As queixas dos homens

De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Lm 3.39

Os dias atuais são marcados pelo desejo de ter. As pessoas são avaliadas pelo que elas têm, neste caso, o “ter” sempre sobrepuja o “ser”. Isso leva o ser humano a uma corrida sem fim para adquirir bens materiais, sim, para se autoafirmar e encontrar lugar de destaque nessa sociedade decaída. Mas esse comportamento leva a crises porque não satisfaz os anseios mais interiores. A ditadura do ter é cruel e sua medida é sempre inalcançável, gerando insatisfações e um inconformismo infindável: “não tenho isso ou aquilo”, “a sorte não bateu a minha porta”, “quem me dera ganhar na loteria!” “como é ruim desejar uma coisa e não ter dinheiro para comprá-la”, dentre muitas outras expressões semelhantes.

Quando o homem guia a sua vida por uma lente embaçada e se desvia do verdadeiro sentido de sua existência, leva uma vida de lamúria por seu insucesso, e a amargura começa a permear as suas atitudes. Em primeiro lugar, ele procura encontrar culpados por suas insatisfações, esquecendo-se que cada um é responsável por suas próprias escolhas. Vivemos hoje o que escolhemos no passado. Não adianta culpar o sistema ou o governo, os pais, os filhos, o cônjuge ou o amigo. A reclamação é uma linha tênue entre a justiça e a injustiça, entre o certo e o errado, é correr o risco de penetrar no campo minado pela inveja e a amargura. O próximo passo é culpar Deus, atribuindo-lhe a Ele todas as injustiças sofridas na caminhada. Nesse ponto, o inimigo tem alcançado o seu objetivo, criar no coração do homem uma desconfiança e descrença quanto à pessoa do Deus Soberano. Deus, independente das crises existenciais dos homens, Ele é bom e justo, nEle não se encontra nenhum engano, erro ou injustiça. Ele é o único que pode dar um escape para a necessidade e anseios interiores, se houver um distanciamento dEle, o homem adentra em um beco sem saída, a menos que, através do arrependimento, retorne para o único caminho da sua salvação. Para isso, o homem precisa ter consciência que está trilhando um mau caminho, desejar uma reformulação da sua vida, decidir trilhar o caminho de volta, vestir-se da capa da humildade e entrar no caminho. O caminho para Deus não pode ser trilhado com orgulho. O sucesso nesse caminho depende de uma vida constante de total quebrantamento e dependência de Deus.

Uma razão forte porque as pessoas não têm respostas de suas orações é porque suas petições são feitas com motivos errados, marcados pela cobiça e a inveja. Tg 4.1-10. Deus é Deus, nós somos servos, e Ele como Senhor requer obediência. Ele é Deus de princípios. Se alguém despreza a Sua Palavra, não a lê, não medita nela, então, não a conhece, desconhece também a Deus e como Ele age. Os “sabem tudo” não precisam conhecer os mistérios de Deus. Eles desconhecem que oração é relacionamento com Deus, não uma lista de desejos. Quando há relacionamento com Deus, há direcionamento divino em tudo que se faz e, se verdadeiramente há dependência dEle, as coisas fluem, podendo haver resistência e obstáculos a serem rompidos, mas a vitória é certa.

O caminho da graça de Deus é trilhado sobre as pedras da gratidão. Não há gratidão sem humildade. Toda arrogância é pecado, o orgulho leva o homem para uma vida independente e distante de Deus, e isso precede a queda e a ruína. O orgulho não reconhece Deus como o autor de todo o bem que naturalmente nos outorga. O orgulhoso vangloria-se de suas próprias realizações, suas orações são alicerçadas em desejos próprios e com motivações desvinculadas da direção de Deus, e Deus não tem compromisso em atendê-las.

Com um coração arrependido, queixe-mo-nos não dos outros nem de Deus, mas de nossos próprios pecados, de escolhermos uma vida de insubmissão à vontade de Deus.

Permanecendo em Cristo

Cristo Jesus é lugar de salvação, de refrigério, de segurança, de paz, de alegria, de vitória e intimidade com Deus. O apóstolo João foi o que mais se preocupou em chamar a atenção e ensinar como devemos permanecer em Cristo. Permanecer não quer dizer que estamos em um lugar e nunca vamos deixar de estar. Mas a vitória de um cristão está em permanecer sempre em Cristo e nunca deixar de estar nEle. Devemos permanecer nEle, devemos batalhar e desejar isso com todo o nosso coração, com toda o nosso entendimento e com toda a nossa força.

Na carta de 1 João 3.21-24,, encontramos algumas evidências que indicam se estamos em Cristo ou se permanecemos nEle. 1. Precisamos confiar em Deus para estarmos em Cristo, e confiamos em Deus quando estamos com o coração limpo e livre de qualquer condenação. Jesus mesmo já proveu essa necessidade humana, Ele já pagou o preço para termos uma vida livre de condenação. Cremos que Deus nos amou de tal maneira que enviou o seu Filho ao mundo para morrer na cruz em nosso lugar, e somente através de Jesus temos perdão para nossos pecados . 2. Se cremos em Jesus, tornamo-nos filhos de Deus, temos comunhão com Ele, podemos conversar com Deus e permanecer em Cristo. 3. Se estamos em Cristo, o pecado não mais nos domina, temos prazer em sua Palavra, em obedecer os seus mandamentos e fazer o que lhe agrada. 4. O seu mandamento é que creiamos em Jesus – a fé em Cristo e a obediência se completam – sem fé não há obediência e não há obediência sem fé. E que amemos uns aos outros – quando amamos verdadeiramente o nosso irmão não fazemos mal nenhum a ele. Então, todos os mandamentos cumprem-se nestes dois mandamentos, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. 5. Assim, os que obedecem os seus mandamentos permanecem em Cristo , através do seu Espírito que Ele nos dá.

O bem mais precioso de uma vida não consiste nos bens que tem, mas em ter Deus como Pai, reconhecer e desfrutar dessa paternidade. Se somos filhos de Deus, somos co-herdeiros com Cristo. É usufruir da intimidade com Deus, o seu Pai, através do Espírito Santo e este mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ele nos conduz pelo caminho da verdade, nEle não há engano. Permanecemos em Cristo quando a comunhão com o Espírito Santo flui livremente e também com os nossos irmãos.

O tempo não para. Estamos no liminar de um novo ano. Todos desejam ver dias melhores de prosperidade e bênçãos. Mas a maior dádiva que podemos desejar aos nossos familiares, amigos e a qualquer pessoa é que tenham uma vida de comunhão com o Espírito Santo e permanente em Cristo. Assim, terão tudo que precisam para uma vida abundante.

Glórias a Deus nas alturas!

Ele nasceu! Um coral de anjos apareceu nas alturas louvando a Deus pelo seu nascimento. Desde o seu primeiro momento neste mundo, o menino enfrentou os dissabores desta vida, nasceu em um estábulo, sofreu a fúria de Herodes e teve que fugir para o Egito. Mas quem é esse que, apesar das perseguições, teve direito aos mais altos louvores, marcou o curso da humanidade, e até a história é marcada por antes e depois do seu nascimento?

Jesus é o seu nome, o Emanuel, o Deus conosco, a revelação do próprio Deus! Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito sobre toda a criação. Colossenses 1.15. Ele é o Rei, o Messias que os judeus esperavam, mas não o reconheceram.

No Éden, o homem tinha um relacionamento de intimidade com Deus, mas escolheu ouvir a voz de satanás, que se incorporou em uma serpente do jardim, e o homem duvidou da Palavra de Deus: “Se você não obedecer, você certamente morrerá”. O seu livre arbítrio, a sua má escolha, trouxe-lhe morte. Assim, o homem estava separado de Deus, e separação de Deus é morte. É morte que abrange o corpo, emoções e espírito. Mas Deus o criou para a vida, Deus criou o homem para uma relação paternal com Ele e não desistiu dele. Depois da queda, Deus disse à serpente que dentre os descendentes da mulher nasceria um que esmagaria a sua cabeça, e ele seria ferido por ela no calcanhar. Depois de aproximadamente quatro mil anos, esta Palavra de Deus é cumprida. Jesus nasceu!

Jesus nasceu para morrer. Morrer pelos pecados de toda a humanidade porque Deus quer que todos sejam salvos e conheçam a verdade. Ele enfrentou a cruz, morreu como todos os homens e no lugar de todos os homens porque nunca pecou. Foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro dia. Jesus venceu a morte, garantindo, assim, a vida eterna a todos que se rendem a Ele. Jesus nasceu para que a comunhão de Deus com os homens fosse restaurada. Jesus nasceu para revivificar o espírito do homem, restaurar suas emoções e trazer paz e alegria.

Desejamos que todos que celebram o Natal tenham a revelação de quem verdadeiramente é Jesus, que tenham um relacionamento pessoal com Deus e vivam para a glória do seu Nome, através de uma fé prática e cheia de amor a Deus e ao próximo. Jesus veio para restaurar na vida dos homens a paternidade de Deus e a adoração ao seu Santo Nome. Jesus veio para glorificar a Deus, para que todos pudessem cantar como os anjos cantaram: Glórias a Deus nas alturas!

Jesus e a goiabeira

Nos últimos dias, está em alta no cenário brasileiro uma grande polêmica sobre o testemunho de uma mulher cristã que comentou corajosamente sobre seu encontro com Deus, em um pé de goiaba,  ainda criança que, devido a intoleráveis abusos sexuais dentro de sua própria casa, tentou o suicídio e milagrosamente foi salva das garras daquele que veio apenas para roubar, matar e destruir.  O diabo não escolhe suas vítimas, ele quer todos, qualquer um pode ser alvo de suas investidas, rico ou pobre, religioso ou não religioso, branco ou preto, crianças ou adultos e de qualquer povo, nação, tribo ou língua. Diante desse fato, o que mais intriga é que tem prevalecido as  chacotas, o desdém, o desrespeito e a falta de temor com a pessoa de Jesus, e é necessário que reflitamos sobre  esse comportamento tão distorcido e deplorável de um bom grupo  da sociedade brasileira. 

Talvez, se vivêssemos em uma nação como muitas que desconhecem a pessoa de Jesus, pudéssemos explicar essa falta de vergonha que blasfema contra Deus e desrespeita o próximo.  Mas vivemos em uma nação noventa por cento denominada cristã, evangélica e católica, e é inadmissível e intolerável esse comportamento. É bem provável que alguém diga que é liberdade de expressão e humor. Não, o humor sadio não afronta Deus, nem o próximo, não o expõe, não zomba dos seus traumas. Ninguém, em sã consciência,  quer  ser humilhado, zombado, desprezado. Deus não compactua com essa atitude, e isso não pode partir de corações que conheçam a Deus verdadeiramente. A lei de Deus prevalece em todo o mundo e o juízo dEle é com equidade, Ele não tem dois pesos ou duas medidas. E o juízo de Deus será sem misericórdia para todos que agiram sem misericórdia. Ele também não inocenta quem toma o seu Nome em vão. Não adiantam justificativas politicamente corretas. Se  alguém não pertence a minha ideologia política, tenho o direito de afrontar a sua moral, de pisoteá-la? Não, não tenho. A lei universal de Deus resume-se em dois princípios, amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. A regra é simples: Se você não ama a Deus está perdido e não ama nem a si mesmo, como poderá amar o próximo? Mas se você diz que ama a Deus, o teste é como você se comporta com o próximo. Se você não o poupa do mal ou não se sensibiliza com o seu sofrimento, não há congruência na sua atitude com o que você diz, você não conhece Deus. Mas se você verdadeiramente ama a Deus, você não faz nada contra o próximo porque você é suficientemente sensível para ficar no lugar dele e reprovar qualquer comportamento que não condiz com um filho de Deus.   

Deus entristece-se com comportamentos desvirtuados, que não são harmônicos com o seu caráter. Ele é um Deus amoroso e sempre espera que os suas criaturas ou filhos arrependam-se dos seus pecados e voltem a desfrutar da sua amizade e comunhão. Ele fez o homem para isso. Deus habita nos seus filhos através do Espírito Santo e deseja que cada um seja templo dEle. Por isso, Jesus morreu para restabelecer a comunhão de Deus com o homem, perdida no Éden. Ele se empenha em resgatar uma criatura onde quer que esteja, até em  uma goiabeira. 

 Se você diz que conhece Deus, e fez chacota com a Ministra da Família e dos Direitos humanos, você não o conhece e é um miserável porque perdeu da essência de Deus, se a teve em algum momento, está fazendo o jogo do príncipe das trevas.Você desconhece que Deus é criativo e que cria situações, as mais inusitadas possíveis, para alcançar a alma ferida do ser humano. Você desconhece que Ele é um ser pessoal, capaz de se compadecer do moribundo que precisa de socorro. Você desconhece que Ele é onisciente, onipresente e onipotente e vai a qualquer lugar, nos ares, na terra e nas profundezas do mar para salvar uma pessoa que clama por Ele. Você desconhece que Ele é Soberano e não se limita a padrões criados por você, Ele fala, age e faz como quer em qualquer lugar, até tirar uma menina sem esperança de uma goiabeira. Ele é Deus, Ele é o grande Eu Sou, Ele faz como quer, que os homens sem fé, servos das trevas,   gostem ou não.

   

Adoração e missões

“Missão existe porque não existe adoração”. John Piper

Esta afirmação é de difícil entendimento, quando  a lemos ou a ouvimos pela primeira vez, mas quando a compreendemos, ela é bem verdadeira, e os dois temas estão  relacionados dentro do propósito de Deus para o homem.

O plano primordial de Deus para o homem é que ele o adore com a totalidade do seu ser  e por todo a eternidade; ele foi criado por isso e para isso. Deus, o Único Deus Verdadeiro, criou o homem para o louvor da sua glória. Toda a criação, todos os povos, línguas e nações têm origem no próprio Deus, e não há outro além dEle digno de adoração. Mas, desde o início, satanás,  o acusador dos homens e pai da mentira, tem procurado enganar os homens e levá-los a enveredar por  caminhos distantes de Deus. O inimigo de Deus tem tido sucesso, e, muitos, principalmente por ignorância, têm adorado a deuses estranhos e deixado de adorar e honrar   o Deus Soberano que os criou.

“Missões existem porque não existe adoração”, sim. Missões existem para alcançar  homens e mulheres de todos os lugares que não fizeram  ainda um altar de adoração ao Deus Verdadeiro. Se todos os povos, tribos, nações e línguas  adorassem o Deus vivo, não precisaria de missionários para anunciar que existe um só Deus que deve ser adorado. Missões existem para dizer a todos os homens que eles foram criados para adorar somente a Deus, o Criador de todas as coisas. Missões existem para  que os homens tornem-se  verdadeiros adoradores rendidos totalmente a Deus.

Missões existem para fazer o nome de Jesus conhecido, e através dEle   os homens possam ter comunhão com Deus porque adoração é, antes de tudo, relacionamento com Deus. Como uma pessoa  pode relacionar-se com alguém que não conhece?  Deus não está procurando adoração, mas Ele busca  verdadeiros adoradores, busca relacionamento, amizade com o homem, pessoas que o amem sobre todas as coisas. Ele enviou Jesus ao mundo, não o poupou da morte, para trazer todos os homens de volta para si, para restaurar o que foi perdido no Éden. Esse amor  insondável deve ser retribuído. Cada homem deve-lhe adoração pelo que Ele fez, pelo que Ele é, por gratidão, porque somente Ele é digno, porque Ele é o Criador de cada um.

Adorar outros deuses é uma afronta ao Deus Soberano. O primeiro mandamento é: Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás. Ex 20.3-5. Por natureza, o  homem é um adorador. Ele foi feito para adorar. Se ele não adora ao Deus Santo e Verdadeiro, adora outros  deuses, deuses criados por eles mesmos, deuses incapazes de fazer qualquer coisa porque não falam, não veem, não andam, não ouvem e seus adoradores tornam-se semelhantes a eles. Salmos 115.4-8.   Não há satisfação na alma humana, se  o objeto da sua adoração não for o Deus verdadeiro. Há um vazio no coração do homem que nada nem ninguém pode preenchê-lo, a não ser o próprio Deus.  Missões existem para restaurar a adoração na vida de cada homem que ainda não conhece Jesus de qualquer lugar do mundo.  A visão de Deus é ampla e alcança  toda humanidade. Ele quer que todos venham a ter conhecimento da verdade, por isso, o coração de Deus pulsa por missões, e busca  por verdadeiros adoradores.

 

Adoração e adoradores

O homem foi criado para glorificar ou adorar a Deus com a sua vida, com todo o seu ser e por toda a eternidade. Então, tudo que foge deste propósito, por melhor que seja, não traz satisfação à alma humana.

Deus criou o primeiro  casal e o colocou em um ambiente livre de qualquer opressão que pudesse trazer angústia na alma e o fizesse desviar do propósito estabelecido por Deus . O primeiro homem e a primeira mulher foram criados perfeitos, sua casa era  em um jardim perfeito, com todas as condições favoráveis para  que tivessem  vida plena e de adoração a Deus. Mas, nesse ambiente de perfeição, o homem e a mulher  foram tentados por um ser escabroso que sempre quis usurpar de Deus o que pertencia apenas a Ele, a adoração! O casal cedeu, duvidou do caráter de Deus, e a partir desse momento  muitos deuses foram surgindo através das gerações. Os homens, eles mesmos, criam seus deuses e não há limite para isso. Na Índia, por exemplo, estimam-se que há cerca de 330 milhões de deuses.  Isso mesmo, são deuses para todos os gostos, segundo o coração rebelde de cada  um. São deuses que não falam, não ouvem, não andam. Segundo Salmos 115.8, os fazedores e adoradores de ídolos tornam-se semelhantes a eles. As nações cristãs ocidentais, talvez se surpreendam com tantos deuses nas nações orientais. Mas a nossa realidade não é tão diferente, temos também muitos deuses  religiosos, além destes, temos outros  como o prazer, o poder, o dinheiro, os jogos, a tecnologia, o trabalho, as pessoas, os bens materiais,  as redes sociais, os vícios, os artistas famosos, a aparência, a estética, os cargos eclesiásticos   e tantos outros. Tudo que faz o homem desviar do foco, daquele que somente deve ser adorado,  é pecaminoso  ou leva à  pecaminosidade, fazendo do adorador refém da sua própria adoração.

O primeiro dos dez mandamentos é não ter nem adorar outros deuses, além do Único Deus verdadeiro, o Deus Soberano que criou o universo e todas as coisas, por isso, só Ele é digno de adoração.  Paulo  escreveu para os gentios romanos que os homens são indesculpáveis se não reconhecem o Deus verdadeiro porque todas a coisas criadas revelam este Deus, a natureza é um livro aberto que testifica que um Deus Criador está por trás das obras da  sua criação, e, por suas obras magníficas,  o seu poder é revelado, e todos o homens têm o dever de adorá-lo.

Adoração – o que é? De uma forma bem particular, adoração é relacionamento com Deus e tem como base a comunhão e intimidade com Ele,  é  reconhecer o que Deus é, a sua natureza e o seu caráter, é ter uma atitude de rendição total a Ele.  A atitude de um adorador não é apenas em ajuntamentos ou ocasiões especiais, mas  em todo o tempo. O espírito e a alma do adorador devem viver em uma fusão constante com o Espírito Santo de Deus.  O verdadeiro adorador deve viver a vida do próprio Deus, e nada que ele faça pode ser desvinculado do Deus que ele adora. “Quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus”. Paulo não apenas escreveu isso, mas viveu e morreu por isso, na vida e na morte glorificou a Deus. Ele entendeu o verdadeiro sentido da adoração e sua vida foi totalmente ofertada no altar da adoração. Tem-se uma vida de adorador quando nada mais importa, a não ser viver totalmente para a glória de Deus. Não somente quando se está fazendo a obra de Deus ou cantando canções de louvor na Igreja, mas no trabalho, na escola, na faculdade, fazendo compras,  em  encontro com os amigos, em momentos de lazer ou em qualquer outra situação ou lugar. Não se deve perder a sua essência, não sair do lugar de adoração, não perder o verdadeiro sentido da vida porque nada vale a pena ser vivido, se não for para glorificar a Deus. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”.  Dt 6.5.  Então, a adoração envolve um contínuo sacrifício de louvor a Deus, com a inteireza de todo o ser, do espírito, alma e corpo.  Isso é que faz de um homem ou uma mulher um verdadeiro adorador!

Ouvindo Deus

Você sabia que Deus fala? A Palavra de Deus está repleta de pessoas que ouviam a voz de Deus e eram guiadas por ela. A Bíblia é a própria voz de Deus, é a sua Palavra. Ler, estudar e meditar na Palavra de Deus já é um bom começo para receber direção para a vida.

A Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, de Adão a João, está repleta de homens que conversavam com Deus. Alguns eram obedientes a sua voz e eram bem sucedidos, outros preferiam ignorar a sua direção e se davam mal. Abraão é um grande exemplo de um personagem bíblico que recebeu direção de Deus, creu, andou na sua presença e foi considerado seu amigo. Muitos se comprazem em ser amigos de grandes nomes da sociedade, reis, governantes e poderosos, mas, muito mais do que uma amizade com algum famoso, devemos nos alegrar em sermos amigos de Deus, esse sim faz toda a diferença, o Todo-Poderoso, o Criador de todas as coisas, o Dono do Universo e tudo o que nele há. Abraão tinha tanta intimidade com Deus que Deus não escondeu dele o que pretendia fazer com Sodoma, por sua iniquidade, “Esconderei de Abraão o que estou para fazer”? Assim,  Abraão ousou interceder pela cidade na qual habitava seu sobrinho Ló. Abraão perguntou a Deus se naquela cidade tivesse cinquenta justos, Ele destruiria a cidade, Deus respondeu que se tivesse cinquenta, não a destruiria. Abraão continuou a interceder até chegar a dez,  e Deus disse que se encontrasse em Sodoma dez justos não destruiria a cidade. Abraão parou com os dez e o anjo do Senhor deu prosseguimento à destruição de Sodoma, mas antes retirou a família de Ló daquele lugar de perversidade. Ser amigo de Deus e aprender a ouvir a sua voz é um grande privilégio. Deus cumpriu até agora todas as promessas feitas a Abraão, seu amigo, fazendo de sua descendência uma grande nação, dando-lhe um nome, uma terra e a promessa de um reino eterno, através de Davi e  de Jesus que reinará por mil anos  e eternamente.  É de grande valor andar com Deus, ser seu amigo e ouvir a sua voz e direção. Moisés, Josué, Samuel, Davi, Isaías, Daniel e muitos outros que aprenderam a ouvir a voz de Deus e andar com Ele, esses desfrutaram do verdadeiro sentido da vida.

E hoje, é possível ouvir a voz de Deus, andar com Ele e receber a sua direção? Sim! Jesus, no evangelho de João 10.27,  disse para os seus discípulos: As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Deus nos criou para um relacionamento de amizade e comunhão com Ele. Não há relacionamento sem comunicação, muito mais em uma relação paterna. Fomos feitos filhos de Deus, quando cremos em Jesus.  Ele é o nosso Pai. Ele fala conosco de inúmeras formas: Por sua Palavra, a Bíblia Sagrada, através das coisas criadas, por sonhos e visões, em impressões em nosso espírito, por meio de outras pessoas e outros meios. Há também outras vozes que ecoam pelo mundo afora e querem confundir a voz de Deus. São as vozes do mundo, do diabo e até a nossa própria voz. O importante é saber discernir a voz de Deus dentre tantas vozes. A voz de Deus traz paz interior, uma certeza sem medo ou dúvida.

Não há regras para se ouvir a voz de Deus. O melhor caminho é buscar conhecê-lo a cada dia, estreitar a amizade com Ele através do conhecimento da sua Palavra, da oração, da submissão a Deus. Há também muitas coisas que dificultam ouvirmos a voz de Deus e a tornam imperceptível, mas a maior delas é o pecado, Deus não pode conviver com o pecado, Ele é Santo. Pecado é errar o alvo, é desobediência, é rebelião aos princípios divinos. Se pecamos, precisamos nos arrepender imediatamente, confessar o pecado, aborrecê-lo e deixá-lo. Permanecer em Cristo, deve ser o nosso desafio diário, manter-se ligado à videira é ter a certeza que recebemos de sua seiva continuamente. Todos os dias, em todos os momentos, temos que fazer escolhas, o melhor é escolher depender da direção de Deus para todas as decisões. Ouvir Deus é trilhar o caminho da sabedoria e do sucesso em todas as áreas da vida.

O pão nosso de cada dia

Jesus, dentre outras coisas, nos ensinou a orar sobre a provisão diária – o pão nosso de cada dia nos dá hoje – mostrando que Deus se importa com o que precisamos para cada dia, não apenas com o alimento, mas seja o que for para que as nossas necessidades básicas sejam supridas.

O povo de Israel saiu do Egito sob a mão forte de Deus e sob o comando de Moisés com destino à terra de Canaã; mas antes da Terra Prometida havia o deserto que teriam que atravessar. No deserto não existiam supermercados ou  barraquinhas que pudessem comprar cereais, frutas, verduras; o solo do deserto não era propício a qualquer vegetação ou árvores comestíveis. Depois de um mês e meio que o povo tinha saído do Egito, teve fome, a provisão de alimentos que levava tinha acabado. Alguns do povo começaram a murmurar: “Era melhor ter permanecido no Egito e o Senhor  tivesse nos matado lá, diante das panelas de carne e de muito pão do que perecer de fome neste deserto”. Outros, certamente, oravam a Deus baixinho clamando por alimento, esses se firmavam no caráter de Deus.

O Deus de Abraão, Isaque e Jacó que fizera tantos milagres no Egito, que até  abriu o mar para dar livramento ao seu povo, não os deixaria morrer de fome no deserto. Eles não serviam a um Deus sádico que se compraz no sofrimento de suas criaturas.   Jesus também foi levado ao deserto; depois de jejuar quarenta dias,  teve fome, ficou cara a cara com o tentador e usurpador, mas em nenhum momento duvidou do seu Pai; através da confiança em sua Palavra, saiu vencedor para um ministério de sabedoria e poder.

Deus ouviu a murmuração  do povo de israel e o clamor dos que confiavam nEle. Ele permanece fiel, ainda que sejamos infiéis. Ele é um Deus de provisão, Ele traz sobre as suas criaturas, bons e maus, o sol e a chuva.  Deus supriu o seu povo de forma fantástica, alimentou-o no deserto por quarenta anos, quando faltou alimento,  Deus fez chover alimento do céu, todos os dias, exceto no sábado, eles teriam que sair de suas tendas e colher o alimento da provisão de Deus que, como orvalho, caía sobre a terra.  Sim, Deus enviou o maná do céu para alimentar  quase um milhão de pessoas, os descendentes  do seu amigo Abraão, com o qual tinha uma aliança eterna e fez a promessa que ele seria pai de multidões, e sua descendência seria bem numerosa como as estrelas do céu e a areia do mar.  Jesus também repetiu essa história de provisão impossível aos homens, quando com cinco pães e dois peixinhos alimentou mais de cinco mil pessoas e ainda sobrou doze cestos de pedaços dos cinco pães.

Esse é o Deus Verdadeiro, o Criador de todas as coisas. Para Ele não há impossíveis.  Jesus disse que não precisaríamos nos preocupar com o alimento ou vestuário ou com o dia de amanhã, porque Deus que cuida das aves dos céus e veste com muita beleza os lírios do campo, como não cuidaria também de cada um, o Deus de provisão, o Jeová Jireh?  Creia e confie em Jesus, Ele é o pão que desceu do céu para saciar a fome da humanidade faminta. Você pode descansar e confiar nEle, colocar toda a sua vida e necessidades em suas mãos!

 

 

Amizade com Deus

No mundo contemporâneo, no qual os recursos tecnológicos estão em alta, alguns valores estão em crise e nisso se inclui a amizade. Parece um paradoxo, as redes sociais dão a possibilidade de aumentar o número de “amigos”, ao mesmo tempo que fazem com que os amigos mantenham-se distantes, pela falta de tempo e contato direto, tão necessários para que as amizades cresçam e sejam fortalecidas.

As amizades, não aquelas somente presentes na rede social, que muitas vezes só as conhecemos pelas imagens e alguns pensamentos publicados, mas as que estão perto, que fazem parte de nossas vidas, do nosso cotidiano, de fora e de dentro de casa. São amizades preciosas, mas será que elas conseguem sentir o que a gente sente, penetrar no nosso íntimo e descobrir os nossos mais profundos pensamentos e anseios? Por mais que uma amizade seja confiável, será que podemos abrir totalmente o nosso coração e revelar tudo que está nele? Não, não existe ninguém, por mais chegado que seja, com o qual podemos compartilhar a totalidade da nossa vida. Por melhor que o nosso amigo seja, e tenhamos com ele um vínculo tão forte, não entenderia nossas fraquezas, nossos dilemas e, ainda que entendesse, não teria condições de nos curar nem de dar solução para alguns  dilemas interiores. Mas existe uma pessoa que quer e  pode ser o melhor e suficiente amigo, aquele que é como o nosso coração deseja e precisa.

O homem não caiu neste mundo por obra do acaso, Ele tem um Criador e foi criado com um propósito. Aquele  Deus que criou também o mundo, tudo que nossos olhos contemplam, em toda a sua beleza, sejam os seres animados e inanimados – a natureza. Ele não é apenas o Criador de todas as coisas, mas também é o Ser Soberano que rege a obra de sua criação. Ele é o Único Deus, simplesmente por ser  quem Ele É! Ainda que existam tantos “deuses”, fabricados pelos homens, eles são reduzidos a pó e insignificantes diante do Único Deus Verdadeiro.  Deus criou o homem para o louvor da sua glória e pra ter com Ele um relacionamento de amizade e comunhão. Por causa da transgressão do homem, houve uma quebra no relacionamento com Ele, mas, através de Jesus, a própria revelação de Deus, temos acesso a Ele e diante dEle somos o que realmente somos. Não precisamos chegar diante de Deus com subterfúgios ou máscaras porque nada há encoberto aos seus olhos; Ele nos vira pelo avesso e tudo que está em nós vem à tona em sua presença. O presente e o passado, sejam traumas, abuso, rejeições, incertezas, pecados, transgressões, temperamento difícil, tudo está nu e patente diante dos seus olhos, só Ele tem condições de curar as feridas que a vida se responsabilizou de nos marcar ao longo do caminho, sem acusações, sem questionamentos, só com o seu amor paternal e seu doce Espírito.

Sim, nenhum deus, de nenhuma religião, na história da humanidade, ofereceu ao homem um relacionamento de amizade íntima e racional com o ser humano, são deuses muito distantes ou muito “divinos”, ou irreais, que o  máximo que se pode obter deles é uma crença cega que navega no mar das incertezas e desilusões. Mas o Deus Todo-Poderoso, o Deus dos cristãos, o Único e Verdadeiro é um Deus´presente, racional, que deseja ardentemente ter com cada ser humano um relacionamento de aliança, comunhão, intimidade, firmado na certeza, na confiança e no amor. O amor provado, revelado na pessoa de Jesus Cristo que se fez homem, que habitou entre os homens, que a si mesmo se entregou, morrendo na cruz e vitoriosamente ressuscitou para atrair  muitos filhos para Deus e selar a vitória que só há no seu Nome.

Você pode, agora mesmo, abrir o seu coração para Jesus, dizer que quer conhecê-lo e ser amigo dEle, andar em intimidade com Ele e na Sua presença.  Assim, deleite-se e se sinta seguro nos braços do Pai Celestial!

O temor do Senhor

Muitos traduzem temor como medo, pavor ou susto por alguma coisa. Temer a Deus não tem nada a ver com esse significado, mas em ter uma atitude de profundo respeito, devoção e reverência; temer a Deus é ter prazer em agradá-lo e não fazer nada de forma deliberada para magoá-lo.

Hoje, para termos uma percepção do mundo não precisamos fazer  viagens ou frequentar determinados lugares, basta apenas estar diante da tela de um computador ou com um Smartphone nas mãos. Podemos pesquisar o que queremos através dos sites de busca, e as redes sociais se responsabilizam em  pintar um quadro generalizado do comportamento moral dos seus usuários,  que representam por amostragem  o sistema deste mundo no qual estão inseridos. O perfil traçado denuncia o quão  degradante e perversa é a geração atual. Onde está o temor ao Senhor Deus Soberano na vida de homens e mulheres? Não é religião, mas o temor  a Deus  que faz a diferença na vida de uma pessoa, não um conhecimento distante e superficial, mas  um relacionamento de intimidade com  Deus Pai.

A Bíblia, apesar de ter sido escrita há muitos anos, é um livro atual porque o seu verdadeiro autor transcende ao tempo e às eras. O apóstolo Paulo, com muita propriedade,  retrata bem os dias atuais. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”  2 Tm 3.1-4. A blasfêmia  e a calúnia são comportamentos  que mais assustam atualmente,  porque denunciam a total falta de temor a Deus. Deus não tem por inocente aquele que toma o seu nome em vão diretamente ou através das coisas sagradas, e as línguas malditas que não temem em caluniar os profetas de Deus que têm a missão de denunciar o pecado sofrerão o juízo de Deus  que em tempo oportuno certamente virá.

Nestes dias, há uma maldade sem precedentes que têm se proliferado em todas as esferas da sociedade. A igreja do Senhor Jesus também tem falhado em cumprir o seu papel de sal e luz . As pessoas têm misturado os conceitos de bem e mal a ponto de  ao mal chamam bem e ao bem mal e fazem das trevas luz, e da luz trevas. Is 5.20 O temor do Senhor sempre será  o princípio da sabedoria, os sábios temem o seu nome e desviam-se do mal. A insensatez terá sua paga. Podemos escolher o que plantar, mas nunca colheremos frutos diferentes da semente que semeamos.  Se escolhermos o bem, colheremos frutos da bondade do Senhor, se escolhermos o mal a recompensa será uma vida separada de Deus por toda a eternidade. No mundo dos mortais, Deus tem mostrado a sua bondade, Ele envia sol e chuva para todos,alimenta a todos, mas quando o irreverente deixar este mundo, adentrará em um reino com um deus perverso que o odiará e o açoitará para sempre.

O sábio não se conforma com o padrão deste mundo. O sábio busca o temor do Senhor!