As queixas dos homens

De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Lm 3.39

Os dias atuais são marcados pelo desejo de ter. As pessoas são avaliadas pelo que elas têm, neste caso, o “ter” sempre sobrepuja o “ser”. Isso leva o ser humano a uma corrida sem fim para adquirir bens materiais, sim, para se autoafirmar e encontrar lugar de destaque nessa sociedade decaída. Mas esse comportamento leva a crises porque não satisfaz os anseios mais interiores. A ditadura do ter é cruel e sua medida é sempre inalcançável, gerando insatisfações e um inconformismo infindável: “não tenho isso ou aquilo”, “a sorte não bateu a minha porta”, “quem me dera ganhar na loteria!” “como é ruim desejar uma coisa e não ter dinheiro para comprá-la”, dentre muitas outras expressões semelhantes.

Quando o homem guia a sua vida por uma lente embaçada e se desvia do verdadeiro sentido de sua existência, leva uma vida de lamúria por seu insucesso, e a amargura começa a permear as suas atitudes. Em primeiro lugar, ele procura encontrar culpados por suas insatisfações, esquecendo-se que cada um é responsável por suas próprias escolhas. Vivemos hoje o que escolhemos no passado. Não adianta culpar o sistema ou o governo, os pais, os filhos, o cônjuge ou o amigo. A reclamação é uma linha tênue entre a justiça e a injustiça, entre o certo e o errado, é correr o risco de penetrar no campo minado pela inveja e a amargura. O próximo passo é culpar Deus, atribuindo-lhe a Ele todas as injustiças sofridas na caminhada. Nesse ponto, o inimigo tem alcançado o seu objetivo, criar no coração do homem uma desconfiança e descrença quanto à pessoa do Deus Soberano. Deus, independente das crises existenciais dos homens, Ele é bom e justo, nEle não se encontra nenhum engano, erro ou injustiça. Ele é o único que pode dar um escape para a necessidade e anseios interiores, se houver um distanciamento dEle, o homem adentra em um beco sem saída, a menos que, através do arrependimento, retorne para o único caminho da sua salvação. Para isso, o homem precisa ter consciência que está trilhando um mau caminho, desejar uma reformulação da sua vida, decidir trilhar o caminho de volta, vestir-se da capa da humildade e entrar no caminho. O caminho para Deus não pode ser trilhado com orgulho. O sucesso nesse caminho depende de uma vida constante de total quebrantamento e dependência de Deus.

Uma razão forte porque as pessoas não têm respostas de suas orações é porque suas petições são feitas com motivos errados, marcados pela cobiça e a inveja. Tg 4.1-10. Deus é Deus, nós somos servos, e Ele como Senhor requer obediência. Ele é Deus de princípios. Se alguém despreza a Sua Palavra, não a lê, não medita nela, então, não a conhece, desconhece também a Deus e como Ele age. Os “sabem tudo” não precisam conhecer os mistérios de Deus. Eles desconhecem que oração é relacionamento com Deus, não uma lista de desejos. Quando há relacionamento com Deus, há direcionamento divino em tudo que se faz e, se verdadeiramente há dependência dEle, as coisas fluem, podendo haver resistência e obstáculos a serem rompidos, mas a vitória é certa.

O caminho da graça de Deus é trilhado sobre as pedras da gratidão. Não há gratidão sem humildade. Toda arrogância é pecado, o orgulho leva o homem para uma vida independente e distante de Deus, e isso precede a queda e a ruína. O orgulho não reconhece Deus como o autor de todo o bem que naturalmente nos outorga. O orgulhoso vangloria-se de suas próprias realizações, suas orações são alicerçadas em desejos próprios e com motivações desvinculadas da direção de Deus, e Deus não tem compromisso em atendê-las.

Com um coração arrependido, queixe-mo-nos não dos outros nem de Deus, mas de nossos próprios pecados, de escolhermos uma vida de insubmissão à vontade de Deus.

Ele se importa

Perguntou-lhe Jesus: Você gostaria de ser curado? O homem respondeu: Não consigo, Senhor, pois não tenho quem me coloque no tanque quando a água se agita. Alguém sempre chega antes de mim. Jesus lhe disse: Levante-se, pegue sua maca e ande! No mesmo instante, o homem ficou curado. Ele pegou sua maca e começou a andar. João 5.6-9

Perguntas que chegam no momento certo são como se fossem a calmaria chegando em meio a ventania. Não falo daqueles questionamentos por mera curiosidade, mas perguntas que revelam o olhar cuidadoso que enxergou uma alma. Jesus era expert nisso. Pessoas que passavam despercebidas em meio a multidão eram o foco da sua atenção. Aquele homem devia pensar por muito tempo o porque de não ser ajudado, de não o ajudarem a levá-lo até à àgua, afinal foram 38 longos anos. Como deveria estar esse homem? 38 anos de tentativas frustradas, invisível no meio de tantas pessoas. Mas ele ouve uma pergunta que seria melhor do que a própria entrada no tanque. Eis que ele foi visto. O Amor o encontrou. Ele deve ter se sentido como se o próprio Jesus o tivesse levado nos braços até às águas. O homem encontrou não apenas a cura física, mas também a cura para o seu coração. “Eu fui visto, Ele se importou”.

Jesus era Mestre em abordar as pessoas. Ele via e ainda vê os mínimos detalhes. Ele se importa.

Quando o Amor vem ao nosso encontro, precisamos tomar uma atitude. Devemos deixá-lo passar pela porta do nosso coração e andar sobre as novas revelações que nos foram dadas. Eis que a cura chegou como calmaria. Ele se importa!

Permanecendo em Cristo

Cristo Jesus é lugar de salvação, de refrigério, de segurança, de paz, de alegria, de vitória e intimidade com Deus. O apóstolo João foi o que mais se preocupou em chamar a atenção e ensinar como devemos permanecer em Cristo. Permanecer não quer dizer que estamos em um lugar e nunca vamos deixar de estar. Mas a vitória de um cristão está em permanecer sempre em Cristo e nunca deixar de estar nEle. Devemos permanecer nEle, devemos batalhar e desejar isso com todo o nosso coração, com toda o nosso entendimento e com toda a nossa força.

Na carta de 1 João 3.21-24,, encontramos algumas evidências que indicam se estamos em Cristo ou se permanecemos nEle. 1. Precisamos confiar em Deus para estarmos em Cristo, e confiamos em Deus quando estamos com o coração limpo e livre de qualquer condenação. Jesus mesmo já proveu essa necessidade humana, Ele já pagou o preço para termos uma vida livre de condenação. Cremos que Deus nos amou de tal maneira que enviou o seu Filho ao mundo para morrer na cruz em nosso lugar, e somente através de Jesus temos perdão para nossos pecados . 2. Se cremos em Jesus, tornamo-nos filhos de Deus, temos comunhão com Ele, podemos conversar com Deus e permanecer em Cristo. 3. Se estamos em Cristo, o pecado não mais nos domina, temos prazer em sua Palavra, em obedecer os seus mandamentos e fazer o que lhe agrada. 4. O seu mandamento é que creiamos em Jesus – a fé em Cristo e a obediência se completam – sem fé não há obediência e não há obediência sem fé. E que amemos uns aos outros – quando amamos verdadeiramente o nosso irmão não fazemos mal nenhum a ele. Então, todos os mandamentos cumprem-se nestes dois mandamentos, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. 5. Assim, os que obedecem os seus mandamentos permanecem em Cristo , através do seu Espírito que Ele nos dá.

O bem mais precioso de uma vida não consiste nos bens que tem, mas em ter Deus como Pai, reconhecer e desfrutar dessa paternidade. Se somos filhos de Deus, somos co-herdeiros com Cristo. É usufruir da intimidade com Deus, o seu Pai, através do Espírito Santo e este mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ele nos conduz pelo caminho da verdade, nEle não há engano. Permanecemos em Cristo quando a comunhão com o Espírito Santo flui livremente e também com os nossos irmãos.

O tempo não para. Estamos no liminar de um novo ano. Todos desejam ver dias melhores de prosperidade e bênçãos. Mas a maior dádiva que podemos desejar aos nossos familiares, amigos e a qualquer pessoa é que tenham uma vida de comunhão com o Espírito Santo e permanente em Cristo. Assim, terão tudo que precisam para uma vida abundante.

Ouvindo Deus

Você sabia que Deus fala? A Palavra de Deus está repleta de pessoas que ouviam a voz de Deus e eram guiadas por ela. A Bíblia é a própria voz de Deus, é a sua Palavra. Ler, estudar e meditar na Palavra de Deus já é um bom começo para receber direção para a vida.

A Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, de Adão a João, está repleta de homens que conversavam com Deus. Alguns eram obedientes a sua voz e eram bem sucedidos, outros preferiam ignorar a sua direção e se davam mal. Abraão é um grande exemplo de um personagem bíblico que recebeu direção de Deus, creu, andou na sua presença e foi considerado seu amigo. Muitos se comprazem em ser amigos de grandes nomes da sociedade, reis, governantes e poderosos, mas, muito mais do que uma amizade com algum famoso, devemos nos alegrar em sermos amigos de Deus, esse sim faz toda a diferença, o Todo-Poderoso, o Criador de todas as coisas, o Dono do Universo e tudo o que nele há. Abraão tinha tanta intimidade com Deus que Deus não escondeu dele o que pretendia fazer com Sodoma, por sua iniquidade, “Esconderei de Abraão o que estou para fazer”? Assim,  Abraão ousou interceder pela cidade na qual habitava seu sobrinho Ló. Abraão perguntou a Deus se naquela cidade tivesse cinquenta justos, Ele destruiria a cidade, Deus respondeu que se tivesse cinquenta, não a destruiria. Abraão continuou a interceder até chegar a dez,  e Deus disse que se encontrasse em Sodoma dez justos não destruiria a cidade. Abraão parou com os dez e o anjo do Senhor deu prosseguimento à destruição de Sodoma, mas antes retirou a família de Ló daquele lugar de perversidade. Ser amigo de Deus e aprender a ouvir a sua voz é um grande privilégio. Deus cumpriu até agora todas as promessas feitas a Abraão, seu amigo, fazendo de sua descendência uma grande nação, dando-lhe um nome, uma terra e a promessa de um reino eterno, através de Davi e  de Jesus que reinará por mil anos  e eternamente.  É de grande valor andar com Deus, ser seu amigo e ouvir a sua voz e direção. Moisés, Josué, Samuel, Davi, Isaías, Daniel e muitos outros que aprenderam a ouvir a voz de Deus e andar com Ele, esses desfrutaram do verdadeiro sentido da vida.

E hoje, é possível ouvir a voz de Deus, andar com Ele e receber a sua direção? Sim! Jesus, no evangelho de João 10.27,  disse para os seus discípulos: As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Deus nos criou para um relacionamento de amizade e comunhão com Ele. Não há relacionamento sem comunicação, muito mais em uma relação paterna. Fomos feitos filhos de Deus, quando cremos em Jesus.  Ele é o nosso Pai. Ele fala conosco de inúmeras formas: Por sua Palavra, a Bíblia Sagrada, através das coisas criadas, por sonhos e visões, em impressões em nosso espírito, por meio de outras pessoas e outros meios. Há também outras vozes que ecoam pelo mundo afora e querem confundir a voz de Deus. São as vozes do mundo, do diabo e até a nossa própria voz. O importante é saber discernir a voz de Deus dentre tantas vozes. A voz de Deus traz paz interior, uma certeza sem medo ou dúvida.

Não há regras para se ouvir a voz de Deus. O melhor caminho é buscar conhecê-lo a cada dia, estreitar a amizade com Ele através do conhecimento da sua Palavra, da oração, da submissão a Deus. Há também muitas coisas que dificultam ouvirmos a voz de Deus e a tornam imperceptível, mas a maior delas é o pecado, Deus não pode conviver com o pecado, Ele é Santo. Pecado é errar o alvo, é desobediência, é rebelião aos princípios divinos. Se pecamos, precisamos nos arrepender imediatamente, confessar o pecado, aborrecê-lo e deixá-lo. Permanecer em Cristo, deve ser o nosso desafio diário, manter-se ligado à videira é ter a certeza que recebemos de sua seiva continuamente. Todos os dias, em todos os momentos, temos que fazer escolhas, o melhor é escolher depender da direção de Deus para todas as decisões. Ouvir Deus é trilhar o caminho da sabedoria e do sucesso em todas as áreas da vida.

O pão nosso de cada dia

Jesus, dentre outras coisas, nos ensinou a orar sobre a provisão diária – o pão nosso de cada dia nos dá hoje – mostrando que Deus se importa com o que precisamos para cada dia, não apenas com o alimento, mas seja o que for para que as nossas necessidades básicas sejam supridas.

O povo de Israel saiu do Egito sob a mão forte de Deus e sob o comando de Moisés com destino à terra de Canaã; mas antes da Terra Prometida havia o deserto que teriam que atravessar. No deserto não existiam supermercados ou  barraquinhas que pudessem comprar cereais, frutas, verduras; o solo do deserto não era propício a qualquer vegetação ou árvores comestíveis. Depois de um mês e meio que o povo tinha saído do Egito, teve fome, a provisão de alimentos que levava tinha acabado. Alguns do povo começaram a murmurar: “Era melhor ter permanecido no Egito e o Senhor  tivesse nos matado lá, diante das panelas de carne e de muito pão do que perecer de fome neste deserto”. Outros, certamente, oravam a Deus baixinho clamando por alimento, esses se firmavam no caráter de Deus.

O Deus de Abraão, Isaque e Jacó que fizera tantos milagres no Egito, que até  abriu o mar para dar livramento ao seu povo, não os deixaria morrer de fome no deserto. Eles não serviam a um Deus sádico que se compraz no sofrimento de suas criaturas.   Jesus também foi levado ao deserto; depois de jejuar quarenta dias,  teve fome, ficou cara a cara com o tentador e usurpador, mas em nenhum momento duvidou do seu Pai; através da confiança em sua Palavra, saiu vencedor para um ministério de sabedoria e poder.

Deus ouviu a murmuração  do povo de israel e o clamor dos que confiavam nEle. Ele permanece fiel, ainda que sejamos infiéis. Ele é um Deus de provisão, Ele traz sobre as suas criaturas, bons e maus, o sol e a chuva.  Deus supriu o seu povo de forma fantástica, alimentou-o no deserto por quarenta anos, quando faltou alimento,  Deus fez chover alimento do céu, todos os dias, exceto no sábado, eles teriam que sair de suas tendas e colher o alimento da provisão de Deus que, como orvalho, caía sobre a terra.  Sim, Deus enviou o maná do céu para alimentar  quase um milhão de pessoas, os descendentes  do seu amigo Abraão, com o qual tinha uma aliança eterna e fez a promessa que ele seria pai de multidões, e sua descendência seria bem numerosa como as estrelas do céu e a areia do mar.  Jesus também repetiu essa história de provisão impossível aos homens, quando com cinco pães e dois peixinhos alimentou mais de cinco mil pessoas e ainda sobrou doze cestos de pedaços dos cinco pães.

Esse é o Deus Verdadeiro, o Criador de todas as coisas. Para Ele não há impossíveis.  Jesus disse que não precisaríamos nos preocupar com o alimento ou vestuário ou com o dia de amanhã, porque Deus que cuida das aves dos céus e veste com muita beleza os lírios do campo, como não cuidaria também de cada um, o Deus de provisão, o Jeová Jireh?  Creia e confie em Jesus, Ele é o pão que desceu do céu para saciar a fome da humanidade faminta. Você pode descansar e confiar nEle, colocar toda a sua vida e necessidades em suas mãos!

 

 

O poder de uma decisão

Um dos homens mais admiráveis da Bíblia é Daniel. Não lemos sobre deslizes na sua vida, apesar de ser homem sujeito a falhas, como todos os outros. O que fez  de Daniel um homem tão especial, até o ponto de ser chamado por um anjo de Deus como homem muito amado?

Daniel foi levado cativo à Babilônia com muitos outros jovens. Por ser da família real, foi requisitado pelo rei, juntamente com seus três amigos, para servir no Palácio. Por que Daniel se sobressaiu sobre todos? Daniel estava no Palácio e deveria ser alimentado da mesa do rei, com seus manjares sacrificados aos ídolos, bebidas alcoólicas e com toda a dieta pesada. Daniel viu que tudo aquilo poderia contaminá-lo espiritualmente, além de afetar a sua saúde física. Então, ele tomou  uma decisão ousada e arriscada, propôs no seu coração não se contaminar com os manjares do rei e manter uma vida pura no espírito, na alma e no corpo. A decisão de Daniel foi agradável aos olhos de Deus, e ele encontrou  graça diante do eunuco responsável por sua alimentação e dos amigos. A partir desse ponto, Daniel toma todas as sua decisões baseadas em sua proposta inicial – ser fiel a Deus – até desobedecer à ordem do rei se, porventura, algum decreto real  fosse de encontro aos princípios divinos.

Muitos desejam uma vida de transformação, mas nenhuma mudança comportamental acontece sem uma decisão radical. Certamente, o aroma das iguarias do rei subiam às narinas de Daniel, mas nada o fez desistir da sua meta. Ele não poderia ser contaminado, a sua comunhão com Deus tinha um valor incomparavelmente maior que qualquer outro prêmio.

Existem  decisões que, para serem cumpridas, levam a outras decisões que podem custar a própria cabeça – precisa-se  de coragem e renúncia da própria vida. Jesus disse que quem tivesse sua vida por preciosa, e não a renunciasse por amor a Ele, não poderia ser seu discípulo. As decisões radicais podem levar a fatalidades humanas. Se um soldado não estiver disposto a morrer por uma causa, ele não se posicionará corretamente nas fileiras da batalha, será uma covarde nunca um vencedor.

Sim, Daniel levou muito a sério a sua decisão, sabia do perigo que corria em desobedecer à ordem do rei, mas não retrocedeu quando escolheu agradar a Deus em qualquer cenário que se deslumbrasse em sua frente. Ele conhecia os riscos, mas podia contemplar o invisível de Deus pelos olhos da fé; a coroa incorruptível e eterna não se comparava às recompensas corruptíveis do rei. Se precisasse sacrificar a própria vida, a morte seria apenas uma trasladação para os portais da eternidade. Por que temê-la? Chegou o grande dia! Daniel era a presa dos seus algozes, homens perversos, os quais tinham o lucro como seu deus, incitaram o rei Dario a lançar Daniel na cova dos leões. Daniel não se intimidou com a ameça que poderia custar-lhe a vida. Quando há uma decisão firme ao lado do Rei do Universo, nada mais importa, até ser lançado na cova de leões famintos. E, assim aconteceu, Daniel foi lançado na cova dos leões por não deixar de orar ao seu Deus, como seus inimigos exigiam.  A surpresa para os seus inimigos  é que os leões preferiram ser graciosos com Daniel e não o devoraram. Daniel estava marcado por uma decisão! Não há o que temer, a melhor decisão é se posicionar ao lado daquele que pode fechar a boca dos leões, do Deus que pode todas as coisas!

Nas decisões ao lado da verdade, o medo é rompido, a meta a ser alcançada é maior do que a própria vida e, por fim, tudo concorre para a glória de Deus. Há poder em uma decisão ao lado da Verdade, ao lado de Jesus!

Pela fé

No capítulo onze do Livro aos Hebreus, encontramos vinte e quatro vezes a palavra  fé, dezoito nas expressões “pela fé”.  Parte dos grandes homens da Bíblia venceram através da fé e têm seus nomes escritos nesse capítulo.  A fé é a certeza das coisas que se esperam.  A vida cristã é firmada na fé. Sem fé é impossível agradar a Deus,  tal a importância dessa palavra de duas letras, mas de tão grande peso!

Pela fé somos salvos e pela fé devemos caminhar até o alvo final. A Palavra de Deus nos ensina a perseverar na fé. Ela não é necessária apenas para a salvação, mas indispensável para  permanecermos em Cristo. A fé é como um fio de ligação entre o visível e o invisível de Deus, sobre o qual devemos nos mover, para atravessar a distância entre o domínio material e o espiritual. As bênçãos, o verdadeiramente real e Deus estão no outro lado, e sem  fé não os alcançaremos. Deus é Espírito, e só podemos vê-lo através dos olhos da fé.  A fé é trilhada pela persistência, pela certeza, pela confiança, é a  conquista das promessas de Deus. A fé não é  um sentimento, é a certeza, não é um salto no escuro, é a convicção da realidade de Deus.

A fé não duvida, a fé nos mantém firmes porque ela tem um firme fundamento.  A fé se apropria do amor de Deus e da sua justiça, é firmada na sua Soberania e infalibilidade,  naquele que não é homem para que minta nem filho do homem para que se arrependa. A fé não se edifica na areia, não tem castelos suntuosos e efêmeros que se desmoronam com os ventos da desilusão. A fé constrói seu edifício no alicerce inabalável.  A fé suplanta os ventos das adversidades, transcende as eras porque é edificada na Palavra de Deus, na Rocha eterna, em Cristo, que enfrentou e venceu o maior inimigo, a morte!

A fé tem o  foco no alvo – não olha para homens falíveis, não olha  as circunstâncias nem  a força do vento, a fé olha para Jesus.   Como um bom equilibrista, a fé firma seus passos nas promessas de Deus e avança firme. A fé alimenta a esperança. O justo vive por fé. A fé é sempre vitoriosa porque tudo é possível ao que crê.   Tudo o que se vê ruirá, e o que não se vê permanecerá eternamente. Andemos pela fé, não por vista!

Hb 11.1,6; Ef 2.8; 2 Co 5.7; Nm 23.19; Rm 5.1-2; Cl 1.22-23; 1 Ts 5.8; Hb 12.2; Hb 10.38;

Crises e Suicídio – Palavras que edificam

Nos dias atuais, há grande polêmica em torno de suicídio – muitos tentam justificá-lo, outros o condenam veementemente. Mas, qual a posição bíblica sobre este tema?

Sabemos que uma pessoa que atenta contra a própria vida está sob grande pressão emocional, ocasionada por algum problema familiar, financeiro, de desilusão ou de qualquer outra natureza. As crises fazem parte da vida. Se você nasceu neste planeta, como descendente de Adão, não está isento a elas. Contudo, há quem saiba administrar muito bem as crises e não permitem que elas os vençam,  há, também, aqueles que são bem suscetíveis ao abatimento quando alguma coisa foge da normalidade. Sem querer espiritualizar tudo, a Palavra de Deus tem resposta para as dificuldades naturais da vida e suprimento para os momentos mais cruciais da existência. Para ajuda divina, no momento certo e nos  mais inesperados, há necessidade de um relacionamento efetivo com Deus, através da comunhão do Espírito Santo, um alto refúgio e revelação da verdade. Quem alicerça a sua fé no Deus Todo-Poderoso, não é confundido e encontra socorro nos momentos mais improváveis da vida. “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”, talvez, seja a palavra mais propagada do Apóstolo Paulo, e sempre citada de forma bem positiva, como se o que crê nesta Palavra, é poderoso pra nunca passar por provações; mas, se atentarmos para o contexto anterior do versículo, Paulo faz alusão a abatimento, a fome e a padecer necessidades. E isso era-lhe possível atravessar porque Ele mantinha um nível estreito de amizade com Deus. A sua força provinha de Deus.

Por vias normais, não há aprovação divina para a prática suicida. O suicida perdeu totalmente a sua fé e confiança em Deus, naquele que pode todas as coisas e que pode reverter uma crise em bênção. Suicídio é um homicídio, é atentar contra a própria vida e, segundo o apóstolo João, o homicida não tem a vida eterna em si mesmo.  1 Jo 3.15. A vida pertence a Deus, Ele a dá e somente Ele pode tirá-la.  “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão”.  Dt 32.39

Apesar da realidade da Palavra de Deus, nunca devemos afirmar categoricamente que um suicida foi para o inferno. Entre o ato de atentado à própria vida e a morte dessa pessoa, somente Deus sabe o que aconteceu, se houve possibilidade de um arrependimento  verdadeiro e consequente perdão, com acerto de contas.

Também, não devemos estimular qualquer forma de suicídio, minimizando sua grave consequência, mas  devemos alertar as vidas para o grande perigo dessa prática  e estimulá-las a colocarem a  fé em Jesus e nunca perderem a esperança que está fundada no Deus Soberano que pode todas as coisas. Não ao suicídio, sim à vida!

A seguir, uma palavra muito sábia sobre o tema:

Posso ter certeza da salvaçao? – Palavras que edificam

Todos os homens, desde a criação, são devedores diante de Deus. Todos estão sob condenação eterna. “Todos os homens pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Porque o salário do pecado é a morte…”
Apesar do escrito de dívida que paira sobre cada ser humano, Deus elaborou um plano para salvá-lo.

O plano de Deus para trazer o homem de volta para si foi de grande demonstração de generosidade e amor pela coroa da sua criação. Para cumprir a sua justiça, Ele enviou o seu próprio Filho, que foi gerado no ventre de Maria sem participação de qualquer semente de homem pecador, para morrer na cruz e resgatar o homem dos seus pecados. Diante de tão grande sacrifício, fica claro que não existe outro meio para que o homem possa ser resgatado, suas boas obras nunca poderão salvá-lo.  Por isso, nenhum homem pode fazer qualquer coisa para adquirir a sua salvação. O seu papel é crer em Jesus e receber de graça o que lhe foi oferecido sem nenhum ônus. Jesus disse aos seus discípulos: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem  ao Pai a não ser por mim. Portanto, não há outro caminho nem religião que nos leve de volta a Deus.

Jesus morreu por todos os homens, mas nem todos serão salvos. Somente os que creem em Jesus terão os seus pecados perdoados e reconciliação com Deus. A salvação está acessível a todos, mas nem todos terão acesso a ela por se recusarem a crer  e entrar pelo caminho que pode conduzi-los a Deus. Sim, podemos ter certeza da salvação eterna, desde que escolhamos andar e permanecer no caminho: Jesus!

 

Amor e Santificação – Palavras que edificam

Deus é Santo e sem santificação não há relacionamento com Deus. Quem ama a Deus e tem o desejo maior de andar com Ele, hoje e  eternamente,  obrigatoriamente, tem o dever de viver em santidade.

Em  nossos dias, os valores morais têm entrado em decadência, e a permissividade tem permeado as diferentes áreas de atuação da sociedade, adentrado nos lares e até se expandido às instituições eclesiásticas. A grande parte de tudo que se produz artisticamente tem que ter nuances de pornografia,  práticas sexuais explícitas ou insinuações sensuais,  quebrando sutilmente todas as barreiras limitantes do pudor e bom senso, e  isso é transferido para as famílias através da música, do teatro, do cinema e televisão, com suas novelas e séries, como um bom mecanismo para  fidelizar audiência,  pela continuidade atrativa de histórias fictícias.

No mundo no qual vivemos, as coisas acontecem de forma natural, com aparência inofensiva, e a maioria segue o curso dos acontecimentos,  difundidos pelos meios de comunicação e facilitados pela tecnologia atual. Mas a vida não se limita à esfera natural, há um mundo espiritual que rege este mundo, para o bem ou para o mal, depende de cada um que se deixa influenciar  por suas escolhas.

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Os que amam a Deus têm prazer em fazer a vontade de Deus e ser guiado pelo seu padrão. Não seguem o caminho mais fácil do curso deste mundo, mas escolhem avançar na sua contramão porque têm a certeza que os levará às alturas, onde habita o Deus Santo, o Rei da Glória!

A seguir, um vídeo do Pr. Sérgio Queiroz  que discorre sobre este tema, de forma bem didática e edificante, como lhe é peculiar.