O temor do Senhor

Muitos traduzem temor como medo, pavor ou susto por alguma coisa. Temer a Deus não tem nada a ver com esse significado, mas em ter uma atitude de profundo respeito, devoção e reverência; temer a Deus é ter prazer em agradá-lo e não fazer nada de forma deliberada para magoá-lo.

Hoje, para termos uma percepção do mundo não precisamos fazer  viagens ou frequentar determinados lugares, basta apenas estar diante da tela de um computador ou com um Smartphone nas mãos. Podemos pesquisar o que queremos através dos sites de busca, e as redes sociais se responsabilizam em  pintar um quadro generalizado do comportamento moral dos seus usuários,  que representam por amostragem  o sistema deste mundo no qual estão inseridos. O perfil traçado denuncia o quão  degradante e perversa é a geração atual. Onde está o temor ao Senhor Deus Soberano na vida de homens e mulheres? Não é religião, mas o temor  a Deus  que faz a diferença na vida de uma pessoa, não um conhecimento distante e superficial, mas  um relacionamento de intimidade com  Deus Pai.

A Bíblia, apesar de ter sido escrita há muitos anos, é um livro atual porque o seu verdadeiro autor transcende ao tempo e às eras. O apóstolo Paulo, com muita propriedade,  retrata bem os dias atuais. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”  2 Tm 3.1-4. A blasfêmia  e a calúnia são comportamentos  que mais assustam atualmente,  porque denunciam a total falta de temor a Deus. Deus não tem por inocente aquele que toma o seu nome em vão diretamente ou através das coisas sagradas, e as línguas malditas que não temem em caluniar os profetas de Deus que têm a missão de denunciar o pecado sofrerão o juízo de Deus  que em tempo oportuno certamente virá.

Nestes dias, há uma maldade sem precedentes que têm se proliferado em todas as esferas da sociedade. A igreja do Senhor Jesus também tem falhado em cumprir o seu papel de sal e luz . As pessoas têm misturado os conceitos de bem e mal a ponto de  ao mal chamam bem e ao bem mal e fazem das trevas luz, e da luz trevas. Is 5.20 O temor do Senhor sempre será  o princípio da sabedoria, os sábios temem o seu nome e desviam-se do mal. A insensatez terá sua paga. Podemos escolher o que plantar, mas nunca colheremos frutos diferentes da semente que semeamos.  Se escolhermos o bem, colheremos frutos da bondade do Senhor, se escolhermos o mal a recompensa será uma vida separada de Deus por toda a eternidade. No mundo dos mortais, Deus tem mostrado a sua bondade, Ele envia sol e chuva para todos,alimenta a todos, mas quando o irreverente deixar este mundo, adentrará em um reino com um deus perverso que o odiará e o açoitará para sempre.

O sábio não se conforma com o padrão deste mundo. O sábio busca o temor do Senhor!

Viver pelo que vale a pena

A mensagem de Jesus sempre traz contraditórios, que a grande maioria não entende, como morrer para viver, perder para ganhar, diminuir para crescer, dar para receber, humilhar-se para ser exaltado. Mas, por quais razões deve-se viver? O que realmente vale a pena, nesta vida, para que no final  tenha-se uma boa colheita?

A vida é construída de escolhas – cabe a cada um escolher o caminho que quer seguir – e toda escolha exige renúncias.  É comum se escolher o caminho mais atrativo, mais confortável, prazeroso ou lucrativo.  É natural, todos gostam de coisas ou circunstâncias agradáveis, contudo, no balanço final, para haver um resultado positivo, precisa-se fazer escolhas inteligentes, em prol do que  realmente valha a pena, e desprezar as coisas que serão empecilho para se alcançar o alvo. As escolhas e renúncias para a vida verdadeira, deverão ser tais quais a de um estudante para um concurso ou de um atleta. Se o estudante quiser ser bem sucedido, terá que abrir mão de muitas coisas prazerosas para mergulhar nos estudos. O atleta também terá que gastar todo o seu tempo livre, não com embaraços fúteis, para treinar com afinco, se desejar ser um finalista.

As escolhas são necessárias porque não se pode seguir dois caminhos diferentes ao mesmo tempo, da mesma forma, impossível servir a dois senhores, ou estar na luz e nas trevas. Que parceria há entre as trevas e a luz? São naturalmente antagônicas. Tem que se decidir. Todos têm esse esse direito, o poder da escolha que é individual – a colheita também é individual – a diferença é  que a colheita já foi predeterminada na escolha, não terá como reprogramá-la. Ela não poderá sofrer modificações.

Ninguém é tão ignorante, ao ponto de desconhecer o fruto de suas ações. Ninguém planta sementes de limões esperando que brote uma mangueira e venha a colher saborosas mangas. O homem desejou ser igual a Deus, conhecedor do bem e do mal, e, assim, ele foi feito. Ele comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele é potencialmente responsável por suas escolhas.  O homem não pode se furtar de suas ações. Ele sempre será responsável por cada escolha ou ato que vier a praticar e responderá por cada um – por quais ações vale a pena viver?

Pois bem, a sabedoria escolhe o temor do Senhor, ainda que a grande maioria considere essa escolha retrógrada e sem propósito, é a única  que leva à vitória final, a uma vida eterna com Deus. E a minha velha semeadura? Todos os homens estão debaixo de condenação, mas, em Jesus, podemos ser justificados diante de Deus e andar em novidade de vida   – viver pelo que vale a pena!

 

Andando na Verdade

O que é a verdade? Em um sistema  tão permeado pelo engano, é difícil ter um entendimento claro da verdade. Em todas as áreas da sociedade, sejam elas, política, comunicação, negócios,  religião e outras, são marcadas pela mentira. Parece que o único meio para o sucesso é não ser verdadeiro ou fazer uso de meias verdades. No reino de Deus é diferente, o seu trono é firmado na verdade e na justiça.

Deus, quando chamou Abraão,  disse-lhe: Anda em minha presença e ser perfeito. Andar na presença de Deus ou com Deus, não é nada mais do que andar na verdade. A verdade está em Deus, fora de Deus não há verdade. Os homens distanciam-se de Deus por amarem a mentira. Desde o Éden, satanás, através do engano, conquistou o coração de Eva e continua arregimentando homens e mulheres para o seu reino de trevas com a mesma estratégia. O apóstolo João, o discípulo amado,  no  evangelho e nas suas cartas,  como nenhum outro, dá uma ênfase especial à verdade, recomenda sempre que os cristãos firmem-se na verdade. A Igreja da sua época já era afetada por falsos apóstolos, falsos profetas, falsos mestres e falsos irmãos . Não era à toa que satanás semeava a semente do engano, com suas heresias e distorções da Palavra de Deus, já que encontrava corações cheios de orgulho, de amor às coisas passageiras e de conceitos mundanos, campos férteis para a semente maldita.  Imagine hoje, depois de tantos séculos de semeadura maligna, tempos dos quais foi profetizado que seriam tenebrosos, como o império do engano domina!  Como se manter longe do engano, se o mundo jaz no pai da mentira?  Em primeiro lugar, deve-se desejar e amar a verdade, escolher andar na verdade, ainda que tudo concorra ao contrário e leve a algum prejuízo. No reino de Deus,  a perda por amor a verdade, é lucro, e a morte, vida. Jesus foi fiel até à morte, e  a fidelidade até à morte deve ser a marca dos seus verdadeiros discípulos.

Deus é Soberano,  a sua verdade é absoluta. Por mais que se pregue a relatividade da verdade de Deus e a mentira como verdade, que todos caminhos levam a Deus, que Ele é só a amor, por isso, tolera o pecado, isso não afeta o que Ele é; e a sua verdade não deixa de ser a verdade. Deus é cheio de misericórdia e amor, mas, na mesma medida, é também justiça.  A sua essência e seu caráter são imutáveis. A sua verdade é inegociável. A verdade de Deus é que todos os homens são pecadores, que todos estão sob condenação eterna e não há nenhum justo na face da Terra, mas Deus, pelo seu amor e graça, enviou Jesus para morrer no lugar dos homens pecadores, para cumprir a sua justiça.  E, através do sacrifício de Jesus na cruz, todo o que crê nessa verdade e recebê-la em seu coração, é justificado e tem a vida eterna. Não há outra forma de chegar a Deus, boas obras não justificam o homem nem os dogmas morais das melhores religiões. A verdade é que Jesus se fez homem para morrer por homens pecadores, e não há outro caminho, outra verdade que possa levar o homem a Deus e à vida eterna. Porque Jesus é a própria verdade, e a verdade é o caminho sobre o qual o homem deve caminhar, se quiser ir a Deus e ter a vida eterna.  A mensagem do Evangelho é simples, tão simples que satanás põe no coração do homem que essa verdade tão singular, jamais poderia ser verdadeira, e ele terá que inventar outros subterfúgios para chegar a Deus, criando assim, vários caminhos firmados no engano, os quais podem levar ao juízo de Deus, nunca a sua vida eterna.

Escolhamos,  enquanto há tempo, a verdade, a Palavra de Deus, andar no caminho, andar na verdade!

O que vencer

Vivemos dias nos quais todo o mundo se volta para a maior de todas as competições esportivas, a Copa do Mundo, pelo menos no Brasil considera-se assim. De quatro em quatro anos, todos estão de olho para o novo campeão. Os jogadores treinam com afinco, cada um desejando  ser o melhor e ter o privilégio de ser escalado para o time que buscará o título para a sua nação. Apesar de tanto empenho, só um time chega no pódio como campeão.  Reconhecemos o valor e a importância dessa competição, mas  existe uma corrida muito mais excepcional que qualquer competição esportiva, e poucos atentam para ela.

O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, relaciona a vida espiritual a uma corrida , “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”. O atleta corre por uma coroa corruptível e, para ser vencedor, tem que ter muita disciplina, acompanhada sempre de muita renúncia, se quiser ser o primeiro a levar o prêmio. A vida cristã tem muita similaridade com a vida de um atleta. Jesus não apresentou uma vida fácil para aqueles que desejam segui-lo, a porta é estreita, o caminho apertado. Ele dizia que quem quisesse segui-lo, teria que negar a si mesmo e levar uma vida de renúncia. Mas esse é o caminho que leva à glória. É perder a vida, para reavê-la. Ele mesmo deu o exemplo com a sua própria vida. Para adentrar os portais eternos,  sentar-se a direita do Pai como vencedor e ser aplaudido pelos anjos, enfrentou a cruz e não temeu a morte, sendo fiel até o fim.

O apóstolo João, em sua visão do Apocalipse, recebeu do próprio Jesus instruções para as sete Igrejas da Ásia, e em todas elas com a expressão “o que vencer” ou “ao que vencer”. Não resta dúvidas que a corrida cristã é uma batalha. A salvação nos é concedida de graça, através da fé em Jesus Cristo, porém o simples fato de  sermos transportados de reino das trevas para a luz, compramos uma briga com o velho senhor, mas em Cristo somos mais que vencedores. A nossa vitória está em permanecer em Cristo e isso só é possível quando há submissão ao Senhorio de Cristo e disposição para  obedecer a sua Palavra, quando abrimos mão da nossa própria vontade para fazer a vontade de Deus. A fé verdadeira requer imprescindivelmente  uma vida transformada, uma vida com frutos de justiça.

Apesar do paralelismo  entre as competições comuns e a carreira cristã, suas diferenças são cruciais em dois pontos, uma oferece um prêmio que se corrompe com o tempo, passageiro, a outra um prêmio eterno que nada poderá corrompê-lo. Nas  competições comuns, apenas um chega ao pódio com o prêmio máximo, na corrida cristã, todos que desejam têm a oportunidade de chegar ao final como vencedor. Milhares de milhares serão coroados – o que vencer!

 

 

Quem sou eu?

Nos dias atuais, nos quais há uma tendência à massificação, há uma grande crise de identidade. Muitos, literalmente, desconhecem sua origem, seus pais e muito menos sabem quem são. É comum, no meio da multidão, uma pessoa sentir-se sozinha e imaginar que é apenas “mais um” na grande massa de seres humanos.

Não estamos aqui, no planeta Terra, por acaso. Por mais que alguém seja rotulado como alguém que não faz  diferença, todos, sem exceção, são importantes diante do seu Criador. Ninguém cria algo sem nenhum propósito. Por mais que as criações dos homens pareçam não ter valor diante dos outros, para o seu criador tem um significado peculiar. Imagine a criação de Deus!  O homem não pode conhecer o seu devido valor se não voltar a sua origem. Deus é o autor da vida, Ele criou o primeiro homem e deu-lhe poder de multiplicação, mas o próprio Criador é que dá a vida e a tira. Dt 32.39. Então, todos têm sua origem no próprio Deus. E qual o  seu propósito na formação do homem? Ele não criou o homem como um passatempo para preencher a sua vida sem fim ou como um brinquedo para sua diversão. Ele criou o homem, segundo a sua imagem e semelhança, para o louvor de sua glória, para se alegrar com ele, em um relacionamento de intimidade e para sempre. Is 43.7; Ef 1.12.

O  homem fora do propósito para o qual foi criado – Infelizmente, o primeiro homem não correspondeu a esse propósito e  passou a todos os seus descendentes a consequência da sua desobediência, a morte e separação eterna do seu Criador. Deus não desistiu do homem e enviou o seu Único Filho, Jesus, para pagar o preço do pecado da humanidade, para todos que crerem nEle, não pereçam, mas tenham a vida eterna e não sejam apenas criaturas, mas filhos e co-herdeiros com Cristo das riquezas da sua glória.

Quem eu sou? Criatura ou filho – a escolha cabe a cada um. Ainda que não se tenha um referencial paterno nesta vida, todos podem receber Deus como Pai, e Ele é bom e amoroso. Assim, o homem sabe quem verdadeiramente é, filho de Deus, e ninguém poderá roubar a sua paternidade. Se alguém rejeitar essa verdade, continuará no mundo desconhecendo a sua verdadeira origem, sem identidade  e sempre com um vazio que só o amor do  Pai Celestial pode preencher.

Crises e Suicídio – Palavras que edificam

Nos dias atuais, há grande polêmica em torno de suicídio – muitos tentam justificá-lo, outros o condenam veementemente. Mas, qual a posição bíblica sobre este tema?

Sabemos que uma pessoa que atenta contra a própria vida está sob grande pressão emocional, ocasionada por algum problema familiar, financeiro, de desilusão ou de qualquer outra natureza. As crises fazem parte da vida. Se você nasceu neste planeta, como descendente de Adão, não está isento a elas. Contudo, há quem saiba administrar muito bem as crises e não permitem que elas os vençam,  há, também, aqueles que são bem suscetíveis ao abatimento quando alguma coisa foge da normalidade. Sem querer espiritualizar tudo, a Palavra de Deus tem resposta para as dificuldades naturais da vida e suprimento para os momentos mais cruciais da existência. Para ajuda divina, no momento certo e nos  mais inesperados, há necessidade de um relacionamento efetivo com Deus, através da comunhão do Espírito Santo, um alto refúgio e revelação da verdade. Quem alicerça a sua fé no Deus Todo-Poderoso, não é confundido e encontra socorro nos momentos mais improváveis da vida. “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”, talvez, seja a palavra mais propagada do Apóstolo Paulo, e sempre citada de forma bem positiva, como se o que crê nesta Palavra, é poderoso pra nunca passar por provações; mas, se atentarmos para o contexto anterior do versículo, Paulo faz alusão a abatimento, a fome e a padecer necessidades. E isso era-lhe possível atravessar porque Ele mantinha um nível estreito de amizade com Deus. A sua força provinha de Deus.

Por vias normais, não há aprovação divina para a prática suicida. O suicida perdeu totalmente a sua fé e confiança em Deus, naquele que pode todas as coisas e que pode reverter uma crise em bênção. Suicídio é um homicídio, é atentar contra a própria vida e, segundo o apóstolo João, o homicida não tem a vida eterna em si mesmo.  1 Jo 3.15. A vida pertence a Deus, Ele a dá e somente Ele pode tirá-la.  “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão”.  Dt 32.39

Apesar da realidade da Palavra de Deus, nunca devemos afirmar categoricamente que um suicida foi para o inferno. Entre o ato de atentado à própria vida e a morte dessa pessoa, somente Deus sabe o que aconteceu, se houve possibilidade de um arrependimento  verdadeiro e consequente perdão, com acerto de contas.

Também, não devemos estimular qualquer forma de suicídio, minimizando sua grave consequência, mas  devemos alertar as vidas para o grande perigo dessa prática  e estimulá-las a colocarem a  fé em Jesus e nunca perderem a esperança que está fundada no Deus Soberano que pode todas as coisas. Não ao suicídio, sim à vida!

A seguir, uma palavra muito sábia sobre o tema:

O amor do Pai é maior!

Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.  Isaías 49.15

Ouvimos sempre sobre o amor de mãe. É comum se dizer que não há maior amor do que o amor de uma mulher por seu filho. Todavia, se esse amor falhar, e pode falhar, o amor de Deus nunca falha.

Muitos vêm a este mundo e não são reconhecidos por seu pai nem por sua mãe, são rejeitados desde o ventre e carregam essa carga por toda a vida. Infelizmente, outros, antes que vejam a luz do sol, são mortos por aqueles que deveriam amá-los; afinal, ninguém pede para ser gerado e não tem nenhuma culpa da forma como foi gerado. Se um homem gera um filho, independentemente das circunstâncias, ele é responsável por seu fruto. A função de um pai e de uma mãe é cuidar  e suprir as necessidades básicas daquele que trouxe ao mundo. Contudo,  vemos comumente, pais gerando filhos e não os reconhecendo, pais que abarrotam a sociedade com filhos problemáticos, carentes e vítimas de rejeição, marcados pela profunda dor  causada por ela. A aceitação  paternal tem uma influência maior na vida de um indivíduo mais do que o amor maternal. O amor paternal é transferido para a pessoa de Deus, há uma tendência natural de se comparar o Pai celestial ao pai terreno. Se alguém teve um pai carrasco, ele vê Deus como um carrasco, se teve um pai que não o amava, imagina que Deus não o ama também. Deus nunca falha,  o seu amor é incondicional. Se você não teve um pai que exerceu o seu dever de pai como deveria e você não consegue enxergar nele um amor paternal, você pode experimentar do amor do Pai, daquele que te criou e o viu desde o ventre quando você ainda era uma substância informe.

Que amor é esse, o amor de Deus! Deus criou o homem para o louvor da sua glória, para caminhar com Ele em um relacionamento paternal de amizade e comunhão. O primeiro homem experimentou do genuíno amor de Deus, mas escolheu caminhar sozinho, e essa separação  criou uma barreira entre a descendência do homem e o seu Criador. Deus nunca esteve satisfeito com essa distância causada pela rebeldia humana, por isso, providenciou um meio pra resgatar a coroa da sua criação. O seu plano não era tão fácil, porque não se achava nada que pudesse pagar o preço alto exigido pelo resgate do homem, somente através da entrega de alguém  sem pecado, seria suficiente, mas não foi achado ninguém assim entre os homens. Ele teve que abrir mão do seu próprio Filho para pagar por toda transgressão humana. E seu amor tão grande e desejo de ter o homem de volta, Ele não hesitou, entregou o seu bem maior, Jesus, para padecer na cruz em sacrifício por todos os homens. Ele entregou o único Filho para que pudesse ter muitos filhos. Esse é o amor do Pai, aquele que não poupou o seu único Filho, antes o entregou por todos nós, como não nos dará, juntamente com Ele, todas as coisas? Rm 8.31

Você, que não teve o amor do seu pai natural, pode ter o amor daquele que provou o seu amor por você, seu Pai Celeste. Creia em Jesus e sinta, neste momento, a doçura daquele que te ama incondicionalmente! Sim, o amor do Pai é incomparavelmente maior que qualquer outro amor!

O Túmulo vazio!

Depois da cruz, vida! Ele não está no túmulo, Ele ressuscitou. Os fundadores das maiores religiões encontram-se em seus sepulcros, mas com Jesus, o Deus dos cristãos, é diferente. O seu túmulo está vazio. Não adiantou o suborno dos guardas, Jesus foi visto por muitos depois de ressurreto e continua vivo no coração dos que creem.

Jesus não é religião. Ele não está comprometido com  religião.  Jesus tem compromisso com a sua Palavra. Jesus é a própria vida, Ele é o Filho de Deus. Salvação e vida eterna  são temas de grande significação e não podem limitar-se à religião.  Nos evangelhos não encontramos o termo “religião” nem “cristianismo”, tal a ênfase que Jesus dava para esses conceitos. A   fúria do inimigo, a cegueira, a inveja e religiosidade dos homens levou Jesus  à cruz. O diabo festejou a morte de Jesus, imaginou  que Jesus foi derrotado na cruz, cometeu o seu maior engano, e a sua alegria durou muito pouco. Jesus venceu a morte.  A sua ressurreição foi a derrota do império das trevas. Ele  não ficou no túmulo! Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação. A sua vitória sobre a morte é a garantia da nossa ressurreição e vida eterna.

O Filho de Deus veio do alto, Ele discorria sobre o que ouvia do seu Pai. Ele se apresentava como  a  própria verdade, a vida, o único caminho que levava o homem a Deus. Ele se comparava a elementos vitais para que o homem fosse suprido da sua fome, Ele era o pão da vida, Ele era a água que saciava a sua sede. O que saía da sua boca era a Palavra que alimentava o espírito do homem, sempre em busca de uma satisfação interior. Jesus era a revelação do próprio Deus. Os homens, como sempre, são limitados em sua visão, nunca  enxergam o sobrenatural de Deus, costumam nivelar tudo às limitações da matéria. Jesus veio para salvá-los da condenação eterna, mas eles só conseguiam desejar uma libertação do jugo romano, Jesus veio oferecendo-lhes uma nova aliança, na qual poderiam ter acesso a Deus sem intermediação de sacerdotes, mas eles só conseguiam visualizar os ritos, tradições e sacrifícios da velha aliança de Moisés.   Ainda hoje, apesar de tanta ciência, os homens escolhem ficar presos em seus conceitos rudimentares e perecem na ditadura da incredulidade. Homens “sábios” que se prendem à crenças insanas que não têm lugar para o Senhor da Glória.

Por mais que os homens trilhem seus próprios caminhos e criem suas próprias crenças, a verdade é única: Deus enviou Jesus, que cumpriu a sua missão morrendo por homens pecadores,  condenados à morte eterna, para reconciliar com Deus os que creem  e fazê-los herdeiros da vida eterna, porque Ele não está mais no túmulo, Ele ressuscitou!

A felicidade tem um endereço

Em todas as civilizações, há uma corrida sem fim em busca de felicidade. A felicidade é  um estado de satisfação e plenitude, nos aspectos físicos e psíquicos da existência humana.  Ela sempre é o fim a ser alcançado na caminhada da vida.  Mas, onde encontrar a felicidade?

Há muitas formas de se imaginar a felicidade ou de se usar meios para tentar  encontrá-la.  Muitos pensam que se conseguirem uma  grande realização profissional ou uma boa estabilidade financeira poderão alcançá-la. Outros correm em busca de fama ou de poder, ainda outros imaginam que um grande amor poderia fazê-los felizes,  mas a felicidade nem sempre encontra-se nessas coisas.

Na realidade,  à medida que se galga novos patamares, descobre-se que a felicidade não está lá, as frustrações aparecem e novas buscas são projetadas. Essas  buscas  comparam-se mais a nuvens que se dispersam rapidamente com o vento.  Quantos, mesmo na abundância de tudo, enchem os consultórios psicológicos e psiquiátricos em busca de paz e um pouco de felicidade, outros, em estado depressivo, retiram suas próprias vidas porque não conseguiram lidar com o momento crítico que vivenciaram.  Em todas as camadas sociais e lugares, existem pessoas felizes e infelizes, entre pobres e ricos, nas choupanas e nos palácios, em todas as raças e etnias, parece que a felicidade está em todo o lugar, mas, ao mesmo tempo, em nenhum lugar, sempre  escapa como fumaça,  por mais que se considerem  as condições favoráveis para que ela permaneça.

A verdadeira felicidade é aquela que transcende os limites da própria existência, é duradoura, ela salta para a eternidade. Ela, a misteriosa felicidade, independe do meio, das condições ou de qualquer circunstância.

Deus, em sua completude, é o  único que pode satisfazer os anseios mais intrínsecos do coração do homem. É o único que pode preencher o vazio natural que reside em cada ser humano. A razão é simples, Ele criou o homem e conhece cada encaixe do grande quebra-cabeças que é  a sua personalidade. Ele sabe onde a peça perdida se encontra para fazê-lo pleno.

A felicidade tem um endereço certo: Deus. Não procure a felicidade, procure desesperadamente Deus, busque-o com todas as suas forças,  é com Ele que mora a felicidade!