Jesus e a goiabeira

Nos últimos dias, está em alta no cenário brasileiro uma grande polêmica sobre o testemunho de uma mulher cristã que comentou corajosamente sobre seu encontro com Deus, em um pé de goiaba,  ainda criança que, devido a intoleráveis abusos sexuais dentro de sua própria casa, tentou o suicídio e milagrosamente foi salva das garras daquele que veio apenas para roubar, matar e destruir.  O diabo não escolhe suas vítimas, ele quer todos, qualquer um pode ser alvo de suas investidas, rico ou pobre, religioso ou não religioso, branco ou preto, crianças ou adultos e de qualquer povo, nação, tribo ou língua. Diante desse fato, o que mais intriga é que tem prevalecido as  chacotas, o desdém, o desrespeito e a falta de temor com a pessoa de Jesus, e é necessário que reflitamos sobre  esse comportamento tão distorcido e deplorável de um bom grupo  da sociedade brasileira. 

Talvez, se vivêssemos em uma nação pagã, como muitas que desconhece a pessoa de Jesus, pudéssemos explicar essa falta de vergonha que blasfema contra Deus e desrespeita o próximo.  Mas vivemos em uma nação noventa por cento denominada cristã, evangélica e católica, e é inadmissível e intolerável esse comportamento. É bem provável que alguém diga que é liberdade de expressão e humor. Não, o humor sadio não afronta Deus, nem o próximo, não o expõe, não zomba dos seus traumas. Ninguém, em sã consciência,  quer  ser humilhado, zombado, desprezado. Deus não compactua com essa atitude, e isso não pode partir de corações que conheçam a Deus verdadeiramente. A lei de Deus prevalece em todo o mundo e o juízo dEle é com equidade, Ele não tem dois pesos ou duas medidas. E o juízo de Deus será sem misericórdia para todos que agiram sem misericórdia. Ele também não inocenta quem toma o seu Nome em vão. Não adiantam justificativas politicamente corretas. Se  alguém não pertence a minha ideologia política, tenho o direito de afrontar a sua moral, de pisoteá-la? Não, não tenho. A lei universal de Deus resume-se em dois princípios, amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. A regra é simples: Se você não ama a Deus está perdido e não ama nem a si mesmo, como poderá amar o próximo? Mas se você diz que ama a Deus, o teste é como você se comporta com o próximo. Se você não o poupa do mal ou não se sensibiliza com o seu sofrimento, não há congruência na sua atitude com o que você diz, você não conhece Deus. Mas se você verdadeiramente ama a Deus, você não faz nada contra o próximo porque você é suficientemente sensível para ficar no lugar dele e reprovar qualquer comportamento que não condiz com um filho de Deus.   

Deus entristece-se com comportamentos desvirtuados, que não são harmônicos com o seu caráter. Ele é um Deus amoroso e sempre espera que os suas criaturas ou filhos arrependam-se dos seus pecados e voltem a desfrutar da sua amizade e comunhão. Ele fez o homem para isso. Deus habita nos seus filhos através do Espírito Santo e deseja que cada um seja templo dEle. Por isso, Jesus morreu para restabelecer a comunhão de Deus com o homem, perdida no Éden. Ele se empenha em resgatar uma criatura onde quer que esteja, até em  uma goiabeira. 

 Se você diz que conhece Deus, e fez chacota com a Ministra da Família e dos Direitos humanos, você não o conhece e é um miserável porque perdeu da essência de Deus, se a teve em algum momento, está fazendo o jogo do príncipe das trevas.Você desconhece que Deus é criativo e que cria situações, as mais inusitadas possíveis, para alcançar a alma ferida do ser humano. Você desconhece que Ele é um ser pessoal, capaz de se compadecer do moribundo que precisa de socorro. Você desconhece que Ele é onisciente, onipresente e onipotente e vai a qualquer lugar, nos ares, na terra e nas profundezas do mar para salvar uma pessoa que clama por Ele. Você desconhece que Ele é Soberano e não se limita a padrões criados por você, Ele fala, age e faz como quer em qualquer lugar, até tirar uma menina sem esperança de uma goiabeira. Ele é Deus, Ele é o grande Eu Sou, Ele faz como quer, que os homens sem fé, servos das trevas,   gostem ou não.

   

O temor do Senhor

Muitos traduzem temor como medo, pavor ou susto por alguma coisa. Temer a Deus não tem nada a ver com esse significado, mas em ter uma atitude de profundo respeito, devoção e reverência; temer a Deus é ter prazer em agradá-lo e não fazer nada de forma deliberada para magoá-lo.

Hoje, para termos uma percepção do mundo não precisamos fazer  viagens ou frequentar determinados lugares, basta apenas estar diante da tela de um computador ou com um Smartphone nas mãos. Podemos pesquisar o que queremos através dos sites de busca, e as redes sociais se responsabilizam em  pintar um quadro generalizado do comportamento moral dos seus usuários,  que representam por amostragem  o sistema deste mundo no qual estão inseridos. O perfil traçado denuncia o quão  degradante e perversa é a geração atual. Onde está o temor ao Senhor Deus Soberano na vida de homens e mulheres? Não é religião, mas o temor  a Deus  que faz a diferença na vida de uma pessoa, não um conhecimento distante e superficial, mas  um relacionamento de intimidade com  Deus Pai.

A Bíblia, apesar de ter sido escrita há muitos anos, é um livro atual porque o seu verdadeiro autor transcende ao tempo e às eras. O apóstolo Paulo, com muita propriedade,  retrata bem os dias atuais. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”  2 Tm 3.1-4. A blasfêmia  e a calúnia são comportamentos  que mais assustam atualmente,  porque denunciam a total falta de temor a Deus. Deus não tem por inocente aquele que toma o seu nome em vão diretamente ou através das coisas sagradas, e as línguas malditas que não temem em caluniar os profetas de Deus que têm a missão de denunciar o pecado sofrerão o juízo de Deus  que em tempo oportuno certamente virá.

Nestes dias, há uma maldade sem precedentes que têm se proliferado em todas as esferas da sociedade. A igreja do Senhor Jesus também tem falhado em cumprir o seu papel de sal e luz . As pessoas têm misturado os conceitos de bem e mal a ponto de  ao mal chamam bem e ao bem mal e fazem das trevas luz, e da luz trevas. Is 5.20 O temor do Senhor sempre será  o princípio da sabedoria, os sábios temem o seu nome e desviam-se do mal. A insensatez terá sua paga. Podemos escolher o que plantar, mas nunca colheremos frutos diferentes da semente que semeamos.  Se escolhermos o bem, colheremos frutos da bondade do Senhor, se escolhermos o mal a recompensa será uma vida separada de Deus por toda a eternidade. No mundo dos mortais, Deus tem mostrado a sua bondade, Ele envia sol e chuva para todos,alimenta a todos, mas quando o irreverente deixar este mundo, adentrará em um reino com um deus perverso que o odiará e o açoitará para sempre.

O sábio não se conforma com o padrão deste mundo. O sábio busca o temor do Senhor!

Os sonhos de Deus

Nem todos os sonhos são bons. Existem sonhos bons e sonhos maus, sonhos que levam à vida e sonhos que levam à morte. Os sonhos de Deus sempre são bons. Ele deseja o melhor para os seus filhos e já deu o suprimento para que sonhemos os seus sonhos e sejamos livres de pesadelos ou culpas que atormentam a existência humana.

José do Egito é exemplo de um homem que sonhou os sonhos de Deus e os perseguiu. A trajetória que ele teve de percorrer até que os sonhos de Deus se realizassem em sua vida não foi nada fácil, foi traído,  lançado em uma cova, escravizado e, por fim,  lançado em uma prisão. Apesar de tudo que passou, nunca duvidou dos seus sonhos e foi fiel até ver as promessas de Deus cumpridas em sua vida. Quando ele estava no cárcere, interpretou os sonhos de dois de seus companheiros de prisão, eles tiveram  cada um o seu sonho. Um teve um sonho que o levou à vida, outro à morte. O copeiro-mor e o padeiro-mor de Faraó, um foi restituído ao palácio, o outro foi sentenciado à forca. Eles tiveram sonhos reais, mas,também, nos sonhos que sonhamos acordados podem levar à vida ou à morte.   Muitos sonhos parecem  bons, mas tornam-se maus por causa da motivação errada. Há um grande peso na motivação do coração, principalmente, quando se conhece a Deus. Nem tudo que se confessa com a boca está alinhado com a realidade do coração. É natural  ter sonhos grandiosos, se pensar alto, ter sonhos que vão muito além da realidade atual, mas por qual  propósito  estou sendo movido? O importante não é o que eu quero ou qual ponto desejo alcançar, mas para que eu quero isso ou por que desejo chegar a determinado lugar?

A Bíblia diz que todos os que são guiados pelo Espírito Santo de Deus são filhos de Deus.  Rm 8.14. Se alguém é filho de Deus, ele tem o Espírito Santo e deve ser guiado por esse mesmo Espírito. Ser guiado pelo Espírito de Deus não é apenas ouvir Deus e tomar algumas decisões acertadas, mas ter o coração com a motivação correta que o leva a desejar, sobre tudo, agradar a Deus e fazer a sua vontade. Isso não é uma carga na vida daqueles que amam a Deus, mas algo que  deve fluir natural e prazerosamente, tal um rio que corre em seu leito, seguindo a correnteza das águas, nunca o contrário. Na vida cristã, não há vida material independente de vida espiritual. Somos um ser trino e único, quando vamos ao trabalho – com o nosso corpo – ou a qualquer outro lugar, não deixamos em casa o nosso espírito ou as nossas emoções. O apóstolo Paulo escreveu em sua primeira carta aos Coríntios: Quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.

Para a glória de Deus deve ser o objetivo dos nossos sonhos. Por que ser bem sucedido em uma determinada área profissional, se não for para glorificar a Deus? Se não for assim, o resultado do sonho, diante de Deus, será como palhas que serão queimadas e não deixarão vestígios. Por que ser um milionário, se for apenas para o bel prazer  e  não se importar em suprir a necessidade da seara de Deus e de seus obreiros  ou ignorar a necessidade do próximo quando bate à porta?   Por que almejar ser um grande ministro da Palavra de Deus, se não for para edificar vidas e sofrer por elas? Se for para ser bem visto e aplaudido pelos homens, não terá recompensa divina e sua obra, por certo, queimar-se -á. Grandes e bons sonhos com a motivação errada, fora dos sonhos de Deus, não produzirão vida, certamente, levarão à morte.

Sonhemos os sonhos de Deus!

 

Salvador e Senhor

Hoje, no meio cristão,  há uma tendência a uma pregação com o foco apenas na graça de Deus, sem necessidade de mudança de vida.  Na salvação não há nenhum mérito humano, somos salvos pela graça, através da fé, mas essa graça não dá permissividade ao pecado ou a uma vida cristã sem compromisso com os valores do reino de Deus. A graça de Deus, segundo o evangelho de Jesus, requer arrependimento de pecados e rompimento com a velha forma de viver, a graça leva o homem a uma transformação de vida, a uma mudança de rumo e de atitudes. Muitos cristãos não têm sido referencial neste mundo, têm se conformado com o sistema mundano. Por que tornar-se cristão?  Só para fugir da condenação do inferno? Não,  o que move o verdadeiro cristão é o amor. Ele é uma servo que tem prazer em servir ao seu Senhor, semelhantemente ao servo de orelha furada.

Jesus disse que aquele que desejasse segui-lo, teria  que renunciar a todas as coisas, até a sua própria vida. Ele pregou o Evangelho da porta estreita e do caminho apertado, da negação do eu. Jesus é o Salvador de todos os que creem no seu nome, mas a salvação só é efetivada quando o homem resolve se submeter ao senhorio de Cristo. Jesus comprou  escravos condenados do reino das trevas, é inadmissível que depois disso, esses homens queiram permanecer sob o senhorio do seu velho senhor, o diabo. Uma vez livre, ninguém quer voltar ao velho jugo, seria total incongruência. Tudo que foge ao propósito de Deus para o homem é pecado e o verdadeiro cristão, aquele que teve um encontro pessoal com Deus, deve saber o que  agrada a Deus ou o aborrece.  Um cristão não pode desejar as bênçãos do reino da luz e não querer se submeter às leis desse reino. Não há como ter  Jesus como Salvador, mas não como Senhor.

A cada dia,  líderes de igrejas cristãs, principalmente do Ocidente, estão tolerando mais o pecado, sob a bandeira do “amor”. Não há mais confronto do pecado. Esquecem que o exercício do verdadeiro  amor leva ao confronto, que o atributo de justiça de Deus é tão forte quanto o seu atributo de amor. A santidade de Deus não pode coabitar com o pecado, não há comunhão entre as trevas e a luz.

Somos livres do pecado e da condenação eterna, mas para sempre escravos daquele que nos amou.  As cadeias que nos prendem ao nosso Senhor são cadeias de amor, de intimidade com Deus. O seu jugo é suave, o seu fardo é leve. Jesus só pode ser seu Salvador se for também o seu Senhor. O livre arbítrio  dá o direito de escolher caminhar com Ele ou não. Mas a recompensa dependerá da escolha que fizermos, não há como ser diferente. Só o caminho do Senhor leva à vida eterna.  Escolhamos à vida, escolhamos viver sob o Senhorio de Cristo.

 

 

 

O que vencer

Vivemos dias nos quais todo o mundo se volta para a maior de todas as competições esportivas, a Copa do Mundo, pelo menos no Brasil considera-se assim. De quatro em quatro anos, todos estão de olho para o novo campeão. Os jogadores treinam com afinco, cada um desejando  ser o melhor e ter o privilégio de ser escalado para o time que buscará o título para a sua nação. Apesar de tanto empenho, só um time chega no pódio como campeão.  Reconhecemos o valor e a importância dessa competição, mas  existe uma corrida muito mais excepcional que qualquer competição esportiva, e poucos atentam para ela.

O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, relaciona a vida espiritual a uma corrida , “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”. O atleta corre por uma coroa corruptível e, para ser vencedor, tem que ter muita disciplina, acompanhada sempre de muita renúncia, se quiser ser o primeiro a levar o prêmio. A vida cristã tem muita similaridade com a vida de um atleta. Jesus não apresentou uma vida fácil para aqueles que desejam segui-lo, a porta é estreita, o caminho apertado. Ele dizia que quem quisesse segui-lo, teria que negar a si mesmo e levar uma vida de renúncia. Mas esse é o caminho que leva à glória. É perder a vida, para reavê-la. Ele mesmo deu o exemplo com a sua própria vida. Para adentrar os portais eternos,  sentar-se a direita do Pai como vencedor e ser aplaudido pelos anjos, enfrentou a cruz e não temeu a morte, sendo fiel até o fim.

O apóstolo João, em sua visão do Apocalipse, recebeu do próprio Jesus instruções para as sete Igrejas da Ásia, e em todas elas com a expressão “o que vencer” ou “ao que vencer”. Não resta dúvidas que a corrida cristã é uma batalha. A salvação nos é concedida de graça, através da fé em Jesus Cristo, porém o simples fato de  sermos transportados de reino das trevas para a luz, compramos uma briga com o velho senhor, mas em Cristo somos mais que vencedores. A nossa vitória está em permanecer em Cristo e isso só é possível quando há submissão ao Senhorio de Cristo e disposição para  obedecer a sua Palavra, quando abrimos mão da nossa própria vontade para fazer a vontade de Deus. A fé verdadeira requer imprescindivelmente  uma vida transformada, uma vida com frutos de justiça.

Apesar do paralelismo  entre as competições comuns e a carreira cristã, suas diferenças são cruciais em dois pontos, uma oferece um prêmio que se corrompe com o tempo, passageiro, a outra um prêmio eterno que nada poderá corrompê-lo. Nas  competições comuns, apenas um chega ao pódio com o prêmio máximo, na corrida cristã, todos que desejam têm a oportunidade de chegar ao final como vencedor. Milhares de milhares serão coroados – o que vencer!

 

 

As marcas de Jesus

“Desde agora, ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas de Jesus”. Gálatas 6.17

O apóstolo Paulo sofreu muitas perseguições e sofrimentos na propagação do evangelho. Na segunda carta aos Coríntios, ele fez um breve relato do que ele sofreu por amor a Deus e ao evangelho,  prisões, açoites, apedrejamento, fuga, naufrágio e outros perigos de morte, e algumas dessas perseguições foram suficientes para marcar com cicatrizes o seu corpo.

Vivemos em um país no qual não há perseguições explícitas ao evangelho, diferentemente, dos países nos quais vive a Igreja perseguida, mais precisamente, na área da janela 10×40 (faixa que se estende do oeste da África , passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do Equador, forma um retângulo entre os graus 10 e 40). Nem por isso, o desafio em se viver  uma vida em fidelidade a Deus, até à morte, como foi ministrado à Igreja de Esmirna, deixa de se constituir em um esforço menor nos países ocidentais . Talvez  até seja mais desafiador porque onde há liberdade, a permissividade parece atingir patamares muito maiores, levando a uma vida espiritual com desleixo e sem responsabilidades. Neste sistema no qual vivemos, as escolhas são sempre testadas. Diante do conforto que nos é oferecido, temos a tendência a levar uma vida de comodismo e despreocupação.
Um grande leque de opções  nos é apresentado constantemente e sempre escolhemos o que é mais agradável à carne e aos olhos. É muito mais fácil ficar diante de uma TV ou monitor assistindo filmes, por horas, do que tirar quinze minutos em oração, leitura da Palavra de Deus ou servindo ao próximo.

A vida do apóstolo Paulo é um grande exemplo de fé e amor a Deus.  O segredo do seu sucesso espiritual é a escolha que ele fez, depois de ter um encontro pessoal e literal com Jesus, de  ter uma vida dirigida pelo Espírito. Os cristãos vivem sob a influência de dois domínios, que cabe a cada um escolher,  o domínio da carne e o domínio do Espírito Santo. O reino que escolher para fortalecer em si  será o vencedor.  Andar no Espírito é  se permitir ser guiado pelo Espírito Santo de Deus, é escolher o caminho do amor, é escolher amar a Deus sobre todas as coisas. Sobre o amor, Paulo escreveu o mais belo poema. “O amor não busca seus próprios interesses, o amor é sofredor…” Andar no Espírito é produzir o fruto do amor, o fruto do Espírito: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade bondade, fé, mansidão, domínio próprio. Andar no espírito é renunciar e se enojar das podridões das obras da carne. É jogar de si toda poeira e sujidade que impedem o cristão de refletir a glória de Deus.

Paulo militou pelo Espírito, nada mais importava para ele a não ser o Reino de Deus e a sua justiça, ainda que isso trouxesse marcas profundas em seu próprio corpo. Mesmo não passando  pelos sofrimentos de Paulo e marcando o próprio corpo físico, corramos para marcar o nosso caráter com os valores inegociáveis do Reino de Deus, marcando-o  com as marcas de Jesus!

Qual o peso do seu coração?

O coração de um homem adulto pesa entre 250 a 400g. É um peso razoável para um órgão de tão grande importância no organismo. Aqui, não vamos tratar do coração do corpo humano, mas de corações que são parte imaterial da personalidade humana, dos  quais emanam os mais profundos sentimentos e suas manifestações comportamentais e que, de alguma forma, têm um certo peso.

O coração envolve a totalidade das emoções, do intelecto e da vontade humana. Jesus, falando para os seus discípulos e para a multidão que o seguia, disse que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai, porque  do  interior do homem ou do seu coração  procedem os maus pensamentos que geram toda sorte de mazelas. Todos os males cometidos pelo homem  são fabricados no coração.  Além do coração gerar todas as boas e más atitudes, ele é  carregado de bons e maus sentimentos que, por mais que ele tente ocultar, sempre se manifestará na própria aparência e ações. O profeta Jeremias escreveu que o coração é enganoso,  mais do que todas as coisas, e perverso.

Existem sentimentos que trazem leveza ao coração. Um coração leve é alimentado de alegria, paz e gratidão, e isso se reflete nos relacionamentos e  até na  saúde física  do indivíduo.  Por outro lado, há corações pesados. Corações sobrecarregados pela falta de perdão, marcados pelas feridas sofridas no caminho da existência, como rejeição, abusos, traumas, desilusões e tantos outros males. Corações que preferem mergulhar no mar da amargura, da ingratidão,  da lamúria e murmuração. Um coração pesado é um coração triste, está em profundo sofrimento e fadado à morte. Esse coração sempre afasta os relacionamentos porque suas águas são amargas.  Um coração pesado vive em um estado eterno de insatisfação consigo mesmo, podendo  adentrar os limites da depressão e avançar  até o estágio mais profundo, o suicídio.

Um coração leve é um coração que encontra em tudo motivos para adorar a Deus com gratidão, é um coração livre. Não se deixa prender pelas amarras dos infortúnios da vida nem pelas prisões das circunstâncias. Um coração      pesado é cativo das próprias emoções. Sabemos que não é fácil quebrar as correntes que aprisionam o coração e se desfazer do seu peso. Apenas o agir de Deus  pode regenerar o coração e quebrar as sua cadeias. Mas, independente de qualquer parâmetro que se queira estabelecer em busca de uma solução para o peso de um coração, todos devem começar com uma atitude de humildade  para reconhecer as próprias limitações e desejo de mudança.  A seguir, o perdão, que é a chave para destravar a porta da libertação. A  busca do perdão de Deus para si, através de arrependimento,  e liberação de perdão para os outros, é alcançar a vitória e extinguir todo o peso do coração.

Qual o peso do seu coração? Hoje, você pode escolher deixá-lo  leve e livre. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Salmos 51.10