar em qualquer coração, a despeito de dogma religioso, lugar ou circunstância. Jesus é o Príncipe da Paz. A verdadeira paz passa pela cruz e habita apenas nos corações que foram aspergidos pelo sangue de Jesus, porque não há paz sem Deus. E o homem só tem acesso a Deus através de Jesus. Ele é o único caminho que leva o homem de volta a Deus. Ele é a verdade e a vida. Só o sangue de Jesus cumpre a justiça de Deus. “Justificados pela fé temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. Por nosso Senhor Jesus Cristo – aquele que pagou um alto preço – submetendo-se à morte mais cruel e com seu sangue, pode justificar os homens, tornando-os filhos de Deus e concedendo-lhes a paz, a todos que creem no seu Nome! Jesus é a verdadeira Páscoa!

As queixas dos homens

De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Lm 3.39

Os dias atuais são marcados pelo desejo de ter. As pessoas são avaliadas pelo que elas têm, neste caso, o “ter” sempre sobrepuja o “ser”. Isso leva o ser humano a uma corrida sem fim para adquirir bens materiais, sim, para se autoafirmar e encontrar lugar de destaque nessa sociedade decaída. Mas esse comportamento leva a crises porque não satisfaz os anseios mais interiores. A ditadura do ter é cruel e sua medida é sempre inalcançável, gerando insatisfações e um inconformismo infindável: “não tenho isso ou aquilo”, “a sorte não bateu a minha porta”, “quem me dera ganhar na loteria!” “como é ruim desejar uma coisa e não ter dinheiro para comprá-la”, dentre muitas outras expressões semelhantes.

Quando o homem guia a sua vida por uma lente embaçada e se desvia do verdadeiro sentido de sua existência, leva uma vida de lamúria por seu insucesso, e a amargura começa a permear as suas atitudes. Em primeiro lugar, ele procura encontrar culpados por suas insatisfações, esquecendo-se que cada um é responsável por suas próprias escolhas. Vivemos hoje o que escolhemos no passado. Não adianta culpar o sistema ou o governo, os pais, os filhos, o cônjuge ou o amigo. A reclamação é uma linha tênue entre a justiça e a injustiça, entre o certo e o errado, é correr o risco de penetrar no campo minado pela inveja e a amargura. O próximo passo é culpar Deus, atribuindo-lhe a Ele todas as injustiças sofridas na caminhada. Nesse ponto, o inimigo tem alcançado o seu objetivo, criar no coração do homem uma desconfiança e descrença quanto à pessoa do Deus Soberano. Deus, independente das crises existenciais dos homens, Ele é bom e justo, nEle não se encontra nenhum engano, erro ou injustiça. Ele é o único que pode dar um escape para a necessidade e anseios interiores, se houver um distanciamento dEle, o homem adentra em um beco sem saída, a menos que, através do arrependimento, retorne para o único caminho da sua salvação. Para isso, o homem precisa ter consciência que está trilhando um mau caminho, desejar uma reformulação da sua vida, decidir trilhar o caminho de volta, vestir-se da capa da humildade e entrar no caminho. O caminho para Deus não pode ser trilhado com orgulho. O sucesso nesse caminho depende de uma vida constante de total quebrantamento e dependência de Deus.

Uma razão forte porque as pessoas não têm respostas de suas orações é porque suas petições são feitas com motivos errados, marcados pela cobiça e a inveja. Tg 4.1-10. Deus é Deus, nós somos servos, e Ele como Senhor requer obediência. Ele é Deus de princípios. Se alguém despreza a Sua Palavra, não a lê, não medita nela, então, não a conhece, desconhece também a Deus e como Ele age. Os “sabem tudo” não precisam conhecer os mistérios de Deus. Eles desconhecem que oração é relacionamento com Deus, não uma lista de desejos. Quando há relacionamento com Deus, há direcionamento divino em tudo que se faz e, se verdadeiramente há dependência dEle, as coisas fluem, podendo haver resistência e obstáculos a serem rompidos, mas a vitória é certa.

O caminho da graça de Deus é trilhado sobre as pedras da gratidão. Não há gratidão sem humildade. Toda arrogância é pecado, o orgulho leva o homem para uma vida independente e distante de Deus, e isso precede a queda e a ruína. O orgulho não reconhece Deus como o autor de todo o bem que naturalmente nos outorga. O orgulhoso vangloria-se de suas próprias realizações, suas orações são alicerçadas em desejos próprios e com motivações desvinculadas da direção de Deus, e Deus não tem compromisso em atendê-las.

Com um coração arrependido, queixe-mo-nos não dos outros nem de Deus, mas de nossos próprios pecados, de escolhermos uma vida de insubmissão à vontade de Deus.

Jesus é a real cura

João 9.28-31

Então eles os insultaram e disseram: “Você é discípulo dele, mas nós somos discípulos de Moisés! Sabemos que Deus falou a Moisés, mas nem sabemos de onde vem esse homem”. “Que coisa mais estranha”!, respondeu o homem. “Ele curou meus olhos e vocês não sabem de onde ele vem? Sabemos que Deus não atende pecadores, mas está pronto a ouvir aqueles que o adoram e fazem a sua vontade”.

Que estranho, afirmar conhecer Deus e não reconhecer Jesus! Esse cego teve mais do que uma revelação de um novo mundo cheio de cores e formas, mas a revelação do próprio Deus encarnado. Ele viu Jesus. Ele o reconheceu.

Tantos que afirmam ver, mas são cegados pela sua própria incredulidade. Os líderes religiosos, fariseus e escribas sofriam disso, eles achavam que conheciam Deus e seus feitos, mas eram conhecimentos vazios de revelação. Enquanto um homem cego de nascença só precisou de um único encontro com Jesus para reconhecer Deus nele. Isso nos ensina que conhecimentos a respeito de leis, da história do próprio Deus não é suficiente – apenas um encontro real com Jesus é capaz de transformar uma vida – de voltar a ver a razão da vida.

Não podemos segurar caixinhas recheadas de saberes que são seladas com o orgulho. Não podemos ser vendados pelas escamas da incredulidade e ter nossas mãos atadas pelo engano.

Eis que a luz do mundo te liberta com a verdade. Te dá um caminho que será florescido por revelações e real sentido. Ela te dá o dom da vida. Você nasce de novo. E, assim, você pode ver. Jesus é a real cura!

Ele se importa

Perguntou-lhe Jesus: Você gostaria de ser curado? O homem respondeu: Não consigo, Senhor, pois não tenho quem me coloque no tanque quando a água se agita. Alguém sempre chega antes de mim. Jesus lhe disse: Levante-se, pegue sua maca e ande! No mesmo instante, o homem ficou curado. Ele pegou sua maca e começou a andar. João 5.6-9

Perguntas que chegam no momento certo são como se fossem a calmaria chegando em meio a ventania. Não falo daqueles questionamentos por mera curiosidade, mas perguntas que revelam o olhar cuidadoso que enxergou uma alma. Jesus era expert nisso. Pessoas que passavam despercebidas em meio a multidão eram o foco da sua atenção. Aquele homem devia pensar por muito tempo o porque de não ser ajudado, de não o ajudarem a levá-lo até à àgua, afinal foram 38 longos anos. Como deveria estar esse homem? 38 anos de tentativas frustradas, invisível no meio de tantas pessoas. Mas ele ouve uma pergunta que seria melhor do que a própria entrada no tanque. Eis que ele foi visto. O Amor o encontrou. Ele deve ter se sentido como se o próprio Jesus o tivesse levado nos braços até às águas. O homem encontrou não apenas a cura física, mas também a cura para o seu coração. “Eu fui visto, Ele se importou”.

Jesus era Mestre em abordar as pessoas. Ele via e ainda vê os mínimos detalhes. Ele se importa.

Quando o Amor vem ao nosso encontro, precisamos tomar uma atitude. Devemos deixá-lo passar pela porta do nosso coração e andar sobre as novas revelações que nos foram dadas. Eis que a cura chegou como calmaria. Ele se importa!