As noivas e o azeite

Mateus narra a parábola das dez virgens ou noivas. Cinco delas eram prudentes e cinco insensatas. Havia muitos pontos em comum entre elas. Mas apenas uma coisa as diferenciava.

Tanto as virgens prudentes como as insensatas esperavam o noivo, todas tinham uma candeia, todas foram tomadas de cansaço e sono, todas adormeceram.  Apenas o azeite diferenciava as noivas prudentes das tolas. As virgens prudentes, além de terem suas lamparinas com azeite, elas levavam mais azeite consigo. No meio da noite, quando os noivos comumente apareciam para buscarem as suas noivas, elas não poderiam correr o risco de ficarem sem azeite. A viagem seria longa, pelos desertos e montanhas, e seria um horror ficarem desprovidas de iluminação.

À meia-noite, alguém gritou: O noivo está próximo, saiam ao seu encontro. As virgens despertaram e cada uma pegou a sua candeia  e foram prepará-las para serem  usadas. Candeia  ou lamparina precisa de azeite para se manter acesa. Candeia sem azeite não serve para nada e sua luz não brilhará.  “As insensatas pegaram suas candeias, mas não levaram óleo”. Que tristeza! Uma candeia com tão pouco óleo, prestes a se apagar. As noivas insensatas eram bem folgadas, como aqueles que andam despreocupadamente, sempre dependentes dos outros  em tudo que fazem. Elas pediram um pouco do azeite das prudentes que lhe responderam que se dessem do seu azeite iria faltar para elas. Existem coisas que são intransferíveis  e cada um tem que buscá-las.  As noivas insensatas foram comprar azeite, nesse intervalo, o noivo chegou,  as noivas prudentes entraram com o noivo para o banquete nupcial,  e a porta foi fechada. Bateram na porta, mas ouviram apenas uma voz: Não as conheço. Que tristeza! Existem coisas na vida que são irreversíveis.  Pequenos descuidos podem levar a um desespero eterno.

Os ensinos de Jesus sempre tinham  como pano de fundo,  a cultura judaica,  porque ele era judeu e ensinava para os judeus. Essa parábola refere-se à Igreja, e Jesus, usando a figura de um casamento judaico,  trata da sua volta quando, como noivo,  arrebatará a sua noiva. O noivo judeu, depois do contrato de noivado assinado, prometia que iria preparar  morada  para a sua noiva e voltaria para buscá-la. Essa volta, sempre era de surpresa, sem marcar hora e dia.  Jesus disse  aos seus discípulos , antes da sua morte,  que iria preparar lugar, que na casa do seu Pai tinha muitas moradas  e voltaria para buscá-los. Jo 14.1-2

Por que o azeite fez tanta diferença entre as noivas? O que Jesus quis ensinar com essa parábola? Todas as noivas tinham certeza que o noivo voltaria, todas tinham suas candeias. Mas nem todas tinham azeite suficiente para manterem suas lâmpadas acesas. O azeite fala de unção. A unção da igreja é a presença do Espírito Santo. Todos aqueles que creem em Jesus como seu Salvador têm o Espírito Santo. Mas o Espírito Santo é uma pessoa, precisamos nos relacionar com ele, e quanto mais essa relação é cultivada, mais o azeite  é aumentado. Como pessoa,  o Espírito Santo pode ser entristecido e até o relacionamento com ele pode ser apagado. O Ap Paulo escreveu aos efésios que não devemos entristecer o Espírito Santo e aos  tessalonicenses que não devemos apagá-lo ou extingui-lo. Uma vida de constante desobediência à Palavra de Deus, sem arrependimento, leva à dureza de coração, à frieza espiritual, desprovida da comunhão com o Espírito e da alegria da salvação. Uma pessoa que já experimentou da graça de Deus, que provou do dom celestial e participou da comunhão do Espírito Santo e voluntariamente se afasta dele, está se assemelhando à noiva insensata. O noivo chegará para buscá-la, mas  não tem azeite, não será arrebatada, não será livre da tribulação que abrangerá o mundo inteiro. Muitos defendem que a Igreja passará pela Grande Tribulação. Sim, a Igreja  casada com o mundo, a noiva insensata que negocia a sua unção.

A noiva prudente tem como seu maior tesouro a comunhão com o Espírito Santo. Ela se entristece quando o entristece e não tem paz enquanto não restaura a intimidade com Ele.

Mateus 25.1-13; Jo 14.1-3;  Ef 4.30; 1 Ts 5.19

 

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