Adoração e adoradores

O homem foi criado para glorificar ou adorar a Deus com a sua vida, com todo o seu ser e por toda a eternidade. Então, tudo que foge deste propósito, por melhor que seja, não traz satisfação à alma humana.

Deus criou o primeiro  casal e o colocou em um ambiente livre de qualquer opressão que pudesse trazer angústia na alma e o fizesse desviar do propósito estabelecido por Deus . O primeiro homem e a primeira mulher foram criados perfeitos, sua casa era  em um jardim perfeito, com todas as condições favoráveis para  que tivessem  vida plena e de adoração a Deus. Mas, nesse ambiente de perfeição, o homem e a mulher  foram tentados por um ser escabroso que sempre quis usurpar de Deus o que pertencia apenas a Ele, a adoração! O casal cedeu, duvidou do caráter de Deus, e a partir desse momento  muitos deuses foram surgindo através das gerações. Os homens, eles mesmos, criam seus deuses e não há limite para isso. Na Índia, por exemplo, estimam-se que há cerca de 330 milhões de deuses.  Isso mesmo, são deuses para todos os gostos, segundo o coração rebelde de cada  um. São deuses que não falam, não ouvem, não andam. Segundo Salmos 115.8, os fazedores e adoradores de ídolos tornam-se semelhantes a eles. As nações cristãs ocidentais, talvez se surpreendam com tantos deuses nas nações orientais. Mas a nossa realidade não é tão diferente, temos também muitos deuses  religiosos, além destes, temos outros  como o prazer, o poder, o dinheiro, os jogos, a tecnologia, o trabalho, as pessoas, os bens materiais,  as redes sociais, os vícios, os artistas famosos, a aparência, a estética, os cargos eclesiásticos   e tantos outros. Tudo que faz o homem desviar do foco, daquele que somente deve ser adorado,  é pecaminoso  ou leva à  pecaminosidade, fazendo do adorador refém da sua própria adoração.

O primeiro dos dez mandamentos é não ter nem adorar outros deuses, além do Único Deus verdadeiro, o Deus Soberano que criou o universo e todas as coisas, por isso, só Ele é digno de adoração.  Paulo  escreveu para os gentios romanos que os homens são indesculpáveis se não reconhecem o Deus verdadeiro porque todas a coisas criadas revelam este Deus, a natureza é um livro aberto que testifica que um Deus Criador está por trás das obras da  sua criação, e, por suas obras magníficas,  o seu poder é revelado, e todos o homens têm o dever de adorá-lo.

Adoração – o que é? De uma forma bem particular, adoração é relacionamento com Deus e tem como base a comunhão e intimidade com Ele,  é  reconhecer o que Deus é, a sua natureza e o seu caráter, é ter uma atitude de rendição total a Ele.  A atitude de um adorador não é apenas em ajuntamentos ou ocasiões especiais, mas  em todo o tempo. O espírito e a alma do adorador devem viver em uma fusão constante com o Espírito Santo de Deus.  O verdadeiro adorador deve viver a vida do próprio Deus, e nada que ele faça pode ser desvinculado do Deus que ele adora. “Quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus”. Paulo não apenas escreveu isso, mas viveu e morreu por isso, na vida e na morte glorificou a Deus. Ele entendeu o verdadeiro sentido da adoração e sua vida foi totalmente ofertada no altar da adoração. Tem-se uma vida de adorador quando nada mais importa, a não ser viver totalmente para a glória de Deus. Não somente quando se está fazendo a obra de Deus ou cantando canções de louvor na Igreja, mas no trabalho, na escola, na faculdade, fazendo compras,  em  encontro com os amigos, em momentos de lazer ou em qualquer outra situação ou lugar. Não se deve perder a sua essência, não sair do lugar de adoração, não perder o verdadeiro sentido da vida porque nada vale a pena ser vivido, se não for para glorificar a Deus. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”.  Dt 6.5.  Então, a adoração envolve um contínuo sacrifício de louvor a Deus, com a inteireza de todo o ser, do espírito, alma e corpo.  Isso é que faz de um homem ou uma mulher um verdadeiro adorador!

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