A fonte da alegria

Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos. Fp 4.4

Alegria é um sentimento de satisfação com a vida, de contentamento, de prazer, de regozijo.  Paulo escreveu aos Filipenses  que eles se alegrassem sempre.  Mas essa alegria só é possível quando se está em Cristo. No Senhor, essa alegria é perene e duradoura.

O homens vivem em constante busca de alegria. Nestes dias de carnaval, há uma corrida para a alegria, mas dura tão pouco e a um preço muito alto. As folias e o samba nunca são suficientes e a procura por maiores prazeres  é uma realidade, como sexo, drogas e muito álcool que levam a resultados bem desagradáveis. Generalizando, não há carnaval sem mortes de trânsito, sem drogas, sem famílias destruídas, sem gravidezes  indesejadas e sem abortos. Então, a alegria do carnaval é uma farsa, é insustentável.

Não há alegria plena sem o conhecimento de Deus e sem intimidade com Ele. O homem foi criado para ter relacionamento com Deus e somente nEle há contentamento e plenitude de alegria. Jesus, levantou-se no último dia da festa dos judeus e disse em alta voz: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz as Escrituras, rios de águas vivas correrão do seu interior”. João 7:38.  Essa água é a presença do Espírito Santo. Quando o homem crê em Jesus e se arrepende dos seus pecados, O Espírito Santo vem fazer morada em seu coração e a alegria do perdão dos pecados e da salvação inunda a sua vida.  A sua sede é saciada. “E vós com alegria tirareis águas das fontes da salvação”. Isaías 12:3.  A alegria do Senhor é verdadeira,  é uma alegria que salta para a vida eterna. Não depende de circunstâncias porque ela não vem de fora para dentro, mas já está dentro, no espírito do homem,  e fortalece a alma. “…porque a alegria do Senhor é a vossa força”. Neemias 8:10

A alegria está perto e ao alcance de todos porque Deus está perto. O seu  desejo é ter uma relacionamento com cada homem que Ele criou, perdoar seus pecados, por meio do sacrifício de Jesus na cruz,   enchê-lo do seu amor paternal e da alegria do seu Santo Espírito. Não há necessidade do homem viver mergulhado em uma tristeza sem fim ou em busca de alegria em lugares errados, já que  Jesus, a fonte da alegria,  convida a cada um a beber dessa fonte.

O justo já é justo!

Certa vez, os fariseus interrogaram  Jesus porque ele comia com os publicanos e pecadores. Jesus respondeu: Os sãos não precisam de médicos, mas sim os doentes. Não vim chamar justos ao arrependimento, mas pecadores.

Para analisarmos essa declaração de Jesus, precisamos entender que há duas categorias de pecadores,  aqueles que se acham justos aos seus próprios olhos, por mérito próprio, e não precisam de Jesus porque pensam  que nunca pecaram. Esses nunca experimentarão da graça de Deus, porque não têm nada que se arrepender.  Este grupo são os que não precisam de médico, eles se acham sãos.                                                                                    Existem os que reconhecem que são pecadores e precisam da graça de Deus para serem justificados. Que por si só, não têm condições de se tornarem justos diante de Deus. Jesus veio para este segundo grupo, que são os doentes que precisam de médico. Jesus estava ali para resgatá-los. Como alcançá-los se não se misturasse com eles, não para ser influenciado, mas para influenciar? Jesus não estava com os pecadores para aderir ou aprovar as suas práticas reprováveis, mas para levá-los à prática da verdade e da justiça.

Não há nada que o homem por si só possa fazer para comprar a sua justificação diante de Deus. Se isso fosse possível, Deus não entregaria o seu único Filho para sofrer tão horrendo sacrifício em prol do resgate de nossas almas.

O segundo grupo de pecadores, agora chamados justos, pela  justiifcação de Jesus, e por entenderem  que Jesus sacrificou sua vida em seu lugar, devem viver em total dependência da sua graça e gratidão por terem seus pecados perdoados. O pecado não terá domínio sobre sua vidas porque suas mentes foram renovadas pelo entendimento da Palavra de Deus. Devem ser imitadores de Cristo, propagadores da sua salvação pela graça, não retornarem  ao jugo da desobediência nem se prenderem em quatro paredes, mas devem ir lá fora, onde os pecadores estão. Não para copiar suas práticas pecaminosas, mas atraí-los em amor, pela compaixão de Jesus. Vigiando sempre para não serem influenciados, mas para influenciar porque só há cura para o coração doente no médico dos médicos, Jesus, aquele que veio há dois mil anos com a resposta certa para cada coração doente e distante de Deus.

Sim, os que se acham justos aos seus próprios olhos já são justos, os sãos não precisam de médico, não precisam de Jesus, continuarão sob condenação eterna. “Porque o salário do pecado é a morte, e todos pecaram e ficaram destituídos da glória de Deus”. Mas Jesus morreu para nos tornar justos diante de Deus.

O amor de Deus e o relacionamento com Ele

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. Rm5.8;  João 15:10

Deus ama a todos os homens, de todas as raças, povos e nações. Isso é indiscutível. E o amor de Deus é incondicional. Ele proveu o necessário para que tivéssemos um relacionamento com Ele. O maior de todos os pecadores é alvo do amor de Deus, e, enquanto viver, pode buscar o livre acesso a Ele, através de Jesus.

Apesar de Deus ter provado o seu amor por todos os homens,  nem todos os homens são salvos. Há um fator de peso que mantém o homem distante de Deus: o pecado. E o que é pecado? Tudo que é reprovável diante dos seus olhos e conduz o homem por veredas que o afastam dEle. A Palavra de Deus foi dada ao homem para que ele saiba como deve se conduzir, de forma  agradável a Deus e com a possibilidade de  um relacionamento com Ele. O pecado não pode prevalecer diante Deus. Não há harmonia entre o pecado e Deus. Pecado é coisa tão reprovável aos seus olhos que Ele precisou matar o seu próprio Filho para solucionar esse problema que impedia que os homens pudessem ter com Ele um relacionamento paternal e de comunhão. Assim, como poderia hoje Deus  ter relacionamento com pessoas que insistem em permanecer no pecado e ignoram a sua graça e oferta sacrificial de amor? Como ter relacionamento com Deus, se não há lugar para arrependimento e se insiste em uma vida que ignora totalmente os seus princípios,  preferindo o prazer do pecado do que viver na alegria da sua presença? Todo relacionamento tem um preço a ser pago. O relacionamento com Deus não é diferente. O preço é a renúncia do nosso próprio eu, não vivemos mais a nossa vida, mas a vida de Cristo. “Não vivo eu, mas Cristo vive em mim”. Ap Paulo.

Os que amam o pecado,  sustentam-se na falácia de  que o que apenas importa  é o amor de Deus. Como se a sua justiça fosse desprezível. Esses esquecem que o que sustenta o amor é a justiça. O seu atributo de justiça é tão forte quanto o seu atributo de amor, e isso  nos leva à plena confiança nEle. A justiça de Deus exigiu a morte do seu próprio Filho  para que pudéssemos ser justificados. A rejeição desta verdade nos mantém  em condenação eterna, apesar do seu amor.

O amor de Deus é incondicional, Jesus morreu por todos,  e a sua vontade é que todos se arrependam e sejam salvos. Mas o relacionamento com Ele é condicional. O pecado não pode se interpor no relacionamento com o Pai celeste. Para isso, precisa-se da consciência de pecado, crer no sacrifício de Jesus na cruz, arrependimento e conversão, que é mudança de atitude e opção por um novo caminhar em veredas novas que leva o homem a um relacionamento com Deus e comunhão com o Espírito Santo. Lembremos que o amor de Deus não poupou os homens da época de Noé, destruídos pelas águas do dilúvio, Sodoma e Gomorra que tiveram seus habitantes exterminados com fogo e enxofre e outros povos que não foram poupados porque suas iniquidades afrontavam o Deus Criador. Deus amava suas criaturas, mas seus pecados clamavam por justiça.

Nunca devemos  esquecer que o relacionamento com Deus é condicional. Se é  significativo andar com Ele, escolhamos sempre manter uma vida longe do pecado e permanente em Cristo.

Adão, onde estás?

Adão, depois da queda e vendo que estava nu, escondeu-se da presença de Deus. Deus sempre vinha conversar com o casal.  Nesse dia, Adão estava escondido e não veio recepcionar nem se deleitar na presença do seu Criador. Deus o chama: Adão, onde estás? O Deus Onisciente e Onipresente desconhecia onde a sua criatura encontrava-se? Ele brinca de esconde-esconde?

Deus sabia onde Adão estava, Ele sabe todas as coisas. Ele tinha  ciência do estrago que a desobediência fez na vida do casal, mas o próprio Adão desconhecia os efeitos do pecado, não tinha ainda noção da maldição que ele tinha comprado com a sugestão da serpente. O seu orgulho e desejo de ser como Deus, fê-lo um ser desprezível e perdedor das riquezas eternas preparadas para ele.

“Adão, onde estás”? Com esta pergunta, Deus queria que Adão soubesse onde ele mesmo estava e pensasse em sua deplorável situação. Adão deveria refletir sobre a grande e irreversível besteira que ele fez. Adão, vendo que estava nu, desconhecia agora a sua verdadeira identidade. Ele foi criado para ter um relacionamento com Deus, antes, ele se sentia à vontade diante dEle, mas agora queria distância, não havia mais compatibilidade entre ele e Deus. Adão respondeu: Senhor, vi que estava nu e me escondi. Depois de confrontar Adão, Deus, com um ato de bondade e graça, o expulsou do jardim. Seria ainda mais desastroso, se ele comesse da árvore da vida e adquirisse a vida eterna em um corpo sujeito à corrupção. O pecado faz isso, afasta o homem de Deus. Foi o próprio homem que se afastou de Deus.  O pecado não resiste a presença de Deus. O homem em desobediência ou foge de Deus ou  é ofuscado pela sua glória. Quem suportaria a olho nu fitar o sol?

Essa é a situação de todos os homens. Ninguém consegue se manter  na presença de Deus com a culpa do pecado. E Deus continua ainda hoje perguntando a cada um “onde estás?”. “Quem é você”? “Qual a sua verdadeira identidade”? Infelizmente, muitos respondem: Sou médico, sou empresário bem sucedido, sou pastor, sou missionário, sou político e tantas outras respostas, mas desconhecem a sua verdadeira essência. Títulos não fazem diferença diante de Deus. Ninguém é conhecido de Deus por sua formação ou ocupação, mas pelo relacionamento com Ele.  O homem não foi criado para estar distante de Deus. Não adianta fugir dEle, mais cedo ou mais tarde, Ele encontrará cada um. Deus, com a sua graça, preparou um caminho de volta pra Ele, Jesus. Podemos retornar à presença de Deus através de uma arrependimento genuíno, o arrependimento que traz mudanças, através das escolhas certas, não escolher desobedecer a Deus é sinal de arrependimento e desejo de manter uma comunhão com Ele. Se entendermos que o pecado não está no corpo, mas na mente, o pecado não é  um fator determinante, mas uma escolha. Podemos viver uma vida plena de comunhão com Deus  escolhendo sempre agradar-lhe em amor e  com renúncia do engano. Não por medo do inferno, mas pela certeza que viver distante de Deus é insuportável. O pecado é uma farsa, pode ter cheiro de liberdade e prazer, mas são cadeias aterrorizantes. Não há liberdade nem satisfação fora de Deus.  Ele mesmo é gracioso conosco quando escolhemos o caminho da obediência e, assim, nos fortalece contra o assédio do mal.

Hoje, Deus continua perguntando: Quem é você? Onde você está e para onde está indo?

Deus é Autossuficiente

“No princípio criou Deus…” Gn 1.1

Não havia nenhum “antes” do princípio. Deus não foi criado por ninguém. Se houvesse um alguém que determinasse a existência de Deus, esse “alguém” que seria Deus.  Deus é Deus, Ele é Eterno, não tem princípio nem fim. Deus é o que Ele é. Ele não depende de qualquer coisa para existir, Ele é autoexistente.

Deus é suficiente em si mesmo. Ele não necessita do favor dos anjos, serafins e querubins, muito menos do homem. Ninguém pode reduzi-lo a um espaço porque Ele não tem limites. Nenhuma mente humana é capaz de imaginá-lo porque Ele é infinitamente mais do que a imaginação pode atribuí-lo. Ninguém pode representá-lo com imagens, isso seria uma grande tolice. Os limites do  universo são desconhecidos pelos maiores cientistas e estudiosos de todas as eras, e como conhecer o seu Criador?

Por tudo que Deus É, por todos os seus inumeráveis atributos, somente Ele pode entender as necessidades do homem e somente nEle é que o ser criado  pode encontrar tudo o que precisa e toda a satisfação que sua  alma anseia, a plenitude da alegria. Deus é a fonte de todo o bem. Mas o homem cria seus próprios deuses, tornando-se deus de seus deuses. São deuses que não têm vida em si mesmos e precisam do “seu deus”, do homem, seu criador.  O homem, obstinado e  obscurecido pelo desconhecimento de Deus, busca satisfação para a sua pobre alma em seus deuses ilusórios e vive  em uma frustrante busca de prazer e constante insatisfação.

Apesar da grandeza de Deus, Ele é um Deus de amor. A prova do seu amor é Jesus, que é a expressão exata do seu ser. Através de Jesus, o homem pode ter livre acesso ao Pai e ter com Ele um relacionamento  paternal de intimidade e comunhão. Jesus, no princípio, estava presente na obra da criação, ele estava com Deus, ele é Deus. Jesus  pode restaurar a alma do homem e fazê-la abundar de alegria, sem necessidade de usar de subterfúrgios para encontrá-la. O homem que tem um relacionamento verdadeiro com Deus e a sua Palavra, não precisa buscar prazer nos vícios, no sexo, nos bens, no poder ou nas pessoas.  Jesus é suficiente para satisfazer o homem em suas buscas  com tudo que ele realmente precisa. Jesus não é uma religião ou um dogma, mas uma pessoa, é relacionamento, é o caminho, é a verdade absoluta, é a vida.  Ele é o único Deus, é tudo que o homem precisa!

Que Rei é esse!

“…eis que uns magos vieram do Oriente à Jerusalém e perguntaram: Onde está aquele que é nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela e viemos a adorá-lo”. Mt 2.2

Que é Rei é esse! Que nasce em um estábulo, que seu primeiro berço é uma manjedoura.  Um Rei que nasceu com o propósito de morrer por todos os homens. Um Rei que foi perseguido e não pode ficar em sua própria terra e teve que fugir para o Egito. Que Rei é esse! Que causou tanta inquietação em Herodes,  que determinou que  as crianças da Judeia, até dois anos de idade, fossem mortas. Que Rei é esse! Um Rei que em seu nascimento aparece um coral de anjos cantando para o seu louvor! Que uma estrela aparece no céu e guia alguns homens a irem até ele para adorá-lo e levá-lo presentes.

Deus sempre  trabalha de forma inusitada e nem sempre é compreensível às razões humanas. Deus enviou o seu Filho Jesus ao mundo,  o Rei dos judeus, que, pela lógica humana,  deveria nascer em um palácio, mas nasceu em um estábulo, por isso, os que o esperavam e estavam perto  não o perceberam.  Assim, Deus ensina que o que vale é a essência das coisas, não a aparência.  Deus fez questão de avisar a pessoas  bem distantes e alheias à comunidade de Israel  sobre o  nascimento de Jesus, através de uma estrela. Os magos eram gentios, não possuíam nenhum conhecimento teológico, mas, certamente, tinham o desejo de conhecer a verdade. Outros, aqueles que estavam perto,  tinham a Lei e os profetas, eram conhecedores das profecias que apontavam para a vinda do Messias, mas  não atentaram para o tempo da visitação de Deus.  Isso nos mostra que conhecimento sem o desejo de ter um coração agradável a Deus não é suficiente. Que Rei é esse! Não era um rei qualquer. Apesar de nascer de forma incomum e sem pompa, Ele era aquele que já existia desde a fundação de mundo, era a própria revelação de Deus, esse Rei era Deus. Tantos buscam títulos, fama, posição e poder, mas Ele, o maior de todos e sobre todos, não há mais ninguém sobre Ele. Ele mesmo É!  Por Ele e para Ele são todas as coisas.

Que Rei é esse! Esse é Jesus, o Cordeiro de Deus, o presente de Deus, o sacrifício vivo, fruto do amor de Deus. O amor que amou o mundo, a todos, sem exceção, para que tivessem vida eterna e pudessem desfrutar de um relacionamento com Deus, relacionamento que foi quebrado no Éden pela dureza do coração do homem. Jesus nasceu para trazer a paz entre Deus e os homens. Jesus é a maior prova do amor de Deus. Jesus morreu por todos, mas nem todos são salvos. O amor de Deus é incondicional, mas o relacionamento é condicional. O relacionamento com Deus exige algumas condições, segundo o padrão do próprio Deus. Deus continua hoje amando o homem, através do seu Filho,  e buscando com ele um relacionamento paternal de amor e confiança. Jesus nasceu para reconciliar o homem com Deus através da sua morte na cruz. Precisamos, não apenas saber sobre esta verdade, mas absorvê-la  em nosso viver para que tenhamos uma vida abundante de alegria e completa, proporcionada por um relacionamento com Deus.

 

Cruz, sangue e paz

Pois foi do agrado de Deus que em Jesus habitasse toda a plenitude… estabelecendo a PAZ pelo seu SANGUE derramado na CRUZ. Colossenses 1.19-20

Jesus, o Cordeiro de Deus, foi crucificado exatamente no dia em que os judeus comemoravam a Páscoa. A Páscoa foi estabelecida quando Israel saiu do Egito, por mão forte de Deus, ao enviar a décima praga sobre os egípcios para quebrar a resistência de Faraó e deixar o Seu povo partir em liberdade, depois de 430 anos sob severa escravidão. A décima praga consistiu na morte do primogênito de cada família egípcia, até dos animais.

Para que houvesse distinção entre os hebreus e o povo da terra do Egito, pois à meia-noite Deus passaria para ferir o filho mais velho, Ele ordenou que um cordeiro fosse sacrificado e seu sangue aspergido nos umbrais e vergas das portas, e o Senhor, ao ver o sangue, passaria e não entraria naquela casa. Então, páscoa, do hebraico pêssach, significa literalmente passagem. Naquele dia, o Senhor Deus passou pelas moradas do seu povo e não o feriu de morte.

Jesus é o Cordeiro de Deus para o mundo que está sob condenação por seus pecados e dureza de coração, tal qual Faraó. Quando há erro, a justiça tem que ser estabelecida, para os justos, liberdade, para os transgressores, condenação. O cordeiro pascal aponta para o Cordeiro imaculado, aquele que se fez carne e foi levado à CRUZ, derramando todo o seu SANGUE para remissão dos pecados dos homens e reconciliação com Deus, para que fossem livres da condenação eterna que pesava sobre eles, e a verdadeira PAZ fosse estabelecida em seus corações.

Sim, a paz é o bem mais precioso, vale muito mais que qualquer tesouro material. Todo homem anseia por paz, a paz que leva a uma satisfação interior e a uma comunhão com Deus. Ela não pode ser encontrada na religião, coisa ou lugar, mas pode habitar em qualquer coração, a despeito de dogma religioso, lugar ou circunstância. Jesus é o Príncipe da Paz. A verdadeira paz passa pela cruz e habita apenas nos corações que foram aspergidos pelo sangue de Jesus, porque não há paz sem Deus. E o homem só tem acesso a Deus através de Jesus. Ele é o único caminho que leva o homem de volta a Deus. Ele é a verdade e a vida. Só o sangue de Jesus cumpre a justiça de Deus. “Justificados pela fé temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. Por nosso Senhor Jesus Cristo – aquele que pagou um alto preço – submetendo-se à morte mais cruel e com seu sangue, pode justificar os homens, tornando-os filhos de Deus e concedendo-lhes a paz, a todos que creem no seu Nome! Jesus é a verdadeira Páscoa!

Jesus é a real cura

João 9.28-31

Então eles os insultaram e disseram: “Você é discípulo dele, mas nós somos discípulos de Moisés! Sabemos que Deus falou a Moisés, mas nem sabemos de onde vem esse homem”. “Que coisa mais estranha”!, respondeu o homem. “Ele curou meus olhos e vocês não sabem de onde ele vem? Sabemos que Deus não atende pecadores, mas está pronto a ouvir aqueles que o adoram e fazem a sua vontade”.

Que estranho, afirmar conhecer Deus e não reconhecer Jesus! Esse cego teve mais do que uma revelação de um novo mundo cheio de cores e formas, mas a revelação do próprio Deus encarnado. Ele viu Jesus. Ele o reconheceu.

Tantos que afirmam ver, mas são cegados pela sua própria incredulidade. Os líderes religiosos, fariseus e escribas sofriam disso, eles achavam que conheciam Deus e seus feitos, mas eram conhecimentos vazios de revelação. Enquanto um homem cego de nascença só precisou de um único encontro com Jesus para reconhecer Deus nele. Isso nos ensina que conhecimentos a respeito de leis, da história do próprio Deus não é suficiente – apenas um encontro real com Jesus é capaz de transformar uma vida – de voltar a ver a razão da vida.

Não podemos segurar caixinhas recheadas de saberes que são seladas com o orgulho. Não podemos ser vendados pelas escamas da incredulidade e ter nossas mãos atadas pelo engano.

Eis que a luz do mundo te liberta com a verdade. Te dá um caminho que será florescido por revelações e real sentido. Ela te dá o dom da vida. Você nasce de novo. E, assim, você pode ver. Jesus é a real cura!

Glórias a Deus nas alturas!

Ele nasceu! Um coral de anjos apareceu nas alturas louvando a Deus pelo seu nascimento. Desde o seu primeiro momento neste mundo, o menino enfrentou os dissabores desta vida, nasceu em um estábulo, sofreu a fúria de Herodes e teve que fugir para o Egito. Mas quem é esse que, apesar das perseguições, teve direito aos mais altos louvores, marcou o curso da humanidade, e até a história é marcada por antes e depois do seu nascimento?

Jesus é o seu nome, o Emanuel, o Deus conosco, a revelação do próprio Deus! Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito sobre toda a criação. Colossenses 1.15. Ele é o Rei, o Messias que os judeus esperavam, mas não o reconheceram.

No Éden, o homem tinha um relacionamento de intimidade com Deus, mas escolheu ouvir a voz de satanás, que se incorporou em uma serpente do jardim, e o homem duvidou da Palavra de Deus: “Se você não obedecer, você certamente morrerá”. O seu livre arbítrio, a sua má escolha, trouxe-lhe morte. Assim, o homem estava separado de Deus, e separação de Deus é morte. É morte que abrange o corpo, emoções e espírito. Mas Deus o criou para a vida, Deus criou o homem para uma relação paternal com Ele e não desistiu dele. Depois da queda, Deus disse à serpente que dentre os descendentes da mulher nasceria um que esmagaria a sua cabeça, e ele seria ferido por ela no calcanhar. Depois de aproximadamente quatro mil anos, esta Palavra de Deus é cumprida. Jesus nasceu!

Jesus nasceu para morrer. Morrer pelos pecados de toda a humanidade porque Deus quer que todos sejam salvos e conheçam a verdade. Ele enfrentou a cruz, morreu como todos os homens e no lugar de todos os homens porque nunca pecou. Foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro dia. Jesus venceu a morte, garantindo, assim, a vida eterna a todos que se rendem a Ele. Jesus nasceu para que a comunhão de Deus com os homens fosse restaurada. Jesus nasceu para revivificar o espírito do homem, restaurar suas emoções e trazer paz e alegria.

Desejamos que todos que celebram o Natal tenham a revelação de quem verdadeiramente é Jesus, que tenham um relacionamento pessoal com Deus e vivam para a glória do seu Nome, através de uma fé prática e cheia de amor a Deus e ao próximo. Jesus veio para restaurar na vida dos homens a paternidade de Deus e a adoração ao seu Santo Nome. Jesus veio para glorificar a Deus, para que todos pudessem cantar como os anjos cantaram: Glórias a Deus nas alturas!

O pão nosso de cada dia

Jesus, dentre outras coisas, nos ensinou a orar sobre a provisão diária – o pão nosso de cada dia nos dá hoje – mostrando que Deus se importa com o que precisamos para cada dia, não apenas com o alimento, mas seja o que for para que as nossas necessidades básicas sejam supridas.

O povo de Israel saiu do Egito sob a mão forte de Deus e sob o comando de Moisés com destino à terra de Canaã; mas antes da Terra Prometida havia o deserto que teriam que atravessar. No deserto não existiam supermercados ou  barraquinhas que pudessem comprar cereais, frutas, verduras; o solo do deserto não era propício a qualquer vegetação ou árvores comestíveis. Depois de um mês e meio que o povo tinha saído do Egito, teve fome, a provisão de alimentos que levava tinha acabado. Alguns do povo começaram a murmurar: “Era melhor ter permanecido no Egito e o Senhor  tivesse nos matado lá, diante das panelas de carne e de muito pão do que perecer de fome neste deserto”. Outros, certamente, oravam a Deus baixinho clamando por alimento, esses se firmavam no caráter de Deus.

O Deus de Abraão, Isaque e Jacó que fizera tantos milagres no Egito, que até  abriu o mar para dar livramento ao seu povo, não os deixaria morrer de fome no deserto. Eles não serviam a um Deus sádico que se compraz no sofrimento de suas criaturas.   Jesus também foi levado ao deserto; depois de jejuar quarenta dias,  teve fome, ficou cara a cara com o tentador e usurpador, mas em nenhum momento duvidou do seu Pai; através da confiança em sua Palavra, saiu vencedor para um ministério de sabedoria e poder.

Deus ouviu a murmuração  do povo de israel e o clamor dos que confiavam nEle. Ele permanece fiel, ainda que sejamos infiéis. Ele é um Deus de provisão, Ele traz sobre as suas criaturas, bons e maus, o sol e a chuva.  Deus supriu o seu povo de forma fantástica, alimentou-o no deserto por quarenta anos, quando faltou alimento,  Deus fez chover alimento do céu, todos os dias, exceto no sábado, eles teriam que sair de suas tendas e colher o alimento da provisão de Deus que, como orvalho, caía sobre a terra.  Sim, Deus enviou o maná do céu para alimentar  quase um milhão de pessoas, os descendentes  do seu amigo Abraão, com o qual tinha uma aliança eterna e fez a promessa que ele seria pai de multidões, e sua descendência seria bem numerosa como as estrelas do céu e a areia do mar.  Jesus também repetiu essa história de provisão impossível aos homens, quando com cinco pães e dois peixinhos alimentou mais de cinco mil pessoas e ainda sobrou doze cestos de pedaços dos cinco pães.

Esse é o Deus Verdadeiro, o Criador de todas as coisas. Para Ele não há impossíveis.  Jesus disse que não precisaríamos nos preocupar com o alimento ou vestuário ou com o dia de amanhã, porque Deus que cuida das aves dos céus e veste com muita beleza os lírios do campo, como não cuidaria também de cada um, o Deus de provisão, o Jeová Jireh?  Creia e confie em Jesus, Ele é o pão que desceu do céu para saciar a fome da humanidade faminta. Você pode descansar e confiar nEle, colocar toda a sua vida e necessidades em suas mãos!